Apaixonado por carros esportivos, mecânico transforma Uno em ‘Lamborghini’ e veículo vira atração em MT: ‘Sonho realizado’

Morador comprou Uno 2002 por R$ 9 mil e investiu R$ 3 mil para a reforma sonhada. Mecânico disse que sempre sonhou ter um carro esportivo, mas não tinha dinheiro.

'LamborgUno' (Foto: Arquivo Pessoal)

‘LamborgUno’ (Foto: Arquivo Pessoal)

Um morador transformou o carro dele, um Uno 2002, em uma “Lamborghini” e virou atração na cidade de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Apaixonado por carros esportivos desde criança, Edimar Souza Goulart, de 28 anos, trabalha como mecânico e pintor.

Ao G1, ele contou que sempre teve o sonho de comprar um carro esportivo, no entanto, não tinha dinheiro para adquirir o modelo que desejava.

Edimar Goulart construiu um 'LamborgUno' (Foto: Arquivo Pessoal)

Edimar Goulart construiu um ‘LamborgUno’ (Foto: Arquivo Pessoal)

A transformação do Uno durou quase um ano e ainda está em fase de finalização. Ele afirma que fez o trabalho sozinho, mas ainda não dirige o “LamborgUno” pela cidade, apenas no Bairro Cidade de Deus 1, onde vive.

“Eu comprei o carro há dois anos. Sempre admirei carros esportivos”, disse.

A adaptação foi feita utilizando materiais simples, como isopor e massa acrílica. Ele explicou que o Uno foi comprado em 2016 por R$ 9 mil e que já investiu R$ 3 mil para a reforma sonhada.

LamborgUno (Foto: Arquivo Pessoal)

LamborgUno (Foto: Arquivo Pessoal)

O carro de Edimar é um pouco mais modesto: o Uno 2002 acelera de a 0 a 100 km/h em 15,2 segundos e chega a velocidade máxima: 151 km/h. Atualmente o veículo está avaliado em R$ 10,5 mil.

Por enquanto, ele ainda não alterou o motor do sonhado carro.

Modelo Lamborghini Aventador Roadster que inspirou o mato-grossense (Foto: Divulgação)

Modelo Lamborghini Aventador Roadster que inspirou o mato-grossense (Foto: Divulgação)

“LamborgUno”

No início de 2017, Edimar começou a desenhar as peças que precisava para modificar e dar vida ao “LamborgUno”. O carro adaptado foi construído com isopor, chapas de alumínio, além de cantoneiras e massa acrílica.

O interior do veículo modificado ainda pertence ao Uno original, no entanto, as rodas e o volante do carro foram trocados por peças esportivas. Foi o primeiro carro que ele ‘construiu’.

“As rodas são bem maiores, mas todo o interior do carro ainda é do Uno. É um sonho realizado montar esse veículo”, afirmou.

Uno antes de ser transformado em 'LamborgUno' (Foto: Arquivo Pessoal)

Uno antes de ser transformado em ‘LamborgUno’ (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo ele, o veículo é famoso na região onde mora e os vizinhos sempre pedem para tirar fotos com o carro.

Fonte: G1

Óleo do motor baixando, por quê?

Óleo do motor baixando, por que?

A lubrificação do propulsor é um item fundamental para que sua vida útil seja longa e que o carro como um todo tenha desempenho e economia em níveis considerados bons, mas ver o nível do lubrificante descer sem motivo aparente é realmente um motivo de apreensão. Então, óleo do motor baixando, por que?

Todos os motores possuem um ciclo de vida e o óleo lubrificante é o sangue que os move durante toda sua vida útil. Normalmente, os motores apresentam parâmetros que indicam um consumo de óleo no período entre as trocas. Isso é normal, visto que está previsto no projeto dos propulsor, sejam antigos ou novos.

Esses limites, quando atendidos, não trazem qualquer prejuízo para a vida útil do motor. Geralmente, o ciclo de consumo começa alto para um motor novo, visto que as partes móveis não possuem folgas de funcionamento, trabalham com maior atrito e exigem um esforço maior do motor nos primeiros quilômetros de funcionamento.

Esse fôlego maior para fazer o trabalho obviamente consome mais óleo lubrificante, mas é fundamental para limalhas e resíduos do atrito inicial sejam depositadas no fluído e eliminadas na primeira troca. O assentamento das peças móveis ocorre no período chamado de amaciamento, que chega até por volta de 3.000 km.

Mesmo após a primeira troca, ainda haverá um consumo maior de óleo, mas logo ele se estabilizará e será assim durante quase toda a vida útil do motor. No final da vida, porém, os desgastes internos serão mais acentuados e isso significará novamente um consumo maior, com nível de óleo baixando mais rapidamente.

Óleo do motor baixando, por que?

O que altera o ciclo normal?

O ciclo descrito acima é o normal na vida de um motor, mas algumas coisas podem altera-lo e acelerar a redução no nível de óleo do motor. O uso considerado “severo” pelos fabricantes é um deles. Normalmente, as tabelas de trocas para motores que são usados em rotações mais altas, transportando mais cargas, acarretam em metade do tempo de troca e obviamente em consumo maior de óleo.

Outra alteração é estender demais os intervalos de troca (geralmente o máximo é 1.000 km antes ou depois), já que o óleo perderá sua propriedade de limpeza e lubrificação do motor diante da quantidade de impurezas que acumulou ao longo do tempo de uso normal. Viscosidade mais leve acarreta consumo maior de óleo, enquanto os menos viscosos demoram mais. Mas, então vem a pergunta abaixo:

Óleo do motor baixando, por que?

Óleo do motor baixando, por que?

Além dos motivos acima, existem alguns mais visíveis e perceptíveis ao proprietário do veículo. Um deles é o famoso vazamento de óleo. O motor pode estar vazando por diversos lugares, sendo os mais comuns tampa de válvulas, cárter e retentor do virabrequim. A quantidade perdida não será reposta naturalmente e o nível baixará sensivelmente, dependendo do volume perdido.

Outro aspecto que fica evidente para perceber o óleo do motor baixando é a queima do mesmo. Fumaça branca saindo do escape é sinal de lubrificante sendo queimado na câmera de combustão. A quantidade queimada também afetará o nível. E por que isso ocorre? Há diversos motivos que fazem o motor queimar óleo.

O mais verificado é o estado dos anéis de vedação dos pistões, que raspam o óleo nos cilindros e impedem que o mesmo contamine a câmara na hora da combustão. Folga nos anéis, em virtude do tempo de uso, fazem queimar óleo e reduzem o nível. Além disso, o óleo do motor baixando mais rapidamente pode estar relacionado com anéis quebrados, quando um fluxo grande de lubrificante acaba passando pelo pistão.

Este anel quebrado pode riscar ou mesmo produzir sulcos profundos nos cilindros, ampliando a passagem de óleo. Os anéis podem ficar gastos com o tempo de uso e deixam passar mais fluído, assim como eles também podem ficar presos no próprio pistão, não movendo-se de forma apropriada para uma raspagem eficiente.

aumento na pressão do óleo do motor também é outro ponto que pode fazer o nível baixar, quando o propulsor injeta mais lubrificante que o necessário, acarretando excesso e também contaminação da câmara, com a combustão do mesmo. Aliás, o excesso de óleo no cárter também pode acelerar o consumo de óleo nesse aspecto e o movimento do mesmo ampliar o vácuo interno.

limitação na entrada de ar para o motor ou câmara de combustão acarretará em maior fluxo de óleo sugado e sua queima, sendo isso geralmente ocasionado pela formação de depósitos de carbono. Aliás, a queima constante de óleo forma crostas de carbono nas válvulas e na cabeça do pistão, reduzindo assim o volume de mistura ar-combustível e a combustão de forma eficiente.

Com isso, perde-se em consumo, emissão, performance e, principalmente, vida útil.

Óleo do motor baixando, por que?

Outras causas

Rodar em rotação muito baixa também permite vai permitir que o dono do carro perceba o óleo do motor baixando. Com cargas maiores em um regime desnecessário, o motor tenderá a consumir mais lubrificante.

Outro ponto é o desgaste da correia dentada que, antes de quebrar, pode alterar a relação de abertura e fechamento de válvulas, ampliando o vácuo para contaminação da câmara com óleo do motor.

Fonte: Notícias Automotivas

Por que especialistas recomendam embrulhar chaves automáticas do carro em papel alumínio?

Estratégia é uma das possíveis precauções contra tipo de roubo que tem se tornado cada vez mais frequente.

Segundo especialistas, folhas de alumínio podem ajudar a bloquear a transmissão de informações que permitiriam o acesso de terceiros ao veículo (Foto: Peter Fussy/G1)

Segundo especialistas, folhas de alumínio podem ajudar a bloquear a transmissão de informações que permitiriam o acesso de terceiros ao veículo (Foto: Peter Fussy/G1)

A tecnologia que permite a você destrancar seu carro à distância também traz um risco de roubo.

O problema existe porque as chaves automáticas dos carros modernos estão constantemente emitindo sinais para eles.

Especialistas alertam que os ladrões podem comprar chaves “virgens” e usá-las para replicar o código de acesso de um determinado veículo.

Como evitar que isso aconteça?

A forma mais fácil de precaução contra isso é embrulhar as chaves em papel alumínio.

Especialistas em cibersegurança concordam que, embora não seja o ideal, esse é um método muito fácil e barato.

Outra opção é comprar pela internet uma “bolsa de Faraday”, que tem a mesma função de isolamento do alumínio e serve como um escudo contra a transferência de informações que poderiam ser usadas no roubo do carro.

“Estamos falando de uma forma de comunicação por ondas eletromagnéticas, como rádio ou televisão. Pense em uma música que é constantemente usada em uma rádio e uma fechadura que se abre ao ouvir essa música. Se eu conheço a música, posso abrir a fechadura”, diz à BBC News Mundo Moshe Shlisel, CEO da agência de segurança cibernética GuardKnox Cyber ​​Technologies.

Shlisel, que também trabalhou para a força aérea israelense no desenvolvimento de sistemas de defesa com mísseis, explica que a função do papel alumínio é criar uma célula para evitar que as ondas eletromagnéticas sejam registradas por outra pessoa.

Ataques ocorrem cada vez mais

Para muitos, pode parecer antiquado, no século XXI, usar papel alumínio para proteger algo tão tecnológico.

A precaução, no entanto, tem se mostrado mais do que nunca necessária, como explica Shlisel.

“Apesar de não ter números, posso dizer que esses incidentes acontecem cada vez mais, porque os dispositivos necessários para cometer esses ataques podem ser facilmente adquiridos na internet e há até tutoriais no YouTube sobre como fazê-los”, diz ele.

E acrescenta: “A indústria automotiva está totalmente ciente desses problemas e bucando maneiras de impedir que terceiros consigam replicar a comunicação entre uma chave e um veículo”.

Este tipo de crime não acontece apenas com carros e precauções têm sido tomadas de olho nisso.

Algumas pessoas, por exemplo, tomam o cuidado de proteger seus cartões de crédito em carteiras “isolantes”.

Além disso, instituições governamentais dos Estados Unidos, por exemplo, entregam determinados documentos a seus usuários dentro de invólucros especiais para evitar a transferência e o roubo de dados, como é o caso do Green Card ou Cartão de Residente Permanente – o visto permanente de imigração concedido pelas autoridades do país.

No caso dos carros, os roubos podem ser cometidos com bastante facilidade.

“Você chega a uma casa que tem um carro estacionado na frente, detecta uma chave a dez passos dele, dentro de uma sala, e consegue desbloqueá-lo. Enquanto as ferramentas estiverem disponíveis, o cenário para esses roubos me parece cada vez mais provável “, disse ao jornal USA Today o diretor do Centro de Segurança de Sistemas de Computadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, Clifford Neuman.

Quando leu pela primeira vez sobre o risco de seu carro ser roubado desse jeito, ele começou a guardar suas chaves à noite dentro de uma lata de café vazia.

Os especialistas continuam recomendando que, até as empresas fabricantes encontrarem uma solução para o problema, é preferível usar o papel alumínio antes de deixar as chaves onde provavelmente elas estão guardadas agora: no bolso de uma calça, dentro da bolsa ou sobre uma mesa.

Fonte: G1

Carro voador da Audi e Airbus ganha liberação para testes

A AUDI E AIRBUS JÁ PODEM COMEÇAR OS TESTES DO CARRO VOADOR

O governo da Alemanha enfim assinou nesta semana a carta necessária para autorizar o início dos testes de carros voadores em seu território. A liberação foi firmada com executivos da Audi e da fabricante de aviões Airbus. A liberação irá permitir que os serviços de táxis aéreos transitem nas redondezas da cidade de Ingolstadt, onde está localizada a fábrica da Audi, a 500 km de Berlim.

Assine a Revista Car and Driver

O objetivo é finalizar o projeto a longo prazo, afim de combater os congestionamentos nas estradas alemãs, que são conhecidas popularmente pelo sistema Autobahn, onde não há limites de velocidade. A medida deve impulsionar a indústria tecnologica a trabalhar com uma nova alternativa de transporte. Apesar da liberação, ainda não há data definida para o início dos testes.

Leia mais:

+ Volkswagen crava: voltará a ser líder no Brasil

+ Volvo lança tecnologia para troca de alertas entre carros e caminhões

+ Ford desenvolve janela inteligente destinada para passageiros cegos

De acordo com o Ministro dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer, a iniciativa de colocar o plano em prática já é uma realidade. “Os táxis voadores não são mais uma visão, eles podem nos levar a uma nova dimensão de mobilidade. Eles abrem completamente novas possibilidades, incluindo o transporte médico em cidades e áreas urbanas”, afirmou Andreas, em uma entrevista ao site Bloomberg.

Audi, Airbus, carro voador, Uber, carros de luxo, carros SUV, carros sedã, carros utilitários, carros esportivos, carros novos, carros 0 km, carros usados, carros populares

Vale ressaltar que a Uber também tem um projeto mirado para os carros voadores. Em maio a empresa divulgou um vídeo falando sobre o uberAIR, um plano que envolve táxis aéreos elétricos e autônomos com capacidade máxima de quatro passageiros. Os testes da empresa californiana devem começar em 2020 até 2023, data prevista para o início das operações.

Seu carro demora para pegar de manhã?

Com evolução dos motores flex, frio não é mais 'desculpa' para carro não pegar no inverno (Foto: Suellen Fernandes/ G1)

Com evolução dos motores flex, frio não é mais ‘desculpa’ para carro não pegar no inverno (Foto: Suellen Fernandes/ G1)

Vamos ver quais são os casos mais comuns que podem irritar você logo cedo.

Combustível adulterado

Teste para comprovar quantidade de etanol na gasolina é obrigatória nos postos (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Teste para comprovar quantidade de etanol na gasolina é obrigatória nos postos (Foto: Reprodução/ TV TEM)

É o mais frequente. Após uma noite em repouso, a mistura criminosa que venderam acaba por se dividir em fases dentro do tanque e envia para o motor a parte ruim do combustível, e ele não pega. Pode ser água, solventes ou outras substâncias que seu motor não vai conseguir queimar quando estiver frio. Fique ligado se o problema apareceu depois do último abastecimento.

Bomba de combustível

Ela pode estar abrindo o bico. Acontece muito: a bomba está com baixa pressão e não injeta o volume necessário de combustível dentro do motor. Isso pode acontecer pela idade do carro ou quando você abastece continuamente com combustíveis adulterados.

Seu mecânico pode confirmar isso facilmente, instalando um manômetro (medidor de pressão) na linha de combustível (encanamento). Se for o caso, troque logo, pois este é um prenuncio de que a bomba pode parar de funcionar a qualquer momento e você ficará parado na rua.

Válvula de retenção de combustível

Essa peça é responsável por manter o combustível dentro do encanamento quando você desliga o carro. No dia seguinte, o combustível está na linha pronto para entrar no motor.

Quando ela falha, o combustível que estava no encanamento (linha) retorna para o tanque, fazendo com que você tenha que dar 5 partidas para ela sair lá de trás (do tanque) e chegar até o motor, que fica na frente do carro.

Geralmente, a válvula faz parte do conjunto da bomba, então tem que trocar tudo.

Velas e cabos de velas

Oficina do G1 - Velas e cabos (Foto: Denis Marum/G1)

Oficina do G1 – Velas e cabos (Foto: Denis Marum/G1)

Eles devem ser trocados a cada 25.000 km.

Vela ruim produz uma faísca de baixa voltagem: apesar dela estar presente, é muito fraca, incapaz de queimar a mistura ar-combustível. É como aquele velho acendedor de fogão: você vê e ouve a faísca, mas o fogo do forno não acende.

Fonte: G1

3 dicas espertas para não passar aperto com os pneus nas férias

Caso coloque o carro na estrada, neste período de férias, ou mesmo se não for viajar, se atente a 3 atitudes básicas para não ter prejuízo com os pneus

Alguns cuidados básicos podem evitar que a durabilidade dos pneus acabe antes do previsto. É bom ficar esperto antes das viagens ou mesmo no uso cotidiano.

Se você vai viajar com o seu carro neste mês de julho, fique atento para essas três dicas sobre pneus. Se você não for, fique atento também. A primeira é em relação ao rodízio, pois muitas fábricas recomendam que se calibre com pressão diferente entre os pneus dianteiros e traseiros: fez um rodízio e trocou uns pelos outros? Confira a calibragem. A segunda dica já é em relação ao pneu sobressalente: em primeiro lugar, lembre-se de calibrá-lo, pois muitos se esquecem dele lá no porta-malas. Em segundo lugar, verifique na banda lateral a data de fabricação. Se já tem mais do que cinco ou seis anos, cuidado para rodar com ele na estrada em velocidades mais elevadas. E, finalmente, alguns motoristas verificam se apareceram bolhas na banda lateral do pneu, pois elas são muito perigosas. Mas, se esquecem de conferir se elas não apareceram do lado interno dos pneus.

durabilidade dos pneus

Fonte: R7

O que ainda falta saber sobre o Rota 2030

Programa de estímulo à indústria automotiva foi aprovado às pressas em meio à Copa do Mundo e ao calendário eleitoral

Fábrica da VW em São José dos Pinhais: será que um dia sairá um híbrido de lá? (Divulgação/Volkswagen)

Demorou, mas o Rota 2030 finalmente foi aprovado pelo governo. O novo programa visa dar estímulos à modernização da indústria nacional e a eficiência dos automóveis. Mas ele não saiu como planejado.

 Originalmente o Rota deveria ter saído do papel em 2017, em tempo de substituir seu antecessor, o Inovar-Auto. Mas a crise política, aliada aos péssimos índices de popularidade do governo Temer, acabaram postergando o programa.

Aparentemente alguém no Planalto lembrou que este ano teremos eleições e jogo de futebol na Copa do Mundo, e o Rota acabou saindo a toque de caixa, a tempo de ser devidamente usado como palanque pelos políticos sem descumprir as regras de campanha do TSE.

O anúncio confirmou as especulações sobre como seriam oferecidos estímulos fiscais e os benefícios que as montadoras teriam direito, mas não foi muito além disso.

Na última sexta a Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores), grande interessada no Rota, poderia ter adicionado mais informações sobre o tema em sua coletiva de imprensa mensal, mas acabou dando mais dúvidas do que respostas.

O Rota 2030 terá impacto direto no carro que você irá comprar nos próximos anos. Por isso, QUATRO RODAS reuniu tudo o que já se sabe – e o que ainda não ficou claro – a respeito do novo programa de estímulo à indústria automotiva. Mobilidade corporativa: Comprar ou alugar um carro? Veja com a Localiza Hertz qual é a melhor decisão Patrocinado 

Redução pra todo mundo

 O Urus é enorme e esportivo, mas até ele tem seus truques para economizar combustível

A partir de agora toda empresa que quiser vender carros no Brasil precisará apresentar uma redução no consumo médio de seus carros pelos próximos 12 anos. Essa redução é mensurada em MJ/Km (megajoule por quilômetro), mas varia de acordo com o peso do carro.

Por ser uma média, ela não impede que uma determinada marca tenha um carro “gastão”. Para isso, basta ela ter outro modelo muito econômico para compensar. Uma versão extrema dessa compensação foi feita na Europa pela Aston Martin e seu polêmico Cignet.

Essa imposição não será exatamente um problema para marcas premium, que naturalmente vêm reduzindo o consumo de seus carros por conta de regras similares presentes em outros mercados.

Para os carros desenvolvidos no Brasil, porém, a história é outra. Espere uma popularização ainda maior de recursos como start-stop, câmbio de seis marchase, claro, motores turbo.

Taxação antiquada continua

Motor do Ford Fiesta 1.0 Supercharger O IPI menor para 1.0 criou modelos como o Fiesta com compressor

O imposto que mais tem impacto em um automóvel no país é o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Atualmente ele varia de 7% a 25%, mas o problema é como essa alíquota é imposta.

Por décadas o IPI para automóveis é vinculado, basicamente, de acordo com o combustível e a cilindrada do veículo. As principais faixas são para motores de até 1,0 litro, entre 1,1 e 2 litros e acima de 2 litros.

Essa imposição legal fez com que algumas marcas promovessem peripécias técnicas para aproveitar o imposto menor para motores de baixa cilindrada.

Daí vieram modelos peculiares como o Ford EcoSport Supercharger, Volkswagen Gol 1.0 Turbo (em um tempo que não se falava de downsizing) e Fiat Palio Weekend 1.0 6 Marchas.

Hoje em dia os mercados mais maduros cobram impostos de acordo com a eficiência energética do carro, sendo que alguns países ainda incluem na conta o tamanho do veículo.

A Anfavea, porém, perdeu o braço-de-ferro com o governo e ainda terá que amargar o defasado IPI por cilindrada pelo menos pelos próximos cinco anos – há uma renegociação do Rota 2030 prevista para 2023.

Esse cenário poderá gerá distorções exóticas. Se o Fusion 1.0 EcoBoost fosse vendido por aqui, por exemplo, ele pagaria menos IPI que um Renault Sandero R.S..

Segurança de prateleira

Suzuki Jimny A frenagem autônoma de emergência é obrigatória para modelos novos vendidos na Europa desde 2014

Uma ótima notícia para os consumidores é que, finalmente, o governo incluirá uma série de equipamentos de segurança como requisitos para que as fabricantes tenham direito à redução máxima de 2% de IPI para seus carros.

Novamente a Anfavea não deu detalhes sobre quais serão esses itens, mas Antonio Megale, presidente da entidade, pontuou que serão entre 15 e 17 dispositivos a serem regulamentados pelo Denatran.

É certo que entra nesse pacote o controle de estabilidade, que passará a ser obrigatório para todos os carros vendidos no Brasil a partir de 2022. A inclusão desses itens nos modelos nacionais, aliás, não é exatamente um grande sacrifício para as marcas, pois o ESC vem se popularizando por todo o mundo (o que aumenta sua escala de produção e reduz custos) e os projetos globais já preveem a adoção do equipamento.

A novidade é que, durante a última coletiva da Anfavea, Megale mencionou a proteção aos pedestres. Isso indica que o Brasil pode seguir a indústria europeia e exigir itens como frenagem autônoma de emergência e sistemas de proteção em atropelamentos, como airbags para transeuntes e capôs que se erguem em caso de atropelamentos.

Sem estrelas

 A Chevrolet só melhorou a estrutura do Onix após o compacto zerar nos testes de impacto lateral do Latin NCAP

O Rota também irá exigir das fabricantes uma série de testes de impacto, mas, novamente, não há nenhum detalhe de quais são e como eles serão feitos.

O presidente da Anfavea informou que essas avaliações poderiam ser feitas pelas próprias montadoras, acompanhadas de auditores – como já ocorre atualmente, aliás.

Isso não quer dizer, porém, que os testes serão mais rigorosos. Apesar da legislação brasileira já prever testes de impacto, eles não são tão exigentes quanto os feitos por instituições como o NCAP. Esse é um dos motivos pelo qual modelos que foram reprovados no Latin NCAP podem ser vendidos normalmentepor aqui.

O órgão internacional, aliás, foi questionado por Megale, que comentou sobre os diferentes protocolos do programa e suas alterações constantes.

É verdade que o NCAP fica mais rígido antes do tempo hábil para que uma fabricante possa incorporar avanços de segurança em seus veículos (algo que pode levar até dez anos).

Por outro lado, indústria e governo perdem uma grande oportunidade de fazer uma parceria com o NCAP ou outras instituições para avaliar publicamente a segurança de todos os modelos novos que chegam ao mercado.

O mistério dos híbridos e elétricos

Apenas a versão alongada e com motor V8 virá para o Brasil O novo A8 tem dois motores, mas só um movimenta efetivamente o carro

Sabe aquele IPI antiquado por cilindrada? Pois ele, naturalmente, não vai existir para veículos elétricos – cujo tamanho do motor não é medido em cm³ – nem para híbridos.

A taxação para esse tipo de carro vai variar entre 7% e 20% e levará em conta a eficiência energética e o peso do veículo. Ironicamente, exatamente como poderiam ter feito para veículos convencionais.

A Anfavea falou que os cálculos que serão levados em conta são complexos e que ela irá divulgar uma espécie de cartilha explicando como será. Mas é provável que o Toyota Prius pague menos imposto que o enorme Lexus LS500h.

O que não ficou claro é como o Rota 2030 lidará com novas tecnologias, como o sistema híbrido parcial. Carros equipados com esse sistema possuem um motor elétrico para reduzir o esforço do conjunto a combustão, mas não são capazes de se mover usando apenas eletricidade.

Isso porque, na prática, esses veículos não são híbridos. Outra dúvida é como o BMW i3 seria enquadrado, pois, apesar dele se mover usando apenas energia elétrica, no Brasil ele possui um motor a combustão que pode ser usado para recarregar suas baterias.

Também não se sabe se híbridos que podem ser recarregados na tomada (plug-in) terão tarifação diferente dos modelos sem essa possibilidade.

Obra pública

Conceitualmente o Rota 2030 nasceu certo, repetindo os acertos do Inovar-Auto sem usar a tributação excessiva (e condenada) para desestimular quem não estiver disposto a entrar no programa.

Mas a sensação que fica é que, mesmo após meses de discussões, o plano está repleto de buracos e lacunas, sendo aprovado às pressas para atender aos desejos de uma minoria poderosa.

Fora dos microfones já se fala que o Rota foi entregue como uma obra pública, inaugurada a tempo de ser aproveitada pelos políticos às vésperas da eleição, mas com inúmeros detalhes a serem corrigidos após os holofotes serem desligados.

A expectativa é que todas essas dúvidas sejam esclarecidas nos próximos meses para que possamos, finalmente, entender qual o tamanho da evolução que os carros nacionais terão no futuro.
Fonte: Quatro Rodas

De novo? Multas poderão ser parceladas no cartão de crédito

Decisão foi assinada pelo Contran e publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (6); possibilidade tinha sido suspensa há dois meses

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou as novas regras para o pagamento de infrações por motoristas em situações irregulares. A resolução foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (6). Os condutores infratores poderão, inclusive, dividir o pagamento de uma ou mais multas ao mesmo tempo. Ao realizar o parcelamento, os condutores ficam livres das pendências e podem receber o documento atualizado do veículo.

O parcelamento foi uma possibilidade colocada em outubro de 2017 e ficou em vigor até maio deste ano, quando foi suspenso pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Para entender melhor o vai e vem do parcelamento das multas, leia as matérias abaixo:

Contran aprova mudanças para o pagamento de multas de trânsito. Possibilidade do parcelamento no cartão de crédito foi publicada no DOU.
Foto Detran-PR | Divulgação

O pagamento por meio do cartão de crédito poderá ser organizado para mais infrações, em parcelas ou no conjunto dos débitos que um motorista tenha em relação ao seu veículo. Ao parcelar as multas de trânsito, o condutor fica liberado de pendências como a do licenciamento do veículo.

Com o novo sistema, os departamentos estaduais de trânsito (Detrans) poderão contratar empresas para novos meios de pagamento. Antes da medida ser publicada, a quitação de multas era realizada por meio de boletos emitidos pelos departamentos. Os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito que optarem por esse método de pagamento terão que repassar informações mensais ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) sobre a arrecadação. Caso essa prestação de contas não seja feita, a entidade poderá sofrer penalidades.

As operadoras acionadas para intermediar os pagamentos devem ser credenciadas por entidades do Sistema Nacional de Trânsito. O proprietário do cartão deverá ser informado previamente das taxas adicionais cobrados ao optar por esta modalidade. Esses custos ficarão a cargo do motorista, e não dos departamentos de trânsito.

Fonte: Autopapo

A estrada mostra muitos problemas no seu carro; conheça sintomas

Viagem de férias pode virar pesadelo: aprenda a não ignorar os sinais mais comuns de falhas que podem deixar você a pé ou por em risco a segurança da família.

Subida da Rodovia dos Imigrantes no último carnaval; veja como perceber sinais de que seu carro pode dar problema na estrada (Foto: Helvio Romero/Estadão Conteúdo)

Subida da Rodovia dos Imigrantes no último carnaval; veja como perceber sinais de que seu carro pode dar problema na estrada (Foto: Helvio Romero/Estadão Conteúdo)

Férias, hora de por o carro na estrada! Mas será que está tudo em ordem? De repente, algo de estranho acontece, você engole seco e não fala nada, afinal a galera está na alegria e você não quer estragar a festa… O certo era ter levado o carro para uma revisão antes de ir para a estrada, mas agora é tarde.

Para tentar evitar que sua viagem vire um pesadelo, vou dar algumas dicas dos sintomas e os possíveis problemas que devem ser corrigidos antes que você passe por mais apuros.

Vamos tentar identificar os problemas sempre com velocidades acima de 80km/h.

1) O volante do carro trepida que nem a máquina de lavar

Se você não está pisando no freio e seu volante trepida, provavelmente o conjunto roda e pneu precisa de balanceamento.

As principais causas são pneus irregulares ou rodas amassadas. Se os pneus estiverem velhos (mais de 5 anos) e deformados ou as rodas estiverem tortas, o balanceamento não resolverá; talvez você tenha que substituí-los.

Eu não gosto de desamassar rodas, entendo, tecnicamente, que aquele ponto onde o serviço foi realizado perde as características originais do material, tornando-se um ponto vulnerável e pode amassar novamente ou até quebrar, vai depender do tipo de retrabalho efetuado.

Tá bom, não serei tão “Caxias”: pequenos empenamentos dá para corrigir sem grandes consequências. Mas, se parece uma bola de futebol americano, troque essa roda logo!

Se a trepidação acontece quando você rela o pé no freio, seus discos de freio podem estar empenados. Será necessário substituí-los.

Folgas excessivas no sistema de direção e suspensão também poderão gerar algum desconforto no volante em altas velocidades. Primeiro, passe no seu mecânico de confiança, para saber se a solução é somente a troca dos pneus.

2) Na reta, você sente no volante que seu carro quer sair para um dos lados pista

Você já deve ter visto metade da banda de rodagem careca e metade em bom estado (foto abaixo). É isso que acontece quando você não faz alinhamento a cada 10.000km.

Desgaste irregular na banda de rodagem do pneu pode apontar problema de alinhamento (Foto: Denis Marum)

Desgaste irregular na banda de rodagem do pneu pode apontar problema de alinhamento (Foto: Denis Marum)

Fique atento porque folgas excessivas em peças da direção e da suspensão podem impedir que alinhamento resolva o problema.

3) Ruído continuo em velocidades constantes

Neste caso temos que cercar o problema. Ruídos agudos, tipo som de flauta, costumam vir da dianteira do carro, relacionados a correias, esticadores das correias, rolamentos do alternador ou até mesmo a um problema de desgaste no freio.

Problema no rolamento de roda gera som que parece um trombone em velocidades constantes (Foto: Denis Marum)

Problema no rolamento de roda gera som que parece um trombone em velocidades constantes (Foto: Denis Marum)

Já os ruídos mais graves, tipo som de trombone, na ordem dos mais comuns para os menos comuns: pneus deformados, rolamentos de roda, rolamentos de câmbio ou diferencial.

4) Ponteiro da temperatura encostando no vermelho?

É sinal de que o sistema de arrefecimento não está conseguindo retirar o excesso de calor que o motor está gerando.

Esse diagnóstico deve ser feito por um profissional habilitado, mas comece olhando a mangueira de saída de água do radiador. Se ela estiver inchada (parecendo um joelho), com certeza sua válvula termostática deverá ser substituída. Mas, como eu disse, é preciso a avaliação técnica para confirmar.

Mangueira de água incha quando a válvula termostática está com defeito (Foto: Denis Marum)

Mangueira de água incha quando a válvula termostática está com defeito (Foto: Denis Marum)

Bobear no diagnóstico de um superaquecimento do motor poderá levar a danos mais sérios, como ter que retificar o cabeçote do motor.

Fonte: G1

Freios: identifique 7 sinais claros de problemas no sistema

O sistema de freios dá sinais claros quando algo não vai bem. Muitos problemas são, literalmente, sentidos pelo motorista. O AutoPapo enumerou 7 indícios de que o carro não está brecando corretamente: se você percebeu algum deles, não perca tempo e procure rapidamente o mecânico. Afinal, a segurança do veículo não pode ficar para depois! Confira:

1. Quando você aperta o pedal, o freio assovia ou range?

Identifique 7 sinais claros de problemas nos freios

Isso pode ser um sinal de que as pastilhas chegaram ao fim: esses componentes já encostaram em seu suporte, que está “mastigando” o disco. Neste caso, prepare duplamente seu bolso: além das pastilhas, os discos também precisarão de substituição.

2. O pedal está “muxibento” e não transmite firmeza? Ele desce e oferece pouca resistência?

Indício de que o circuito de freio está precisando de uma sangria para tirar o ar que se misturou ao fluido. Trata-se de um problema simples e relativamente barato de ser resolvido.

3. O pedal está muito duro?

Se você tem que fazer um “senhor” esforço pra frear o carro, é sinal de que a assistência (hidrovácuo), que serve justamente para deixar o pedal mais leve, não está funcionando. Nesse caso, teoricamente, a capacidade de frenagem do veículo não fica comprometida: o problema é que o motorista pode não ter a força suficiente para acionar ao máximo o pedal, ou se assustar diante de seu endurecimento. Em ambos os casos, um acidente pode se tornar inevitável.

4. O pedal está muito baixo?

Nesse caso, existem três possibilidades: pode ser um sinal de que os componentes do freio estão muito desgastados, ou ser consequência de falta de regulagem do freio traseiro, ou ainda indicar vazamento de fluido.

5. O pedal está vibrando?

Identifique 7 sinais claros de problemas nos freios
Pedal de freio e acelerador em carro automático

Nesse caso, não há necessariamente um problema: se o carro for equipado com o sistema ABS, o motorista pode sentir vibrações em freadas de emergência, principalmente em piso de pouco atrito (piso molhado, areia, gelo). O pedal vibra justamente pela atuação do ABS, tentando impedir as rodas de deslisarem. Porém, em outras situações ou em carros sem esse sistema, a vibração indica que algum componente do freio (discos ou tambores) estão empenados.

6. O carro está puxando?

Se, ao acionar o freio, o carro puxa para um lado, há sinal de que o sistema não está equilibrado, com problema em um dos lados: o freio de uma das rodas está atuando com maior ou menor intensidade que o das demais.

7. A luz do sistema de freios no painel está acesa?

É o mais simples de se identificar entre os sinais claros de problemas. Em alguns carros, é falta de fluido. Em outros, a indicação é de que o desgaste da pastilha chegou ao seu limite.

Fonte: Autopapo