Conheça cinco dicas de ouro para conservar os pneus da moto

 

Saiba como comprar e cuidar corretamente do “calçado” de sua moto:

Cinco dicas de ouro

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1 – Entenda o pneu

Dica básica é saber ler as indicações do seu pneu, ou seja, entender corretamente as informações de códigos e letras que estão nas laterais: 1. nome e registro da marca; 2. mome da linha do produto; 3. sentido da rotação do pneu de acordo com a posição (dianteiro/traseiro); 4. largura nominal da seção; 5. relação entre altura e largura da seção; 6. índice de carga; 7. código de velocidade; 8. tipo: com câmara (“tubetype” ou TT ) ou sem câmara (“tubeless” ou TL); 9. certificação de homologação Inmetro. É uma “sopa de letrinhas”, então para saber mais, clique nesse link e veja reportagem completa.

Mario Villaescusa/Infomoto

2 – Tipos de construção

Há dois tipos de ?calçados? para moto: convencional e radial. No convencional, usados na maioria das motos no Brasil, a carcaça é composta por lonas sobrepostas e cruzadas umas em relação às outras, com câmara de ar no interior. Já nos radiais, uma cinta de aço é disposta paralelamente à linha central da banda de rodagem, com fios metálicos formando ângulo de 0° com a linha central; Os radiais, sem câmara e instalados em rodas de liga leve, servem para motos que atingem altas velocidades e precisam de maior estabilidade e aderência.

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3 – Escolha direito

Nunca opte por modelos de medidas diferentes às sugeridas pelo fabricante da motocicleta ao comprar pneus substitutos. Usar um composto de medida maior que o recomendado pode comprometer a segurança, mudar o comportamento da moto e, de quebra, aumentar o consumo de combustível. Você pode até mudar de marca ou de modelo de pneu, mas mantenha sempre as medidas originais, indicadas no manual do proprietário.

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4 – Pressão correta

Quando o pneu está murcho, a área de contato da borracha com o solo aumenta — isso aumenta o consumo de combustível, o desgaste do pneu e, nas frenagens mais radicais, o composto pode até sair do aro. Com pneu muito cheio, a moto sofre um impacto maior, principalmente ao passar por buracos, lombadas ou valetas. Na pressão ideal, só alegria: o desgaste será por igual na banda de rodagem. A dica é conferir a pressão semanalmente, sempre pela manhã e com os pneus ainda frios. O fabricante sempre especifica em uma etiqueta colada na moto a calibragem correta para piloto e piloto com garupa.

5 – Hora de trocar

Todo pneu tem um “indicador de desgaste da banda de rodagem” (TWI, sigla em inglês para “Tread Wear Indicator”). O TWI é que um filete/ressalto de borracha posicionado entre os sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem, está na hora de trocar o pneu. Atenção: além de ser inseguro, rodar com pneu careca dá multa.

Fonte: Uol

Conheça o Nikola One, o caminhão que promete revolucionar o mercado

Para a tecnologia, o céu é o limite. A cada dia vemos mais recursos sendo inseridos nos veículos de carga e depois do caminhão semiautônomo da Mercedes-Benz, pouca coisa é considerada totalmente original. Ainda assim, a Nikola Motor Company promete balançar tudo que conhecemos de caminhão atualmente com o seu Nikola One.

Nikola One

Dois de dezembro. Marque esta data. É neste dia que a empresa afirma que lançará o caminhão revolucionário. Mas afinal, o que ele tem de diferente?

A primeira diferença é que ele será um híbrido elétrico com gás natural que nunca precisa ser carregado. Segundo a empresa, as baterias serão recarregadas durante a rodagem, principalmente quando o caminhão pegar decidas e precisar frear. Essa energia que hoje se dissipa em forma de calor (e muitas vezes faz o pneu pegar fogo), será usada para recarregar as baterias.

A Autonomia é outro diferencial. Ainda segundo a Nikola Motor Company, o veículo poderá percorrer quase 2 mil quilômetros sem precisar reabastecer. Isso graças a tecnologia híbrida e também ao design aerodinâmico que diminui a resistência do ar.

Baterias do Nikola One ficam na parte traseira e nunca precisam ser carregadas

Baterias do Nikola One ficam na parte traseira e nunca precisam ser carregadas

Robustez

O Nikola One tem 335 cavalos em seu motor elétrico, mas a empresa garante que a combinação das tecnologias conferem a ele uma potência de 2 mil cavalos. O veículo será um 6×6 capaz de tracionar 36 toneladas. E segundo a empresa, com metade dos custos de um modelo a diesel. Sem falar, é claro, de ser um veículo muito mais limpo. A companhia garante ainda o dobro do torque e o dobro da velocidade na subida que os veículos na mesma faixa de peso. A Nikola ainda afirma que o caminhão é quase uma tonelada mais leve, o que permitiria levar uma tonelada a mais de carga.

Conforto do motorista

O Nikola One não promete só economia, promete também muito conforto para seus ocupantes. A cabine é anunciada como luxuosa e equipada com TV 42 polegadas, teto solar, geladeira e freezer, 2 camas grandes e até micro-ondas. Segundo o anuncio, o motorista pode usar todos esses equipamentos por até uma semana sem que a bateria se descarregue. O caminhão ainda terá centro de gravidade mais baixo, o que dará maior segurança para o motorista.

Interior do Nikola Zero, o veículo leve da empresa, também protótipo

Interior do Nikola Zero, o veículo leve da empresa, também protótipo

Promoção de lançamento

A empresa está bastante agressiva em relação aos custos do produto. O valor anunciado é de U$ 5.000,00/mês, mas isso inclui o leasing, o combustível, garantias e programa de manutenção. Para os primeiros 25 mil caminhões comprados, a Nikola está dando o combustível nos primeiros 1.600.000 (um milhão e seiscentos mil) quilômetros, ou seja, toda a vida útil do caminhão e mais um pouco.

Os interessados podem fazer sua pré-reserva no site do Nikola One por U$ 1.500. Segundo a empresa, desde o lançamento foram mais de 7 mil reservas. A Nikola Motor Company acredita que vai passar montadoras consagradas como Daimler e Volvo em no máximo 2 anos.

A promoção de lançamento do Nikola One é agressivo

A promoção de lançamento do Nikola One é agressivo

E isso não está muito bom pra ser verdade?

Não sabemos. A empresa está anunciando e inclusive pedindo para que as pessoas que queiram ir ao lançamento oficial se inscrevam em seu site, mas até agora todas as imagens disponibilizadas são de desenhos e não de produtos reais.

Outra dúvida é como uma companhia que não fabrica caminhões surge com um conceito totalmente novo e promete revolucionar o mercado em apenas seis meses. Embora em seu site, a empresa afirme que o projeto já tem 3 anos, mas vinha sendo mantido em segredo.

A Mercedes-Benz, que já é um fabricante de longa data, trabalhou mais de 4 anos para lançar seu Ônibus do Futuro (veja matéria aqui), então essa rapidez da Nikola realmente chama atenção.

Se você quiser visitar o site da empresa, clique aqui. Lá eles dão mais detalhes do produto, como marca de eixos, suspensão e ainda fazem comparações com os veículos a diesel. Abaixo um vídeo (em inglês) que fala mais do produto e mostra os protótipos. Mas e ai, qual a sua opinião, teremos algo que revolucionará o mercado, ou estamos todos caindo em uma grande pegadinha?

Por Paula Toco

Fonte: Pé na Estrada

Reflexão importante para o dia do motociclista

Afinal, quer andar ou ficar parado?

Motos são uma ferramenta para conquistar o bem mais valioso da vida, mas sua operação segura pode exigir mais que a habilitação

Qual o bem precioso que não pode ser dado, nem tirado, nem comprado, alugado, emprestado, oferecido ou distribuído? O tempo! Hoje as pessoas se desdobram para articular suas vidas de forma a aproveitar ao máximo as 16 horas do dia em que ficam acordados — alimentar, trabalhar, estudar, se divertir, se exercitar, ficar com a família — de forma a sobrar oito horas para dormir. Nem todo mundo consegue.

Inúmeras pessoas hoje convivem com o drama da “falta de tempo”. Deixam de estudar, de crescer profissionalmente, cuidar da saúde, ficar com os filhos porque passam muito tempo se deslocando no trânsito. Se pudessem, comprariam mais tempo. Mas o tempo não é comercializado: em vez de comprar tempo, pode-se perder menos tempo.

Deve-se mostrar o quanto a moto pode melhorar a vida: a indústria foca a publicidade em custo-benefício, mas não no real benefício

O deslocamento nas grandes cidades é o desafio para administrar o tempo. Hoje essa necessidade é tão importante que os jovens não se preocupam mais com automóveis ou casa própria. Descobriram que o maior benefício do aluguel é a possibilidade de morar perto do local de trabalho. E desprezam o automóvel porque as cidades não mais comportam tanto carro nas mesmas vias. Reduzindo o percurso casa-trabalho pode-se até mesmo abrir mão de veículos motorizados próprios e partir para meios como bicicleta ou táxi.

Os carros param e as motos circulam: tempo que pode ser aproveitado

Nesse contexto a moto ganhou uma nova abordagem. Para alguns ela é essencial para melhorar a qualidade de vida: passam menos tempo se deslocando e usam o tempo para atividades mais nobres. Ou enxergam a moto como um veículo de fim de semana, só pelo prazer de viajar em duas rodas. Assim como os barcos, alguns tratam a moto como um bem de lazer.

Mas quando olhamos para os números anunciados pela Abraciclo — associação de fabricantes de motos e bicicletas —, vemos que as vendas de moto estão despencando em um ritmo assustador. Nos seis primeiros meses de 2016 houve queda de 33,4% nas vendas em relação a igual período de 2015, que já foi ruim. Como explicar que um veículo que pode promover a qualidade de vida está vendendo 50% a menos do que quatro anos atrás?

Parte está na conjuntura econômica, que tirou não só os empregos (e dinheiro) dos brasileiros, mas também a confiança no futuro. Quem tem dinheiro guardado não gasta porque não sabe o dia de amanhã. Mas acredito que também falte mostrar aos brasileiros o quanto a moto pode melhorar suas vidas. Basta ver como são feitas hoje as propagandas, voltadas para a venda ao varejo, com anúncio de descontos, maior garantia, revisões e troca de óleo grátis, parcelamento sem juros, troca com troco, etc. A indústria e o varejo focam toda a publicidade em custo-benefício, mas se esquecem de mostrar o real benefício.

O que a indústria precisa vender não é moto, mas tempo.

Trauma vs. ensino

Nos cursos da ABTrans — Academia Brasileira de Trânsito — tem aparecido uma quantidade muito grande de novos usuários de motos, especialmente mulheres. O perfil do novo consumidor de moto mudou e parece que só a indústria não percebeu.

Uma dessas alunas contou uma história chocante. Dona de um bufê que presta serviços para eventos, ela precisava visitar vários endereços por dia, mas numa cidade como São Paulo esse trabalho de carro limitava sua operação. Por isso decidiu comprar um scooter. Quando foi se habilitar, veio o choque. “O instrutor me perguntou se eu sabia andar de bicicleta e dirigir carro. Depois me colocou numa moto 250, mostrou a embreagem, o câmbio, mandou ligar e sair. A moto empinou, foi em linha reta e bateu em mais duas. Ele me xingou de tudo que foi nome e saí chorando, constrangida. Nunca mais voltei”, relata.

Aí está outro gargalo para a indústria: como vender algo tão precioso como o tempo se não for capaz de ensinar a ferramenta do jeito certo? Um instrutor de moto-escola mal treinado pode acabar com horas de trabalho de um bom vendedor de moto. Como vencer o desafio de vender algo se não ensinar como manusear?

Exibir acidentes pode não apenas servir para nada em termos de ensino, como causar um trauma que vai tirar a naturalidade de pilotar

O que a fez perder o trauma foi um paciente e didático método de aprendizado, que só foi possível em uma estrutura feita 100% para atender ao novo motociclista. Porque a “formação” promovida pelas moto-escolas limita-se a um adestramento para passar na prova de habilitação e algumas leis de trânsito. O resto, o novo motociclista aprenderá na rua, se der tempo.

Curso de pilotagem ajuda a entender que moto se pilota sem pressa

Outro equívoco promovido não só pela indústria, como pela mídia especializada (e eu me incluo nela), foi vender a ideia de que moto serve para ganhar tempo por ser um veículo ágil no trânsito. Essa proposta trouxe na garupa um componente perigoso: a agilidade é irmã da velocidade. Além disso, o conceito de ganhar pressupõe que também se pode perder. Temos, aí sim, a perigosa mensagem de que moto é feita para ganhar tempo, por isso você precisa correr. Mas não é verdade.

Ninguém ganha tempo, porque além de ser uma medida abstrata, o relógio tem um limite físico que são os 60 segundos. O que podemos fazer é não perder tempo. Por isso o conceito a ser trabalhado precisa mudar de foco.

O cérebro é totalmente programável. Assim como um computador, ele precisa dos dados certos para administrar as ações. Dependendo de como esses dados são imputados, o resultado pode ser o benefício ou a — literal — dor de cabeça. Daí a importância de apresentar a moto de forma que o cérebro assimile o que ela tem de bom a oferecer. Fico enraivecido quando vejo “profissionais” de segurança exibindo acidentes com motociclistas, na crença ingênua de que a imagem servirá de lição. Assimilar o acidente (o lado ruim da moto) pode não apenas servir para nada em termos de ensino, como causar um trauma que vai tirar a naturalidade de pilotar.

Sim, vender moto não é fácil, sobretudo em um período de recessão. Talvez se fábricas e entidades ligadas a ela mostrassem o maior benefício das motos as coisas pudessem mudar. Quem, nesse mundo, tem quatro ou cinco horas para usar todos os dias apenas em deslocamento?

Engana-se quem vende a moto como um veículo feito para ganhar tempo, porque com ela a gente simplesmente não perde tempo. Esse é o conceito que o cérebro precisa assimilar para traduzi-lo em uma pilotagem segura, sem necessidade de correr. As pessoas que você vê correndo e se acidentando no trânsito são pessoas que correriam e se acidentariam com qualquer veículo, até a pé. Porque o cérebro delas foi programado para ganhar tempo a todo custo — mesmo que o preço a pagar seja a vida.

Geraldo Tite Simões é jornalista e instrutor de pilotagem dos cursos Abtrans e Speed Master

Fonte: Best Cars

Você precisa assistir ao novo vídeo da Mobil!!!

A Mobil, junto com nosso jornalista preferido, Pedro Trucão, proporcionou ao caminhoneiro Giovani Aloisio Darolt uma surpresa incrível!!!

Confira o vídeo e entenda por que nossa campanha se chama “Carga Preciosa”, é emocionante!

 

“Os caminhoneiros são fundamentais na vida de todos, pois garantem o transporte de tudo o que precisamos. Para isso ficam dias e até meses longe de casa, da família. Como estamos muito próximos desses profissionais, buscamos uma forma especial de prestigiá-los. O que oferecemos ao Giovani, com a ação ‘Carga Preciosa’, gostaríamos de proporcionar a todos”, explica Roberta Maia, gerente de marketing da Mobil.

O Grupo C F H distribui Mobil em 2 milhões de km² do país!!

Somo exclusivos do Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. 😉

Para o dia do motorista: Escultura impactante mostra como seria um corpo humano capaz de sobreviver a acidentes de carro

Todos os seres vivos evoluem para se adaptar melhor às condições de vida. Você já imaginou como seriam os seres humanos se eles se adequassem para evitar uma das maiores causas de morte do mundo, os acidentes automobilísticos?

Provavelmente não, né? Mas o governo de um estado australiano sim. As autoridades de Victoria uniram uma artista plástica, um cirurgião especializado em traumas e um perito de acidentes para criar Graham, o ser humano que poderia bater o carro em alta velocidade, ir para casa e jantar como se nada tivesse acontecido.

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Ele não tem pescoço, o que elimina o risco de fratura das vértebras cervicais, um rosto achatado que protege seu nariz e orelhas, bolsas de ar entre as costelas, como se fossemairbags, pele mais grossa e joelhos capazes de serem dobrados em qualquer direção.

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O boneco criado pela escultora Patricia Piccinini foi feito com silicone, fibra de vidro e cabelo humano.

Segundo Joe Calafiore, do Departamento de Trânsito de Victoria, “os carros evoluíram muito mais rápido que os humanos, e Graham nos mostra como somos frágeis. Por isso precisamos melhorar todos aspectos do trânsito para nos proteger de nossos próprios erros”.

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Clique aqui para ver Graham em 360° e ler mais sobre as adaptações que seriam necessárias para um humano sobreviver a acidentes de carro.

E assista o impactante vídeo abaixo:

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Todas as imagens: Reprodução

Fonte: Hypeness

Aprendendo a ouvir o que o seu carro fala

Todo carro se comunica com o motorista. Ou pelo menos tenta. Especialmente quando as coisas não andam bem. Ele avisa quando o amortecedor está gasto ou quando o pneu precisa de calibragem. Você só precisa saber ouvi-lo.

Para ajudar nessa relação desgastada entre automóvel e proprietário, em vez de psicólogos ou terapeutas, fomos buscar os conselhos de César Urnhani, piloto de testes da Pirelli, e Gerson Burin, técnico em segurança viária do Cesvi Brasil, que ensinam dicas preciosas para reconhecer quais são as principais mensagens transmitidas por seu carro.

Quando o carro fala
| Crédito: Divulgação

Alinhamento e balanceamento

Do mesmo modo que o homem indica à máquina o que ele quer através do volante, a máquina, por mais submissa que seja, sinaliza suas carências. O recado mais fácil de entender é quando o volante está torto. Seu carro está dizendo a você que é preciso refazer o alinhamento da direção. Nesse caso, em geral o volante apresenta vibração, às vezes até em baixa velocidade. Na estrada, o veículo fica instável e a direção quer se mexer sozinha. Isso mostra que, além do alinhamento, também é necessário balancear as rodas.

Para fugir dessa, a dica é evitar ao máximo impactos em buracos e lombadas irregulares e não descuidar da revisão periódica, fazendo o serviço de alinhamento de direção e de balanceamento dos pneus pelo menos a cada 10 000 km ou quando receber os sinais acima.

Cambagem

Outro recado que o volante pode mandar ao motorista é com relação à cambagem. Para quem não sabe exatamente o que é, a cambagem se refere ao grau de inclinação das rodas, tanto quando vistas de frente como quando vistas de cima. E para cada modelo há uma medida exata.

Assim como ocorre com o alinhamento e o balanceamento, dá para perceber que a cambagem está incorreta por meio de uma vibração no volante e da falta de estabilidade do veículo. Mas a melhor maneira para se certificar de que o problema está mesmo aí é observar se também ocorre o desgaste irregular na banda de rodagem. Se houver, vá correndo para uma oficina.

Quando o carro fala

| Crédito: Divulgação
AmortecedoresO carro também se comunica com o dono por meio de sons. Um exemplo é quando os amortecedores estão com sua vida útil comprometida. Ao passar por um piso irregular ou uma lombada, ouvimos o som de algo batendo na suspensão. Achou que é normal? Então você passa por outra lombada e escuta de novo a batida seca. Há uma grande chance de ser amortecedor cansado. Mas ele também manda outro aviso sonoro nessa situação: os pneus cantam mesmo em velocidades mais baixas.

Como a maioria dos problemas que envolvem a suspensão, os primeiros efeitos colaterais são a perda de estabilidade e o desgaste prematuro dos pneus. Não é possível estipular um prazo exato para a troca dos amortecedores, pois varia conforme o modelo, o terreno percorrido, o nível de carga e o modo de dirigir. Na dúvida, vá a uma oficina especializada em suspensão e faça uma checagem rápida.

Calibragem

Seu automóvel teima em ir para um lado e você precisa estar corrigindo sempre a trajetória? Sente que a estabilidade piorou quando está acima de 60 km/h? Então pare no primeiro posto de combustível e calibre os pneus, pois o problema está neles. Caso os pneus estejam mais vazios do que deveriam, eles vão cantar mais nas curvas e, como consequência, causará o aumento do consumo de combustível.

Porém, se a calibragem estiver acima do ideal, haverá um desgaste irregular nos pneus, especialmente no centro da banda de rodagem. Para não cair nessa roubada, é só criar uma rotina: faça calibragem dos pneus a cada uma ou duas vezes que for ao posto abastecer o tanque.

Quando o carro fala

| Crédito: Divulgação

Molas

Possuem vida útil superior aos amortecedores e têm uma responsabilidade adicional: suportar o peso da carroceria. Portanto, no caso de desgaste excessivo, o risco de acidente e danos à suspensão é ainda maior. As mensagens que elas mandam começam com um carro instável, que, ao passar por obstáculos e pisos mais irregulares, balança de forma intensa, vibrando demais, como se fosse numa picape antiga, que pula sem parar.

Além disso, a cambagem começa a se deteriorar com mais rapidez, iniciando um efeito dominó em outros itens da suspensão. Como os amortecedores, não há quilometragem ideal para substituí-las. Só mesmo o mecânico pode dizer se chegou a hora da troca.

Quando o carro fala

| Crédito: Marco de Bari

Combustível adulterado

De repente você ouve que o motor está “grilando”. Pois bem, se ao dar a partida ou na arrancada se ouve esse ruído agudo metálico, pode pensar em combustível adulterado. Esse som é característico do momento em que é injetado combustível nas câmaras de combustão. Com a gasolina ou o álcool de má qualidade, ele força essa injeção, emitindo um ruído mais agudo.

Junto desse sintoma, o veículo começa a apresentar outros sinais característicos, como falhas no funcionamento do motor, marcha lenta irregular e perda de potência. Aqui vale a velha e boa dica: abastecer sempre em um posto de confiança, conhecido, e fugir de preços muito abaixo da média.

Quando o carro fala

| Crédito: Divulgação

Velas

Quando elas estão gastas ou danificadas, seu carro manda avisos bem claros. O motor começa a engasgar, perde potência ao acelerar e até apaga repentinamente. Com o funcionamento irregular, o motor acaba trabalhando em temperaturas maiores e consumindo mais combustível. Assim que perceber algo fora do normal com o motor, vá logo ao seu mecânico de confiança.

A troca das velas é um serviço barato. O preço, incluindo a mão de obra, sai por menos de 80 reais, para hatch popular. O ideal é não ter de sentir esses sintomas para fazer o serviço. Em geral recomenda-se que se troquem as velas a cada 20.000 km, mas na dúvida siga sempre a recomendação do manual do proprietário.

Fonte : Quatro Rodas

Motos 2016: veja 30 lançamentos esperados para o 2º semestre

O 2º semestre acabou de começar e muitos lançamentos de motos são esperados para o mercado brasileiro ainda em 2016. Apesar o 1º semestre ter fechado com uma queda de 33,4% na produção, a expectativa é de novidades de peso para o restante do ano.

Mais aguardada em 2016, a BMW G 310 R deve fazer sua estreia no 2º semestre, marcando a entrada da montadora no segmento de baixa cilindrada e a inauguração de sua fábrica própria em Manaus.

Pelo lado da Honda, a mais esperada é a Africa Twin, que traz de volta um nome de sucesso do passado, mas a marca também acabou de renovar sua família 500, composta por CB 500X, CB 500F e CBR 500R.

Já a Yamaha apostou no segmento de baixa cilindrada, com a Fazer 150 UBS e a YBR Factor 125i. Outra grande expectativa é a da chegada oficial de Vespa e Piaggio ao Brasil, com uma operação e fábrica própria no país.

VEJA LISTA DE MOTOS ESPERADAS PARA 2016:

BMW

G 310 R

 A G 310 R vai marcar a entrada da BMW no segmento de baixa cilindrada e o Brasil será o principal mercado da moto. Suas vendas e montagem em Manaus começam no 2º semestre de 2016. (SAIBA MAIS)

C 650 Sport

BMC C 650 (Foto: Rafael Miotto/G1)BMW C 650 Sport (Foto: Rafael Miotto/G1)

A BMW renovou sua linha de scooters no Salão de Milão 2015 (EICMA). A variante mais esportiva agora se chama C 650 Sport, substituindo o antigo C 600 Sport, apesar de a cilindrada já ser de 647 cc desde a versão antiga. De acordo com a empresa, motor e câmbio foram renovados, assim como as suspensões. O visual também foi redesenhado.

C 650 GT

BMC C 650 (Foto: Rafael Miotto/G1)BMC C 650 (Foto: Rafael Miotto/G1)

Assim como seu irmão Sport, o C 650 GT também passou pelas mesmas alterações, mas segue com seu estilo “grã-turismo”, ou seja, priorizando mais o conforto e viagens. O motor é o mesmo do Sport com 2 cilindros e rende 60 cavalos de potência.

F 700 GS

BMW F700 GS (Foto: Rafael Miotto/G1)BMW F700 GS (Foto: Rafael Miotto/G1)

A linha aventureira da BMW deve ganhar nova integrante: a F 700 GS. Apesar do nome, o modelo traz o mesmo motor de 2 cilindros e 798 cc da F 800 GS, mas gerando 75 cavalos na F 700 GS. Outra diferença está nas suas rodas, que são de liga-leve e de 19 polegadas, na dianteira, e 17 polegadas, na traseira.

DUCATI

959 Panigale

Ducati 959 Panigale (Foto: Rafael Miotto/G1)Ducati 959 Panigale (Foto: Rafael Miotto/G1)

A 899 Panigale não chegou a ser vendida no Brasil, mas sua sucessora a 959 Panigale será. A previsão é de as vendas começarem em outubro de 2016. Como principal novidade, o motor de 2 cilindros evoluiu, ficou com 959 cc, e rende 157 cavalos de potência. (SAIBA MAIS)

Hypermotard 939

Ducati Hypermotard 939 (Foto: Rafael Miotto/G1)Ducati Hypermotard 939 (Foto: Rafael Miotto/G1)

Toda linha Hypermotard foi renovada no Salão de Milão 2015. Hypermotard, Hypermotard SP e Hyperstrada receberam alterações e a principal foi novo motor de maior cilindrada, chegando a 939 cc e 113 cavalos de potência. A marca não confirma a vinda do novo modelo ao Brasil. (LEIA MAIS)

Multistrada Enduro

Ducati Multistrada 1200 Enduro (Foto: Rafael Miotto/G1)Ducati Multistrada 1200 Enduro (Foto: Rafael Miotto/G1)

No último Salão de Milão, a Ducati resolveu criar uma Multistrada realmente capaz de encarar a terra e criou a Enduro. Rodas raiadas, novas suspensões e mais alterações deixaram a moto muito mais próxima de concorrer com a BMW R 1200 GS. O modelo chega ao Brasil em outubro. (SAIBA MAIS)

XDiavel

Ducati XDiavel (Foto: Rafael Miotto/G1)Ducati XDiavel (Foto: Rafael Miotto/G1)

A XDiavel foi mais uma novidade da Ducati no Salão de Milão 2015. O modelo é uma Diavel mais estradeira e ainda mais poderosa. O posicionamento ficou mais próximo de customs ou cruisers tradicionais, com as pedaleiras mais avançadas. Seu visual também é novo e o motor maior: são 2 cilindros e 1.262 cc, cpapaz de render 156 cavalos de potência. As vendas começam em setembro. (SAIBA MAIS)

Scrambler Sixty2

Ducati Scrambler Sixty2 (Foto: Divulgação)Ducati Scrambler Sixty2 (Foto: Divulgação)

Durante o Salão de Milão 2015, o CEO da Ducati, Claudio Domenicali, confirmou ao G1 que a marca vai vender sua Scrambler de menor cilindrada, a Sixty2 no Brasil. Na época, o executivo havi dito que o lançamento seria já em 2016, mas, no Brasil a marca ainda não confirma quando o modelo chegará. (SAIBA MAIS)

HONDA

Africa Twin

Honda Africa Twin (Foto: Luciana de Oliveira/G1)Honda Africa Twin (Foto: Luciana de Oliveira/G1)

A Honda confirmou que a nova geração da Africa Twin será vendida no Brasil em 2016. O modelo tem uma forte pegada off-road e será a mais aventureira na linha da Honda. A expectativa é que as vendas e produção, em Manaus, comecem no 2º semestre de 2016. (SAIBA MAIS)

CBR 500R

 A linha CB 500 passa por sua primeira renovação e as atualizações acabam de chegar ao Brasil em 2016. Todas integrantes da família receberam alterações nas suspensões, além de retoques no visual. A CBR 500R, variante mais esportiva, ficou com cara de moto maior. (SAIBA MAIS)

CB 500F

Honda CB 500F 2016 (Foto: Divulgação)Honda CB 500F 2016 (Foto: Divulgação)

Além das mudanças já mencionadas na linha CB 500, a naked CB 500F ganhou um visual mais musculoso. (SAIBA MAIS)

CB 500X

Honda CB 500X 2016 (Foto: Divulgação)Honda CB 500X 2016 (Foto: Divulgação)

A opção aventureira da família 500 da Honda também foi renovada. Visual e suspensões mudaram e sua bolha dianteira ficou maior. (SAIBA MAIS)

PIAGGIO

Beverly 300i

Beverly 300i (Foto: Divulgação)Beverly 300i (Foto: Divulgação)

O grupo Piaggio anunciou sua chegada ao Brasil, com as motos Piaggio e Vespa, mas ainda mantém segredo de quais modelos vai vender por aqui. Uma das faixas de cilindrada de mais sucesso para scooters no Brasil, com o Dafra Citycom 300i e o Honda SH 300i. E a Piaggio teria como opção o Beverly 300i.

Medley

Piaggio Medley (Foto: Divulgação)Piaggio Medley (Foto: Divulgação)

 Um modelo que se encaixaria bem no Brasil seria o scooter Medley, que na Europa de tem opções com motores de 125 cc ou 150 cc.Além de ABS, o modelo tem a possibilidade de possuir sistema ‘start-stop’.

MP3

Piaggio MP3 (Foto: Divulgação)Piaggio MP3 (Foto: Divulgação)

Um dos maiores sucessos da Piaggio é a linha MP3, que não deve ser tratado como um triciclo normal, apesar das tres rodas. A diferença está na suspensão dianteira que faz as duas rodas dianteiras “deitarem”, quase como em uma moto de duas rodas, para que faça as curvas com segurança e agilidade. Existem versões de 125 cc a 500 cc, além de modelo híbrido.

ROYAL ENFIELD

CONTINENTAL GT

Royal Enfield Continental GT (Foto: Divulgação)Royal Enfield Continental GT (Foto: Divulgação)

Apesar de ainda não confirmar oficialmente, a Royal Enfield planeja inaugurar a própria subsidiária no Brasil. Entre os modelos esperados, está a chegada da Continental GT, um modelo no estilo “Café Racer”.

INDIAN

Springfield

Indian Springfield (Foto: Divulgação)Indian Springfield (Foto: Divulgação)

Recém-chegada ao Brasil, a americana Indian segue trazendo novidades. Apesar de não estar confirmada oficialmente, a Springfield pode ser lançada no Brasil no 2º semestre. O modelo expandiria a linha “bagger” da marca no país, que já é composta por Chieftain e Chief Classic.

TRIUMPH

Thruxton R

Triumph Thruxton R (Foto: Divulgação)Triumph Thruxton R (Foto: Divulgação)

Mais esportiva da família Bonneville, a Thruxton R também foi renovada e ganhou motor maior de 1.200 cc. Suas vendas devem começar em julho (SAIBA MAIS)

Bonneville T120

Triumph Bonneville T120 (Foto: Divulgação)Triumph Bonneville T120 (Foto: Divulgação)

Mantendo sua linha clássica tradicional, mas também em nova geração, a Bonneville T120 também recebeu o novo motor de 2 cilindros e 1.200 cc, com refrigeração líquida. A previsão de vendas é para setembro de 2016. (SAIBA MAIS)

Bonneville T120 Black

Triumph Bonneville T120 Black (Foto: Divulgação)Triumph Bonneville T120 Black (Foto: Divulgação)

Além da Bonneville tradicional, haverá uma versão Black, quase completamente negra. As venas também estão previstas para setembro. (SAIBA MAIS)

Speed Triple

Triumph Speed Triple 2016 (Foto: Divulgação)Triumph Speed Triple 2016 (Foto: Divulgação)

No segmento das nakeds mais esportivas, a Triumph vai renovar a Speed Triple. Seu motor de 3 cilindros ficou mais potente. De acordo com a marca, as vendas devem começar em julho. (SAIBA MAIS)

Tiger Explorer

Triumph Tiger Explorer XCa (Foto: Divulgação)Triumph Tiger Explorer XCa (Foto: Divulgação)

A maior aventureira da marca britânica também foi renovada no Salão de Milão 2015 e vai chegar ao Brasil em julho. (SAIBA MAIS)

VESPA

Primavera

Vespa Primavera (Foto: Rafael Miotto/G1)Vespa Primavera (Foto: Rafael Miotto/G1)

Também integrante do grupo Piaggio, a Vespa tem muitos fãs no Brasil, apesar de não estar presente oficialmente até agora. Um dos modelos da linha atual que poderia desembarcar por aqui seria a Primavera. O scooter tem o visual clássico das Vespinhas, mas com alguns toques modernos. Os motores são de 50 cc, 125 cc e 150 cc.

946

Vespa 946 (Foto: Rafael Miotto/G1)Vespa 946 (Foto: Rafael Miotto/G1)

Outro modelo interessante da linha da Vespa, que poderia vir ao Brasil, seria a 946. O modelo é uma interpretação futurista das Vespinhas, com um visual mais moderno e arrojado, mas sem deixar de lado a essência da marca. Seu motor é de 125 cc.
YAMAHA

Factor YBR 125i

Yamaha Factor YBR 125i 2017 (Foto: Divulgação)Yamaha Factor YBR 125i 2017 (Foto: Divulgação)

A Yamaha acabou de lançar duas novas motos utilitárias para o mercado brasileiro:Factor YBR 125i e Fazer 150 UBS. A primeira chega para substuir a antiga Factor 125 carburada e, enfim, recebeu injeção eletrônica. (SAIBA MAIS)

Fazer 150 UBS

Yamaha Fazer 150 UBS (Foto: Divulgação)Yamaha Fazer 150 UBS (Foto: Divulgação)

Outra novidade entre as utilitárias da Yamaha está na Fazer 150, que recebeu novo sistema combinado de frenagem, chamado de UBS. (SAIBA MAIS)

Tracer 700

Yamaha Tracer 700 (Foto: Divulgação)Yamaha Tracer 700 (Foto: Divulgação)

A naked MT-07 ganhou uma irmã crossover no exterior: a Tracer 700, que pode desembarcar em breve no Brasil, apesar de a montadora não confirmar. Utilizando a mesma base com motor de 2 cilindros e 74,8 cavalos de potência, a moto ficou com um posicionamento mais elevado para os braços, recebeu carenagens laterais ao tanque e uma bolha de proteção. (SAIBA MAIS)

MT-10

Yamaha MT-10 (Foto: Rafael Miotto/G1)Yamaha MT-10 (Foto: Rafael Miotto/G1)

A linha MT da Yamaha já está bem recheada com MT-03, MT-07 e MT-09 e a “cereja do bolo” pode ser a MT-10, revelada no Salão de Milão 2015. Baseada nada menos que na esportiva R1, a MT-10 tem uma cara de “Transformers”. A marca não confirma a vinda da moto ao país.

X-Max 250

Yamaha X-Max 250 (Foto: Divulgação)Yamaha X-Max 250 (Foto: Divulgação)

A Yamaha já lançou o NMax 160 este ano e vem obtendo sucesso com o modelo. O caminho natural seria a expansão de sua linha de scooter e o X-Max 250 seria uma opção para rivalizar com Dafra Citycom 300i e Honda SH 300i.

 

Fonte: Auto Esporte

Mercedes-Benz mostra como serão seus ônibus no futuro próximo

A Mercedes-Benz apresentou nessa segunda-feira (18) o Future Bus no Salão Internacional de Veículos Comerciais (IAA), na Alemanha. A marca ainda promoveu um teste com o ônibus do futuro, que trafegou 20 quilômetros sem auxílio do motorista por uma das maiores rotas de BRT da Europa.

Mercedes-Benz Future Bus

Batizado de City Pilot, a tecnologia autônoma que equipa o Future Bus é baseada na do caminhão Mercedes-Benz Actros – apresentado há dois anos. No entanto, ela foi otimizada para ser utilizada na cidade, e não somente em estradas como no caminhão. Com capacidade de rodar a até 70 km/h em modo autônomo, o Future Bus é capaz de reconhecer placas de trânsito e semáforos, além de abrir e fechar as portas nas paradas, trafegar por túneis e frear automaticamente quando detectar obstáculos e pedestres à sua frente.
Mercedes-Benz Future Bus

Tudo isso é possível porque ele é equipado com GPS, câmeras e radares de curto e longo alcance, que monitoram todo o tempo o percurso, além de posicioná-lo corretamente na via. Porém, o Future Bus sempre tem uma pessoa responsável por acompanhá-lo em sua condução autônoma, podendo retomar o comando do ônibus quando for preciso – como em situações na qual a estrada não conta com estrutura para um veículo autônomo ou em ocasiões de emergência.
Mercedes-Benz Future Bus
Motorista fica responsável por assumir o comando do veículo quando for preciso | Crédito: Divulgação
Mercedes-Benz Future Bus

Para demonstrar a capacidade do protótipo, a Mercedes-Benz colocou o Future Bus para percorrer um trajeto de 20 quilômetros num corredor de BRT (Bus Rapid Transit) na Holanda. Com um circuito que liga o aeroporto de Amsterdã a cidade de Haarlem, o ônibus do futuro trafegou por diversas curvas, túneis e cruzamentos com semáforos. Além disso, a Mercedes-Benz pode se comunicar via wi-fi com o veículo para obter informações sobre os semáforos que estão por vir na rota.
Mercedes-Benz Future Bus

Duas portas centrais para a entrada de passageiros | Crédito: Divulgação
Mercedes-Benz Future Bus

Recarregador de celular sem fio para os passageiros | Crédito: Divulgação

Por dentro, o Future Bus conta com iluminação em led, além de duas portas centrais para entrada e saída de passageiros e bancos laterais inteiriços com dois lugares cada. O visual externo traz linhas que remetem aos ônibus da marca fabricados na década de 1990, com o toque moderno ficando a cargo do sistema de iluminação azul na parte dianteira e nos contornos das janelas laterais. A temática futurista é seguida em cada detalhe. Embora ainda seja um protótipo, o Future Bus é chamado como o “ônibus do amanhã” pela Mercedes-Benz e não será surpresa se ele chegar às ruas nos próximos oito anos.

Fonte: Quatro Rodas

 

Mito ou verdade: carro automático consome mais combustível?

Câmbio automático consome mais: mito ou verdade? Coluna Oficina do G1 explica

O câmbio automático perde parte da energia gerada pelo motor porque a ligação entre a transmissão e o motor é feita através de uma peça chamada conversor de torque. Ela faz o papel da embreagem dos câmbios manuais, transferindo a rotação do motor para dentro da caixa de engrenagens. Enquanto nos câmbios manuais a ligação é direta, no automático é o óleo que está dentro do conversor de torque que transmite a energia do motor para as engrenagens planetárias da caixa de transmissão.

Para entender melhor esse tal de conversor de torque, imagine dois ventiladores, um de frente par o outro. Ligue um deles: em alguns segundos, o outro, mesmo desligado, começará a girar. É que o vento gerado pelo ventilador ligado acaba por virar a hélice do ventilador desligado. No caso do conversor, o princípio de funcionamento é o mesmo: em vez de ar, existe óleo hidráulico.

Por isso, é verdade: o câmbio automático consome mais combustível. Mas não é nada que você não possa amenizar através de uma condução mais tranquila.

As novas tecnologias de gerenciamento eletrônico das mudanças de marchas reduziram significativamente estas perdas. E posso garantir que, se você acompanhar de perto a rotação do motor, evitando picos de rotação desnecessários, acima de 3.000 rpm, não haverá motivo algum para ter saudade do câmbio mecânico.

Fonte: Coluna Oficina do G1

Fortaleza começa a testar carros elétricos compartilhados para uso na cidade

carro_eletrico_3Quem passa pelo pequeno Zhidou EEC L7e-80 não consegue ficar indiferente. Exposto em um shopping de Fortaleza, o minicarro chama a atenção das pessoas para os testes com os veículos que farão parte do sistema de carros compartilhados em implantação na cidade. A principal novidade do modelo é o fato de ser 100% elétrico.

“É um carro muito pequeno, ocupa um espaço bem menor na cidade. Poderia colocá-lo em qualquer lugar. Dá vontade de levar para casa. Quando eu e meu filho o vimos, disse que ele daria certinho para a gente”, conta o professor Assis Oliveira, de 41 anos.

O edital de chamada pública para escolher a empresa responsável pela implantação e operação do sistema foi lançado em janeiro e tinha como exigência a utilização de carros elétricos. Além do Zidhou, com capacidade para duas pessoas (motorista e carona), há também o BYD e6, mais espaçoso e que leva 5 pessoas. Ambos são importados da China e operam com placa de testes e experiência (placa na cor verde), pelo fato de ainda não serem homologados no Brasil.

O engenheiro da Prefeitura de Fortaleza responsável pelo projeto, Sued Lacerda, explica que a fase de testes serve exatamente para chamar a atenção da população e também para que os futuros usuários se familiarizem com os modelos e com a forma de funcionamento do sistema:
“Esta fase está sendo muito positiva. A população está muito curiosa e boa parte está interessada e procurando informações no estande. Já temos quase 200 cadastros. Eu acompanhei um usuário e ele ficou muito satisfeito e curioso pelo fato de o carro não fazer muito barulho. Gostou também da praticidade de o carro ser automático.”

Os testes são feitos no modelo BYD e6. O estudante Wilker Ferreira Diógenes fez seu cadastro no shopping e, em seguida, já entrou no carro para dar uma volta pelo estacionamento. As portas do veículo são destravadas por um aplicativo e o carro começa a funcionar ao apertar em um botão na lateral do volante. As informações sobre a carga da bateria e o consumo em quilowatts (kW) são alguns detalhes que aparecem no painel digital. A bateria do modelo leva 3 horas para carregar completamente e tem autonomia de 250 quilômetros.

Além do câmbio automático, outra diferença do BYD e6 em relação aos carros convencionais é a localização do freio de mão, que, na verdade, fica do lado do pé esquerdo. Pela força do hábito de dirigir carros com embreagem, Wilker acabou acionando o mecanismo sem querer (por conta da baixa velocidade com que o veículo trafegava, o acionamento do freio de mão não gerou nenhum dano aos ocupantes). Por conta desses detalhes novos, o teste com os carros antes de ser um usuário efetivo do sistema é obrigatório.

Para o estudante, que possui veículo próprio, os carros compartilhados serão especialmente úteis nos fins de semana, quando ele reúne os amigos para ir a festas ou a praias. “Geralmente, eu ando com muitas pessoas e nem todas cabem em um carro. Eu ando com seis, sete, oito pessoas. Eu pegaria o carro compartilhado para dividir as pessoas entre o meu carro e o carro elétrico”, explica.

Em agosto, começa outra fase do sistema, que é a operação assistida: serão instaladas cinco estações e sete carros estarão disponíveis. Segundo Lacerda, esse será um momento de continuar dando suporte aos usuários e ajustando os detalhes de funcionamento do sistema, que vai operar de forma completa a partir de 1º de setembro com 12 estações e 20 veículos, sendo 15 Zhidou e 5 BYD.

A taxa de adesão ao sistema será de R$ 40, que serão convertidos em crédito e cobrados mensalmente. Os primeiros 30 minutos de uso custarão R$ 20. Depois desse período, o usuário será cobrado por minuto: para até 60 minutos adicionais, por exemplo, cada minuto custará R$ 0,80. O preço do minuto cai à medida que o usuário permanece por mais tempo com o veículo.

A integração e diversificação dos modais de transporte é um dos principais objetivos do sistema de carros elétricos compartilhados. A escolha dos locais onde as estações serão instaladas, segundo o Lacerda, levou esse e outros fatores em consideração.

“Os raios das estações alocadas contemplam muita densidade populacional e de comércio, diversidade de meios de transporte e estações de bicicletas compartilhadas. A ideia é ofertar um novo modo de transporte na pegada sustentável, tanto para quem não tem um carro como para quem pretende se desprender da necessidade do carro próprio.”

Fonte: Agência Brasil