O que fazer quando se envolver em diferentes tipos de colisão

Reportagem colisão leve Uma colisão leve é o suficiente para os veículos ficarem parados na rua

Uma colisão leve é o suficiente para os veículos ficarem parados na rua (Marcos Torres – Spiral/Quatro Rodas)

Você já deve ter ficado irritado com essa cena: 15 minutos no anda e para do engarrafamento, acaba se distraindo por um segundo e lá vem uma batidinha.

Você percebeu que amassou levemente o para-choque dos dois carros, mas é o suficiente para os veículos ficarem parados na rua.

Os outros começam a buzinar, os dois motoristas não sabem o que fazer e começa o bate-boca. Calma, pois essa situação é fácil de resolver.

QUATRO RODAS ouviu autoridades policiais e especialistas em seguros sobre os procedimentos básicos para colisões tão comuns do nosso trânsito. Veja o que fazer (e não fazer) nessas situações.

Em busca de vítimas

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Verifique se não há vítimas e vazamento de óleo ou combustível (Divulgação/Internet)

O primeiro procedimento é verificar se não há mesmo vítimas e se motorista ou passageiro não sofreram ferimento decorrente da batida.

Procure ainda por um vazamento de óleo ou combustível. Se houver, é necessário acionar o atendimento de emergência dos bombeiros (193) e registrar o caso na delegacia.

“A maior dica é observar se o acidente realmente é sem vítimas, pois qualquer sintoma decorrente da colisão já o torna um acidente com vítima. Nesse caso, é necessário enviar uma viatura policial ao local”, diz o coronel Márcio Lima, assessor técnico do Estado-Maior Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Hora da foto

seguranca Faça uma foto mais aberta, que permita ver o local

Faça uma foto mais aberta, que permita ver o local (Divulgação/Internet)

Com seu celular, registre imagens do acidente. Faça uma foto mais aberta, que permita ver o local, e outras mais fechadas, com detalhes das avarias nos carros e em que apareça nitidamente as placas dos veículos.

Isso pode facilitar o procedimento do registro da ocorrência e também auxilia no uso do seguro.

As imagens ajudam a entender a dinâmica do ocorrido e servem para a seguradora avaliar se o segurado é responsável, se é vítima ou se os dois envolvidos têm culpa.

informações na mão 

colisão Anote nome completo, número da habilitação, modelo e placa do veículo

Anote nome completo, número da habilitação, modelo e placa do veículo (Reprodução/Internet)

É preciso pegar os dados do causador do acidente, como nome completo, número da habilitação, além de modelo e placa do veículo.

Não atrapalhe o tráfego

Sem vítimas ou feridos, se for possível, não deixe os carros tortos ou ocupando uma ou mais faixas da via.

Faça as fotos e ponha o carro de forma que não atrapalhe os pedestres ou o trânsito. Não retirar o veículo, inclusive, é passível de multa pelo Código de Trânsito Brasileiro.

O artigo 178 prevê que “deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e fluidez do trânsito” é infração média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16.

Isso não vale, naturalmente, para veículos cujos danos impedem que ele seja movimentado, seja por conta própria ou empurrado.

Pelo telefone ou…

acidente-passo-a-passo-3.jpeg Telefone para o 190 para fazer o registro de ocorrência

Telefone para o 190 para fazer o registro de ocorrência (Divulgação/Internet)

Após liberar a pista, telefone para o 190 para os policiais irem até o local fazer o registro de ocorrência ou faça o B.O. (Boletim de Ocorrência) em uma delegacia mais tarde.

… pelo celular

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul já dispõem de registros de ocorrência de trânsito online.

Por meio do celular ou tablet é possível fazer a descrição do acidente e anexar as fotos da colisão, sem a necessidade de acionar a polícia.

“É importante observar, no caso da inclusão de fotos, se as imagens foram realmente anexadas, e também a descrição do acidente. Relate somente o que aconteceu de forma bem simples.

Essas situações, quando não observadas, são motivos do indeferimento do registro”, explica o coronel Lima, que também é gerente do sistema e-BRAT, a versão digital do Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito (Brat), vigente no Rio de Janeiro.

Discordância

Acidente de trânsito na Avenida dos Bandeirantes Se houver discordância, caberá à PM julgar quem foi o causador do acidente

Se houver discordância, caberá à PM julgar quem foi o causador do acidente (reprodução/Internet)

Se as partes não concordarem sobre o acidente, cada uma pode registrar a ocorrência com sua versão. Caberá à PM e, se for o caso, à Justiça julgar quem foi o causador. Se o causador fugir, também deve-se fazer o registro.

Pegue também o contato de testemunhas que viram o acidente. “O registro de ocorrência é uma maneira de preservar seus direitos se houver alguma polêmica em relação ao culpado”, alerta Manes Erlichman, sócio-diretor da Minuto Seguros.

Seguro

Com o protocolo da ocorrência, já é possível acionar o seguro. Nesses casos, as fotos agilizam a burocracia do processo de sinistro, assim como os contatos de testemunhas.

Um exemplo: a seguradora faz compatibilidade de danos e vai verificar nas imagens se a avaria que tem na traseira de um carro é compatível com o dano na dianteira do outro.

“É bom pecar pelo excesso. Fotos, registro da ocorrência e testemunha, tudo isso agiliza a seguradora a liberar o conserto, pois a empresa já tem informações que vão ajudar a aprovar o orçamento. Caso contrário, ainda terá de ir a campo para investigar”, explica Erlichman.

E se houver vítimas?

Nesses caso, é preciso chamar o socorro médico (Bombeiros, pelo telefone 193), solicitar a viatura da polícia e aguardar no local. Depois, o caso deve ser registrado na delegacia.

Tal procedimento também deve ser feito mesmo no caso de um carro colidir em um poste ou muro e o motorista se ferir sozinho.

Em situações de atropelamentos, além de chamar o serviço de emergência e a polícia, é fundamental preservar o local e chamar testemunhas que possam avaliar a responsabilidade do motorista.

Fonte: Quatro Rodas

Baterias elétricas podem ficar obsoletas com revolução tecnológica

No futuro, uma reviravolta na fabricação dos dispositivos de armazenamento de energia poderia tornar deficitários os investimentos em baterias

Algumas das mais recentes tecnologias de baterias podem se tornar obsoletas antes de chegar ao mercado por causa do ritmo vertiginoso dos avanços no setor.

De São Francisco a Shenzhen, equipes de cientistas estão fazendo experimentos com novos processos químicos para melhorar a célula tradicional de íons de lítio e encontrar novas formas de armazenar eletricidade para usar em outro momento. Mas os investidores desses projetos começam a recear que talvez tenham escolhido a tecnologia errada.

Isso está mudando a lógica do debate sobre os chamados ativos encalhados. Até o momento, o termo tem sido usado para se referir a projetos de combustíveis fósseis que poderiam deixar de ser rentáveis por causa do endurecimento das regulamentações sobre poluição. No futuro, uma reviravolta na fabricação dos dispositivos de armazenamento de energia poderia tornar deficitários os investimentos em baterias, embora eles estejam no cerne da transformação do funcionamento do sistema de energia.

“Se ocorrer uma mudança radical e repentina na tecnologia, que ofereça maior densidade de energia, as pessoas vão querer adotá-la rapidamente, o que poderia fazer com que tenham que reinvestir novamente em equipamentos de fabricação”, disse James Frith, analista de armazenamento de energia da Bloomberg NEF. “Na pior das hipóteses, talvez seja preciso reprojetar fábricas inteiras.”

Os investimentos em startups que desenvolvem novos tipos de baterias aumentaram para mais de US$ 1,5 bilhão no primeiro semestre do ano, quase o dobro do nível de 2017, segundo dados da Cleantech Group.

Três fabricantes de carros, a Volkswagen, a Hyundai Motor e a Renault-Nissan-Mitsubishi, destinaram fundos a fabricantes de baterias. Uma associação do setor no Japão, a New Energy & Industrial Technology Development Organization, anunciou que investirá US$ 90 milhões em pesquisa sobre dispositivos de estado sólido com um grupo de universidades e fabricantes.

Nem toda tecnologia tem probabilidades de sucesso. Milhares de sistemas diferentes estão sendo testados no setor, com a participação de grandes fabricantes, startups e universidades. Até mesmo as células de íons de lítio usadas na maioria dos carros elétricos e celulares têm processos de fabricação diferentes.

“Existem distintos tipos de íons de lítio, com químicos diferentes, e até mesmo dentro desses químicos variações na composição”, disse TJ Winter, gerente da Fluence, fornecedora de armazenamento de energia com sede nos EUA. “Passamos um bom tempo só monitorando os acontecimentos.”

A concorrência está ficando mais acirrada à medida que as fabricantes de carros eletrificam mais modelos e as unidades de armazenamento de energia se tornam mais predominantes em casas e empresas. A demanda por capacidade de baterias aumentará de cerca de 100 gigawatts-hora atualmente para 1.784 gigawatts-hora até 2030, segundo projeções da Bloomberg NEF.

“Uma enorme quantidade de largura de banda está sendo criada no mundo para a fabricação de baterias de íons de lítio”, disse Jeff Chamberlain, CEO do Volta Energy Technologies, um fundo de investimento com foco nas tecnologias de armazenamento de vanguarda. “Muitos dos investidores que vimos estão apostando em tecnologias que exigirão novos processos de fabricação. Vemos isso como uma falha, por causa da capacidade que está sendo construída atualmente no planeta.”

Fonte: Exame

O consumo de combustível é menor no período noturno?

Parece mais uma das mentiras da internet, mas é verdadeira a informação que o automóvel gasta menos combustível durante à noite

O consumo de combustível é uma das maiores preocupações dos motoristas nesses tempos de alta nos preços. Com isso, surgem muitas fake news sobre esse assunto. Mas, tem uma que parece, mas não é.

[TRANSCRIÇÃO]Existem dezenas de dicas sobre os automóveis, principalmente essas que circula pela internet, quase todas falsas. Tem uma que parece mentira, mas que é verdade, é a que diz que o consumo de combustível do automóvel circulando à noite é menor do que o consumo durante o dia. Existe algum fundamento técnico nisso? Sim, à noite o ar está mais frio que durante o dia e, o ar estando mais frio, a sua densidade é maior. Ou seja, tem mais oxigênio no mesmo volume de ar. E, quanto mais oxigênio se misturar com o combustível, tanto mais eficiente será o motor. Já ouviu falar que motor com turbina tem um intercooler, ou seja,um resfriador do ar para se ganhar ainda mais potência? Então, seguindo este mesmo princípio, circulando à noite o ar está mais frio, o motor fica mais eficiente e haverá uma redução de consumo.o consumo de combustível

Fonte: Auto Papo

Quando devo trocar o óleo do câmbio?

Volkswagen Gol ganha câmbio automático (Foto: Divulgação)

Assim como o motor, o câmbio do carro também utiliza óleo lubrificante, que tem como função primordial reduzir o atrito e, dessa forma, preservar as peças móveis do desgaste. No entanto, existem algumas peculiaridades que exigem atenção do proprietário, que detalhamos a seguir.

Câmbio manual
Os automóveis atuais equipados com câmbio manual não precisam de troca. “A tecnologia dos lubrificantes evoluiu muito e hoje eles são do tipo ‘lifetime’, ou seja, duram por toda a vida útil do sistema”, explica Francisco Satkunas, conselheiro da SAE, Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade. “A construção das transmissões também evoluiu muito nesse sentido.”

Dessa forma, somente é necessário a substituição do lubrificante se ocorrer algum vazamento ou em caso de reparo. Por isso, fique sempre de olho se o carro apresenta perda de óleo e confira no manual do proprietário o prazo recomendado para realizar a verificação periódica do nível do lubrificante.

Câmbio manual do Ford Focus 1.6 SE Plus (Foto: Leo Sposito / Autoesporte)

Nas caixas automatizadas, que utilizam o mesmo sistema de embreagem e engrenagens dos câmbios manuais (só que acionadas por atuadores eletro-hidráulicos ou elétricos) o procedimento tende a ser o mesmo. Já as de dupla embreagem, imersas em óleo, podem demandar trocas periódicas, já que pode haver contaminação por conta do atrito dos discos. Seja qual for o caso, siga sempre as recomendações da fabricante.

Automáticos
Os câmbios automáticos, em geral, demandam a substituição periódica do óleo, embora em intervalos bem maiores que os exigidos pelo lubrificante do motor. “A transmissão automática utiliza discos de fricção imersos em óleo, além do conversor de torque, que usa óleo em seu interior”, explica Gerson Burin, coordenador técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária). “O atrito por escorregamento pode provocar a contaminação do óleo por fragmentos, daí a necessidade de substituição.”

periodicidade das trocas varia bastante, conforme a especificação do lubrificante e também da construção do sistema. Há desde recomendações para trocas a cada determinada quilometragem ou tempo, como o óleo do motor, como a indicação de substituição apenas se for constatada necessidade nas verificações periódicas.

Já a checagem periódica do nível do óleo da transmissão automática também requer atenção. Mas, antes abrir o capô, saiba que diferentes fabricantes e modelos possuem procedimentos diferentes (como aquecimento do veículo e posição da alavanca), sempre descritos no manual. Se as recomendações não forem seguidas à risca, a checagem não exibirá o nível correto, podendo levar a um diagnóstico equivocado de vazamento.

Nissan Versa com câmbio CVT (Foto: Nissan)

Fique atento também a manchas de óleo no piso da garagem, sinal de possíveis vazamentos. Burin ainda dá outro alerta: jamais utilize especificações diferentes das indicadas pela fabricante do carro, pois há o risco de mau funcionamento ou até mesmo a quebra da transmissão – cujo reparo tem custo bastante elevado. Por fim, vale dizer que as mesmas recomendações para os automáticos valem para as transmissões do tipo CVT, de demandas parecidas no que diz respeito ao lubrificante.

Fonte: Auto Esporte

Andar em ponto morto estraga o motor?

Andar em ponto morto estraga o motor?

A placa já indica o início da serra e logo depois outra diz: “Desça engrenado”. Hoje em dia, quase ninguém deve se atentar muito à esse segundo aviso, mas antigamente, nos anos 60, 70, 80 e até parte dos 90, muitos devem ter ignorado o aviso e utilizado a famosa “banguela” para economizar combustível, fosse álcool, gasolina ou diesel. Mas, andar em ponto morto estraga o motor?

Eis uma questão interessante, pois muitos motoristas “das antigas” ainda insistem no uso do ponto morto para reduzir o trabalho do motor e assim também obter uma economia a mais de combustível. Mas, será que hoje em dia, isso ainda é válido? E mais, há risco para o motor? A resposta é não.

Andar em ponto morto estraga o motor?

Com o motor trabalhando em ponto morto e com o deslocamento do veículo, ele não terá seu funcionamento alterado em relação se o carro estiver parado. Em termos de manutenção, nem mesmo o mito de que ajuda na refrigeração não cola nesse caso. O que o proprietário vai acumular é prejuízo, mas de outras formas. Ou seja, estragar o motor não vai, mas ele vai operar de forma irregular.

O termo “irregular” não está relacionado com aspectos mecânicos, já que parado ou andando em ponto morto, o propulsor vai trabalhar na faixa mínima estabelecida em projeto. Ali, ele vai queimar uma determinada quantidade de combustível, independente do que o veículo estiver fazendo. O que acontece é que a ideia de que é vantajoso fazer isso nos dias atuais é puro engano.

Andar em ponto morto estraga o motor?

Então eu não consigo economizar?

Por incrível que pareça, a resposta para a questão seria não. Porém, a mesma tecnologia que responde a pergunta é a que permite ainda hoje se use a “banguela”. Como assim?

Bom, antes de chegarmos a esse nível, que infelizmente só está disponível para poucos atualmente, a grande maioria dos casos o uso da banguela não traz a vantagem de se economizar combustível, como antigamente. No passado, os carros eram todos carburados e os que não tinham esse dispositivo eram logicamente movidos por diesel, com suas bombas injetoras.

Num carro com carburador, seja simples, duplo, triplo ou quadruplo, a injeção da mistura ar-combustível será feita mecanicamente e conforme a rotação aumenta, mais combustível (e ar) são injetados indiretamente no motor, o que obviamente aumentava o consumo.

Assim, o uso do ponto morto como forma de economizar fazia sentido, já que a rotação baixava para seu mínimo de trabalho e naturalmente a injeção de ar-combustível era menor. Então, a placa de “desça engrenado” foi sem dúvida ignorada por muita gente no passado. Mas, e hoje em dia?

Atualmente, andar em ponto morto não traz qualquer benefício em termos de economia de combustível e isso se deve à tecnologia. Não aquela que comentamos no começo desse subtítulo, mas a que está disponível para todos os carros desde meados dos anos 90. Trata-se da injeção eletrônica, seja monoponto, multiponto, sequencial ou direta.

Graças à essa tecnologia, os carros ficaram mais “inteligentes” e o funcionamento do motor, atrelado ao movimento do veículo, passaram a andar lado a lado. Com a computação de bordo, que gerencia o sistema que substituiu os velhos carburadores, o software lê diversos dados passados por vários sensores espalhados pelo veículo.

Nele, o computador sabe se o veículo está rodando ou parado, sua velocidade e se faz esforço ou não para se deslocar. Da mesma forma, monitora o funcionamento do motor. Quando o veículo entra em um declive e a ECU percebe uma resistência deste à descida, imediatamente envia comandos aos sistema para injetar menos combustível, mesmo que a rotação se eleve além da média.

A ECU entende que o motor está trabalhando como um “freio” e assim injetará o mínimo possível, apenas para que o propulsor não desligue. Isso é feito com o veículo logicamente engatado e então se verifica uma ligeira redução no consumo de combustível. Ou seja, com a injeção eletrônica, o ideal é manter o carro engatado e descer usando esse “freio motor”, que também traz o benefício de exigir menos dos freios.

“Roda livre”

Lembra da resposta à primeira questão do subtítulo anterior? Pois bem, desde os anos 90 (e antes disso nos mercados consolidados), andar em ponto morto não traz vantagem alguma. Aliás, traz mesmo é muito risco e penalidade, conforme veremos mais adiante.

Bom, mas a tecnologia de gerenciamento de motor e câmbio evoluiu de tal forma que hoje existem sistemas que permitem uma rodagem livre de engate. Num declive, o computador entende que pode se beneficiar da inércia para economizar gasolina.

Assim, entra em neutro – apesar da posição D no painel – e o motor trabalhar com um mínimo de combustível, menos que no ponto morto. Tudo é monitorado em tempo real e se perceber a necessidade de engatar marchas, o fará, assim como usar freio motor.

Andar em ponto morto estraga o motor?

Riscos e penalidade

Como também já comentamos, andar em ponto morto traz riscos e penalidade. Com o câmbio em neutro, o carro não tem resistência do conjunto motriz e alcançará velocidades muito elevadas para que o sistema de freios possa ser usado com segurança. Isso aumenta enormemente o risco de acidentes.

O uso do câmbio engrenado ajuda na função de freio motor, fazendo com que o propulsor e a própria transmissão auxiliem na redução de velocidade e assim permitam ao condutor ter maior controle sobre o veículo em declives, independente de ser um carro leve ou uma carreta carregada.

Na banguela, o condutor não terá o mesmo poder de redução e frenagem normais, sobreaquecendo discos e pastilhas, o que apenas contribui para perda de eficiência e uma colisão inevitável. Além disso, dependendo da marcha que o condutor engate numa reação de emergência com o veículo em movimento, haverá um choque enorme no sistema de embreagem e no próprio propulsor, não só prejudicando o consumo, como também contribuindo para uma vida útil menor de peças e componentes.

É por conta disso que, ao ser flagrado, o condutor sofrerá penalidade. No artigo 231, IX do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a infração é média para “Transitar com veículo desligado ou desengatado em declive”, cuja multa é de R$ 130,16. Mas e a tal tecnologia? Como dissemos, o sistema está ativado em tempo integral e elimina o risco de acidente.

Fonte: Notícias Automotivas

Siga essas dicas e mantenha seu carro sempre novo

Alguns cuidados mínimos evitam gastos e mantêm seu automóvel sempre em ordem.

Use o freio motor: explorar as reduções de marcha para reduzir a velocidade é uma boa forma de evitar aquecimento e desgaste dos freios.

Revisão: fazer as revisões programadas, com a troca de peças mais desgastadas, sempre deixa o motor em dia.

Fluidos: cheque o nível do óleo do motor e do líquido de arrefecimento a cada duas semanas. Sem água,o motor aquece até empenar o cabeçote.

Pressão: verifique a pressão dos pneus semanalmente e mantenha a indicada pelo manual do proprietário, o que aumenta a durabilidade do componente.

Visão perfeita: palhetas velhas dos limpadores do para-brisa não são eficientes e arranham o vidro. Trocá-las aumenta a segurança e evita um futuro polimento do vidro.

Cera: não faça polimento ou cristalização em carro novo. Tudo que a lataria precisa para brilhar é cera a cada dois meses. Assim, prolonga-se o brilho natural da pintura e evita-se desgaste desnecessário do verniz protetor.

Sem vícios: ponto-morto antes de parar ou esquecer o pé na embreagem são vícios que, repetidos, diminuem a vida útil de embreagem e freios.

Combustível: o uso contínuo de combustível adulterado reduz a potência do motor e a durabilidade de suas peças. A queima não é correta e deixa resíduos.

Carro elétrico movido a energia solar se recarrega enquanto anda

Desenvolvido pela alemã Sono Motors, modelo Sion tem 330 células solares conectadas ao teto, capô e laterais do veículo.

Uma startup com sede em Munique, na Alemanha, aproveitou o forte sol da Baviera no verão europeu para testar o desenvolvimento final do sistema de recarga do seu carro Sion, um veículo solar totalmente elétrico que permite que você carregue as baterias enquanto dirige.

A Alemanha provavelmente perderá sua meta de colocar 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2020, mas o governo disse em abril que está pronta para oferecer apoio a empresas que fabricam baterias para veículos elétricos.

A Sono Motors, fundada em 2016, está desenvolvendo o Sion, um veículo totalmente elétrico que possui células solares integradas em sua carroceria. Pode ser carregado via energia solar, de tomadas de força convencionais ou outros carros elétricos.

A produção começará no segundo semestre de 2019 em uma de suas fábricas alemãs e a empresa tem cerca de 5.000 pedidos. O plano é que o veículo seja vendido por 16.000 euros, cerca de US$ 18.540, no ano que vem.

O Sion terá 330 células solares conectadas ao teto, ao capô e às laterais do veículo, e seu sistema de bateria oferecerá um alcance de cerca de 250 km antes de precisar ser recarregado.

“Temos um aquecedor de assento, ar condicionado, um grande sistema de informações e entretenimento onde eu também posso conectar meu telefone interativamente, o que significa que eu realmente tenho um veículo completo que é muito simples, sem frescuras”, disse Laurin Hahn, co-fundador e presidente-executivo da startup.

O ar-condicionado do seu carro está com problema? Veja como resolver

Você pode nem perceber, mas o sistema de refrigeração do seu carro está perdendo força gradualmente. Veja como não ficar na mão quando a coisa esquentar

TESTE DE DESEMPENHO

Se o seu carro está na garantia, você pode pedir um teste na concessionária, gratuito Se não estiver vá a uma loja especializada. Faça isso sempre no inverno, para que ele esteja tinindo durante o verão escaldante.

CALOR E MAU CHEIRO

O filtro de ar pode ser um dos vilões do sistema. Se ele estiver muito sujo além de atrapalhar a passagem do ar com crostas de pó e pólen, ainda pode provocar um odor ruim e infestar as partes de tecido interna do carro. É bom trocar a cada 6 meses.

DEU RUIM?

O problema geralmente é na pressão do gás refrigerante. Não é incomum que haja vazamentos do recipiente. Peça uma análise antes de executar o serviço e um orçamento. Esse conserto fica entre R$ 300 e R$ 500.

BARULHO É ALARME

Caso algum barulho apareça repentinamente ao ligar o sistema você deve procurar um especialista de imediato. Pode ser um sinal de colapso iminente. Se você  afetar partes maiores como o compressor, o serviço pode custar mais de R$ 3 mil.

PREVENÇÃO

Salvo algum problema de fabricação, o sistema de refrigeração só chega a danificar o compressor de ar se você descuidar da manutenção. É importante dar uma recarga de gás refrigerante a cada dois anos. Caso você use poucas vezes o ar-condicionado esse tempo pode ser menor, devido ao ressecamento das borrachas do conjunto.

QUAIS PRODUTOS USAR?

Eis uma forma eficaz para manter o sistema limpo. Você pode comprá-los como uma lata de aerossol que é pulverizada diretamente nas saídas de ar ou os que são aplicados no habitáculo para que você deixe o sistema funcionando com recirculação.

Fonte: Car and Driver

Os avanços automotivos proporcionados pela eletrônica

Carro só com motor elétrico (ou híbrido) criou um novo desafio para a eletrônica: obter máxima eficiência do sistema que administra a recarga das baterias

Não existem mais avanços tecnológicos no setor automobilístico nos últimos 30 ou 40 anos que não sejam proporcionados pela eletrônica. Os motores a combustão funcionam hoje exatamente como os inventados no final do século XIX. Nem a arcaica vareta de óleo foi substituída por algo mais moderno em 99% dos automóveis. Chapa de pressão e disco continuam presentes na embreagem – ou o conversor de torque no câmbio automático. Então, qual a diferença entre o princípio de funcionamento do amortecedor de um Chevrolet 1950 e o de um BMW 2018?

avanços no setor automotivo proporcionados pela eletrônica

Mecanicamente falando, todos os avanços e revoluções foram proporcionados pela eletrônica, que controla hoje todos os sistemas mecânicos do automóvel. Além de determinar as melhores condições para máxima eficiência do motor, caixa, suspensão, freio e direção, interfere também para tornar o carro mais seguro e menos dependente de seu pior componente, aquele entre o volante e a poltrona.

Já evoluiu, inclusive, o suficiente para tornar realidade o carro autônomo. Há algum tempo, eu dirigi a sétima geração do BMW Série 5, considerado semi-autônomo, pois permite – sob certas condições – que o motorista nem encoste o pé no acelerador ou a mão no volante. O próprio sistema é responsável por frear a fim de evitar situações perigosas e acidentes com pedestre e outros automóveis.

Quando a eletrônica tomou definitivamente as rédeas da mecânica e do volante com o carro autônomo, acreditava-se não surgirem mais desafios. Porém, o motor elétrico provocou uma reviravolta no sistema de propulsão e trouxe novos nós a serem desatados.

Seja no elétrico puro, seja no híbrido, a nova equação a ser destrinchada é a de tornar o mais eficiente possível o sistema de recarga das baterias utilizando-se da energia cinética quando o carro reduz a velocidade pelos freios ou pela caixa. Surgiram então inúmeras outras variáveis a interferir na eficiência do sistema, incapazes de serem administradas pela eletrônica convencional desenvolvida para o motor a combustão.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia encarou o desafio e decidiu valer-se da inteligência artificial para criar um sistema capaz de gerenciar esta nova tecnologia. Foi desenvolvido então um algoritmo que analisa em tempo real o roteiro de um automóvel e o divide em pequenos trechos. Cada um pode ser inferior a um minuto.

Cada trecho é analisado e comparado com outros para verificar se as condições naquele instante são semelhantes às de trechos já percorridos traçando comparações com inúmeras variáveis como velocidade média, horário, tráfego, local, topografia da estrada, condições instantâneas de carga da bateria e consumo de combustível. Se percebe similaridade em algum trecho anterior, o sistema aplica a mesma estratégia de gerenciamento usada anteriormente para o trecho seguinte.

Caso contrário, imagina teoricamente qual seria a melhor receita para administrar as energias mecânica e elétrica e adiciona o resultado em seu arquivo de dados para referência futura. Algoritmos instalados em outros carros poderiam também fornecer dados para intercambiar informações com o sistema de um automóvel.

O algoritmo poderia atuar diante de um caminho previamente escolhido pelo motorista no GPS, mas a equipe percebeu que ele só se vale disso em roteiros não habituais. E o desenvolveu para atuar mesmo desconhecendo o destino.

Simulações provam que o sistema funciona e tem eficiência 10,7% superior ao convencional, projetado para o carro com motor a combustão. Se for informado, por exemplo, da presença de um posto com recarga de bateria na estrada, ele se programa para máximo uso dos motores elétricos (no carro híbrido) até o local do posto e o ganho de eficiência (redução de consumo) chega a 31,5%.

O próximo passo da equipe é convencer um fabricante de automóveis a testar o algoritmo em situações reais para, entre outras, afastar o fantasma do carro elétrico parado na estrada com a bateria descarregada.

Fonte: Auto Papo

Nossa oficina CFH Auto Serviço não funcionará sábado

Trabalhar para melhor atender!😉 Esse sábado não estaremos com a loja aberta ao público devido a um treinamento de nossa equipe. Na semana seguinte voltamos ao atendimento normal, porém, ainda melhores! Até lá! #treinamento#evolução #oficina