Saiba como vai funcionar a etiquetagem de pneus no Brasil

A partir de abril deste ano quem for comprar pneus novos para seu carro deverá se deparar com um instrumento muito útil para determinar qual marca e modelo optar. Tudo isso, obviamente, respeitando as dimensões indicadas pelo fabricante do veículo.

Dentro de pouco mais de um mês já estará vigorando a portaria 544 do Inmetro, que vai instituir a etiquetagem para os pneus novos vendidos no país, sejam fabricados ou importados, e destinados ao uso de carros de passeio e comerciais leves, caminhões e ônibus.

A etiqueta será composta por quatro itens avaliados pelo Inmetro, são eles:

Ruído 

Certifica o nível de ruído — na etiqueta, é expresso em decibéis: até 69, há uma onda de som; de 70 a 72 dB, duas ondas; acima de 72 dB, três. Quando o consumidor se atenta na aquisição de pneus mais silenciosos, está sujeito a ter mais conforto na rodagem para si e sua família, além de produzir menos poluição sonora no ambiente.

Eficiência energética: índices de consumo

Confere resistência à rolagem — é avaliado com a letra A, para o mais econômico, seguido por outras letras até a G, para o menos econômico. Esse critério indica a força contrária na rotação do pneu. Esta pode ser influenciada pela composição da borracha. Quanto menor a resistência no processo de rolamento, ou seja, mais próximo da letra A, menor será a perda energética durante a rodagem do pneu, o que significa menor consumo de combustível e, consequentemente, menor emissão de poluentes no ambiente.

Comportamento em pista molhada

É avaliada a aderência em superfície molhada. Também é expressa nos sete níveis desde a letra A até a letra G. Confere mais segurança no tráfego de veículos no caso de intempéries como a chuva. Possibilita distâncias de frenagem mais curtas e ainda, melhor estabilidade em curvas, apesar de o teste ser feito apenas em linha reta.

– Impactos ambientais: o Selo Conpet

A etiquetagem de pneus ainda será feita com o selo Conpet, que mostra que o pneu atende às normas do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural. Isso demonstra a preocupação com as empresas em relação ao consumo consciente de recursos que, podem aumentar os níveis de poluição ambientais devido ao mau uso em processos produtivos sem inspeção.

Segundo a Cobli, startup especializada em controle de frotas, essa portaria é de suma importância para o mercado e seus consumidores: visa incentivar a competitividade das marcas, por meio do uso de novas tecnologias em processos produtivos que resultem em melhorias dos pneus para o consumo de clientes.

Além disso, será dificultada a venda de “pneus piratas” ou de má qualidade, mesmo que os indicadores da durabilidade ou segurança dos pneus sejam de difícil determinação, dadas tantas variáveis que precisam ser analisadas, como estilo de condução, velocidade, manutenção de frota, entre outros.

Muitos consumidores desconhecem uma funcionalidade que, infelizmente, não será obrigatória na nova etiqueta: a durabilidade dos pneus. Há um tempo, porém, essa informação já existe na grande maioria dos pneus, que além de abastecerem o mercado brasileiro são destinados à exportação — informação compulsória nesse caso. Na lateral externa é impressa a inscrição Treadwear e um número entre 60 a 700, que indica que os pneus foram submetidos a testes de durabilidade. Quanto maior o resultado, maior será a vida útil do pneu.

De qualquer forma, e é importante não fazer confusão, os pneus saem de fábrica com um ponto chamado TWI (Tread Wear Indicator). Ele nada mais é do que uma pequena marca na parte interna dos sulcos. Quando os pneus estão gastos acima do permitido por lei, o TWI aparece nivelado com os sulcos, portanto sendo necessário efetuar a troca dos mesmos.

Pela regra, todos os fabricantes deverão iniciar a comercialização das vendas dos pneus etiquetados a partir de abril, cabendo ao Inmetro a fiscalização da implantação. Interessante também que todos nós, consumidores, façamos a nossa parte escolhendo apenas produtos com o novo selo. Dessa forma você realiza uma compra melhor informado e pode escolher um produto mais interessante para seu carro.

Fonte: Autoo

Sete aplicativos que prometem resolver os problemas (do carro)

Orçamento da oficina em duas horas, venda do carro em uma hora, vistoria à distância: conheça os apps que facilitam a vida do motorista

O app promete identificar qualquer problema mecânico ou elétrico (Engie/Divulgação)

Aplicativos como Uber e 99 facilitaram a vida das pessoas que não possuem – ou não querem usar – o próprio carro.

Mas alguns serviços digitais também prometem melhorar a vida e otimizar o tempo de quem não abre mão de dirigir.

Um deles é o Engie, que ajuda a encontrar uma oficina confiável e que pratique preços justos. Criado por Uri Levine, cofundador do Waze, o app promete identificar mais de 10.000 avarias no veículo.

Em caso de colisão, o aplicativo Car 10 permite calcular o prejuízo. Ao fornecer alguns dados, o programa envia ao usuário três orçamentos em até duas horas.

E não para por aí: há app que ajuda a vender o automóvel, como o Instacarro e Repasse (ambos prometem fechar o negócio em cerca de uma hora), ou que fazem serviços na sua garagem, incluindo lavagem, troca de óleo e vistoria do seguro.

Confira um pouco mais sobre cada um deles

Engie

O app promete diagnosticar qualquer mal funcionamento elétrico ou mecânico  (Reprodução/Internet)

A proposta do Engie é fornecer diagnóstico em tempo real sobre as condições do veículo e prever problemas mecânicos e elétricos. Também indica as oficinas mais próximas e o valor do conserto ou revisão.

Outra funcionalidade da tecnologia é que ele consegue cotar o preço do conserto em uma rede de estabelecimentos próxima do usuário.

Segundo a startup, o cliente poderá classificar a qualidade e custo da oficina por estrelas, recurso que com o tempo poderá reduzir a conta em até 30%.

Segundo Ariel Sacerdoti, CEO da Engie, o app tem sido muito bem aceito em Israel, Reino Unido, EUA, Espanha e México e já atende mais de 200.000 usuários.

O lado negativo é que toda essa funcionalidade tem custo. Para utilizar todos os recursos do app é necessário comprar  o dispositivo Engie OBDII, que custa entre R$ 79 e R$ 99.

Ligado a uma porta OBDII (disponível em modelos fabricados a partir de 2010 no Brasil) ele pode ler sinais de sensores e códigos de erros dos módulos do veículo.

Car 10

O app gratuito para iOS e Android facilita a vida de quem teve seu carro danificado. Basta o cliente enviar as fotos das avarias na lataria e em cerca de duas horas já receberá de um a três orçamentos das funilarias mais próximas.

O usuário recebe uma orientação de quais ângulos deve produzir as imagens e todas elas já são encaminhas para as oficinas.

 (Reprodução/Internet)

Assim como na Uber e no 99 é possível classificar o atendimento e o serviço da funilaria por estrelas e essa opinião pode ser vista por todos.

“Acompanhamos todas as etapas do serviço e se a oficina tiver uma classificação ruim entramos em contato para saber o que aconteceu e dependendo do caso suspendemos aquela empresa do cadastro”, diz Fernando Gimenez, diretor da Car 10.

Criado em 2014, hoje o Car 10 tem mais 2.500 oficinas cadastradas em todo o Brasil e pouco mais de 1.000 usuários.

Easy Carros

São mais de 10 serviços que podem ser contratados a distância (Reprodução/Internet)

Permite solicitar serviços que podem ser feitos onde o veículo estiver. Há lavagem ecológica, enceramento, polimento, higienização interna, higienização do ar-condicionado, cristalização de vidros, limpeza técnica do motor, troca de óleo e hidratação de couro.

Os preços são tabelados conforme o tamanho do automóvel.

O pagamento só pode ser feito por meio do app, usando cartão de crédito. Se por um lado essa modalidade de cobrança traz comodidade, por outro acaba excluindo o consumidor que não quer pagar dessa forma ou não tem acesso a esse método eletrônico.

Não há previsão de disponibilizar outro meio de pagamento.

Os profissionais recebem uma classificação por estrelas e, segundo o Easy Carros, a avaliação média dos profissionais é 4,5 estrelas (de um total de 5) e a satisfação dos clientes está em 93%.

InstaCarro

O app da Instacarro permite reservar o horário da vistoria e do leilão online (Instacarro/Divulgação)

Criada no fim de 2015, a InstaCarro virou uma opção popular para quem tem pressa. Ela promete vender seu carro em apenas uma hora meia.

O proprietário pode oferecer seu veículo a cerca de 1.500 lojas cadastradas na plataforma. Ao divulgar seu veículo, o vendedor recebe as propostas e, se aceitar, a quantia é paga no ato.

A desvantagem desse processo é o preço abaixo do mercado. Afinal, a loja precisa pagar menos no usado para depois revendê-lo para outro consumidor.

Repasse

O anúncio é disponibilizado para lojistas e concessionários (Repasse/Divulgação)

Neste aplicativo não há intermediação. Você faz o anúncio e disponibiliza o seu automóvel para milhares de lojistas cadastrados. A única regra é definir um preço de venda que seja pelo menos 15% abaixo da tabela Fipe.

A empresa atua em todo o Brasil e já registrou mais de 40.000 downloads. Trata-se de um facilitador de contato entre o particular, lojistas, concessionárias e repassadores.

A negociação entre os interessados é facilitada por um chat semelhante ao WhatsApp vinculado ao anúncio. Por lá é possível enviar áudios e fotos, ver os recibos de entrega e visualização de mensagens.

Como não há uma intermediação, a Repasse não controla as informações das lojas cadastradas. Portanto, é necessário redobrar o cuidado com fraudes e golpes.

Evita Mico

Na visita presencial, o técnico fotografa do problemas do carro (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Ele oferece duas modalidades de vistoria: uma versão resumida, feita pelo próprio celular (R$ 59) ou uma inspeção de mais de 500 itens do veículo, por uma equipe de técnicos que vai até o local (R$ 349).

Conforme o teste que já tínhamos realizado, o app cumpre o que promete. Recebemos um relatório bem completo e didático na inspeção feita pelo celular, e, na vistoria presencial, o técnico apontou diversos problemas em um Land Rover Freelander 2004 que aparentava bom estado.

O serviço é relativamente barato, pois se torna uma importante ferramenta para a compra de um carro usado com segurança. Contudo, ele é limitado: só funciona em celular Android e seu serviço presencial é restrito a São Paulo.

Vistoria prévia

O aplicativo funciona por meio de um link da web e só possui a função de vistoria (Planetun/Divulgação)

Quem contratar um seguro poderá fazer a vistoria por conta própria pelo celular. O segurado recebe um link que o direciona para um endereço virtual com as instruções para o envio das imagens.

A vantagem é realizar a vistoria prévia por conta própria, sem a presença de um vistoriador. O cliente recebe uma mensagem no celular com um link que o direciona para o app web.

A partir desse momento, o usuário consegue enviar imagens de pontos do seu automóvel, como a diagonal traseira e dianteira do veículo, motor, chassi e documento, por exemplo.

O fato de ser um site e não um aplicativo é vantajoso por não usar a memória do smartphone, porém as funcionalidades são mais simples e não existe outras funções além da vistoria.

Fonte: Quatro Rodas

Promoção de Carnaval CFH

Vamos dar início ao um ano cheio de promoções, você aproveita os feriados, planeja as viagens; nós, então, garantimos sua segurança na estrada (e na cidade)!

Para começar: a cada pneu que você comprar na oficina, ganhe o balanceamento. Aproveita para trocar os quatro e economizar muito na manutenção do seu veículo.

Até 10/02, faça sua manutenção antes de viajar no carnaval, aproveita! 

Economize combustível: 10 dicas simples de seguir para poupar com seu carro

Não  caia na armadilha do combustível adulterado

A dica mais óbvia é abastecer com combustível de qualidade, com procedência garantida e preferencialmente em posto com bandeiras conhecidas para reduzir o risco de colocar no tanque um produto adulterado, que eleva o consumo e ainda pode causar danos ao motor e outros componentes do veículo.

Não encha até o talo

Gilberto Pose recomenda nunca colocar mais combustível após o gatilho do bico da bomba desarmar, indicando que o nível no tanque já está próximo ao gargalo. O especialista explica que, nos veículos modernos, existe um dispositivo chamado de cânister, responsável por aproveitar os gases resultantes do combustível, levando-os para a câmara de combustão do motor via coletor de admissão. Com o tanque quase transbordando, há risco de combustível passar para o cânister.

“Isso danifica o componente — que não foi feito para receber líquido — que perde a função de aproveitar os gases. Além disso, a central eletrônica do motor entende que há algo de errado e isso afeta seu funcionamento em geral, elevando o consumo. Sem falar que, enchendo até a boca, há risco de transbordamento, com desperdício e potencial dano à pintura”, explica. Além disso, o sistema automático protege o frentista do posto, que fica menos exposto a esses gases dos combustíveis, que são tóxicos.

Não rode “na reserva”

Rodar com o tanque na reserva, sempre com a luzinha acesa, pode causar prejuízos. “O próprio combustível ajuda a lubrificar e refrigerar a bomba de combustível. A cada vez que você liga o carro, a bomba envia combustível para o motor e o excesso retorna ao tanque, aquecido. Com pouco líquido, a temperatura dele fica mais alta que o indicado e não resfria a bomba, que pode travar”, explica Pose. Ele também alerta que, com pouco volume, risco de a bomba sugar resíduos e sujeiras no fundo do tanque aumenta, o que também coloca seu funcionamento em risco e pode até chegar aos bicos injetores, prejudicando a performance e elevando o gasto.

Manutenção em dia poupa combustível também

Siga os prazos e as especificações do fabricante para a troca de fluidos e filtros do motor indicados no manual, especialmente no que se refere ao óleo lubrificante. Também verifique as condições das correias, velas e cabos de vela. Todos esses itens de manutenção constante influenciam no funcionamento do carro e, em condições inadequadas, contribuem consideravelmente para elevar o consumo.

Carro não é armário (leve só o necessário)

Andar com o carro cheio de bagagens no porta-malas ou bagagem sem necessidade eleva o peso do automóvel. Isso aumenta o consumo. Portanto, carregue apenas o necessário e se livre dos “pesos-mortos”.

Alivie o pé direito

Prefira um estilo de condução mais suave, com acelerações lineares e troca de marchas no tempo certo, sem “esticar” se não houver necessidade. Evite frenagens e desacelerações bruscas para não apenas poupar combustível, como também prolongar a vida útil de diversos componentes. Outra dica é, dentro do possível, escapar do trânsito de horários de pico — o para-e-anda dos congestionamentos é um dos fatores que mais impactam no consumo, além de causar maior desgaste.

Pneus podem gastar mais que o motor

Também não deixe de manter os pneus calibrados corretamente — pneus vazios são grandes vilões para elevar o consumo, pois ampliam a superfície de contato com o solo, criando mais atrito. Com isso, sobe também a força necessária para o veículo se movimentar.

Mas fique atento: como o ar quente se expande, os pneus devem sempre ser calibrados frios para garantir a aplicação da pressão correta, indicada no manual. Verifique a calibragem antes de pegar a estrada ou a cada 15 dias, aproximadamente, sem esquecer de incluir o estepe.

Rode sempre quente

Embora atualmente a maioria das montadoras não traga uma recomendação específica para aguardar o aquecimento do motor antes de começar a rodar, Gilberto Pose afirma que esse costume é benéfico para o veículo e ajuda no consumo de combustível. “Nunca é bom sair com o motor frio, exigindo o máximo do funcionamento do propulsor. Ao entrar no carro, dê ignição no motor antes de colocar o cinto, ligar o som e ajustar o banco. Três minutos são suficientes para o óleo subir e lubrificar as partes altas”, destaca. Com o motor mais quente, as partes metálicas também se expandem, reduzindo folgas e fazendo o carro ficar mais “solto”. A recomendação é não acelerar demais nem esticar marchas enquanto o propulsor não estiver na temperatura ideal.

Nada de “banguela”

A prática, apesar de perigosa, até poderia ajudar a reduzir o consumo em carros carburados mais antigos. Mas isso não se aplica a modelos com injeção eletrônica. “Ao colocar o câmbio no ponto-morto, a central eletrônica entende que o carro está parado e injeta combustível no motor apenas para mantê-lo em funcionamento de marcha lenta”, analisa Pose. Além disso, ele avisa que esse costume é perigoso em descidas, pois carro desengatado perde a função do freio-motor e fica mais difícil de ser controlado, elevando risco de acidentes.

Ar-condicionado ou vidro aberto

O uso do ar-condicionado interfere diretamente no consumo de combustível, que pode subir em média até 10%, pois o equipamento necessita da força do motor para fazer girar o compressor do gás refrigerante, por meio de uma correia. Além disso, rodar com os vidros abertos, mesmo com o ar desligado, aumenta a resistência do veículo ao ar e também faz o motor beber mais.

Fonte: UOL

As peças mais caras do mercado na hora do conserto

Tem farol que custa mais de R$ 40.000. Tecnologia avançada, materiais nobres, baixa demanda e importação dificultam a reposição

Jeep Compass, SUV mais vendido do Brasil, não escapou dessa lista (Divulgação/Jeep)

Já virou clichê falar que os carros estão cada vez mais parecidos com os smartphones, cuja tecnologia de ponta fica gradualmente mais acessível. Só que essa semelhança em breve será maior ainda.

Já reparou como é quase impossível fazer a manutenção do seu celular por conta própria ou encontrar uma loja capaz de fazer isso? Pois o mesmo vai acontecer com seu automóvel.

“A situação será como nos primórdios da injeção eletrônica, quando poucos reparadores tinham acesso aos equipamentos de diagnose necessários para o reparo”, diz Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi.

Radar frontal da Mercedes E 250 custa R$19.600

Radar frontal da Mercedes E 250 custa R$19.600 (Divulgação/Mercedes-Benz)

E isso não vale só para os itens eletrônicos. Até desamassar o carro será mais difícil. Para fazer com que um veículo seja leve e seguro numa colisão, os fabricantes adotaram um leque de novos materiais, como aços formados a quente, alumínio e até plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP, na sigla em inglês). Eles são ótimos para os passageiros em caso de acidentes, mas péssimos para o reparador.

Modelos que misturam aço e alumínio, como o novo Audi TT, exigem uma mão de obra bem especializada. “Esses dois materiais não podem ficar encostados, pois isso geraria uma corrosão galvânica, como em uma pilha”, explica Lothar Werninghaus, consultor técnico da Audi.

E, para piorar, não é possível soldar as duas peças. “Elas devem ser coladas, rebitadas ou fixadas com parafusos especiais revestidos”, completa Rubio.

FAROL DE LASER do Audi R8 - R$41.884

Farol de laser do Audi R8 custa R$41.884 (Divulgação/Audi)

Até mesmo aquela leve batida em manobras pode se transformar em um enorme prejuízo. Modelos com controlador de velocidade adaptativo têm o radar do sistema quase sempre exposto ou protegido apenas por uma peça plástica – geralmente atrás do logotipo na grade do radiador.

Soma-se a isso a péssima mania dos brasileiros de colocar engates na traseira e temos a receita de um prejuízo que pode facilmente chegar aos R$ 20.000.

Sensor do alerta de ponto cego do Chevrolet Tracker custa R$1.231

Sensor de alerta de ponto cego do Chevrolet Tracker custa R$1.231 (Divulgação/Chevrolet)

É tanto detalhe que mesmo trocar um simples alto-falante exigirá treinamento adicional. “Um revestimento de porta tem diferentes grampos e parafusos. Se o reparador não souber onde estão e como soltá-los, poderá quebrá-los ao tentar remover a peça”, diz Ricardo Takahira, da Comissão Técnica de Veículos Elétricos da SAE.

E, por falar em modelos eletrificados, eles vão influenciar até mesmo a roupa dos mecânicos. “Por conta da alta tensão do sistema elétrico desses veículos, o reparador precisará de um macacão especial e treinamento diferenciado”, continua Takahira.

MONITOR DE PRESSÃO (pneus) Jeep Compass

Jeep Compass tem monitor de pressão de cada pneu em R$402 cada (Divulgação/Jeep)

Mesmo quem só vai à concessionária poderá ter dor de cabeça, já que nem toda unidade tem o treinamento específico para novos materiais e tecnologias.

“Estamos preparando um programa para adequar nossa rede, mas, dependendo da complexidade do problema, talvez seja necessário enviar o veículo para nossa oficina-modelo, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP)”, conta Marcelo Calongo, gerente de treinamento da Mercedes-Benz. Ah, se isso ocorrer, o custo do transporte do veículo pode ficar por conta do cliente.

Felizmente, esse cenário assustador também terá vida curta. “A tendência é que surjam novos equipamentos e softwares independentes capazes de efetuar o reparo com a mesma qualidade de uma concessionária”, diz Rubio.

E, apesar de as peças serem (bem) mais caras, é provável que elas tornem até os seguros mais baratos. Afinal, aquele radar, que é tão caro de reparar em caso de batida, serve exatamente para evitar uma colisão.

Fonte: Quatro Rodas

20 anos do CTB: mudou alguma coisa?

Código de Trânsito Brasileiro chegava em 1998 com a promessa de um trânsito melhor, com redução de mortos e feridos; seria mesmo o início de uma nova era?

Era janeiro de 1998. Campanhas intensas alertavam sobre a entrada em vigor daquele que era considerado um dos mais modernos e avançados códigos de trânsito do mundo: o Código de Trânsito Brasileiro, o CTB. Passava-se a impressão de que a partir daquela data – 22 de janeiro de 1998 – tudo iria ser diferente.

A nova lei que se impunha (Lei 9.503, que instituiu o CTB) chegava com a promessa de um trânsito melhor, com redução de mortos e feridos, graças a uma bem elaborada gama de 341 artigos que focavam na educação, administração e gerenciamento por parte dos municípios e forte punição, com multas altas e uma novidade assustadora para a época: os pontos na carteira de motorista.

Jovem, recém-habilitada e a poucos meses da formatura como jornalista, tive a oportunidade de começar a cobrir o CTB nessa época, antes mesmo de sua entrada em vigor. Na noite da “virada”, pude observar de perto um movimento diferente do habitual. Chamavam a atenção os carros parando nos semáforos durante a madrugada e freadas evitando as faixas de pedestres. Nas mesas dos bares, o assunto fazia parte das discussões, mesmo que a tradicional cervejinha ainda estivesse longe de ser abandonada antes de se pegar a direção. Seria mesmo o início de uma nova era?

CTB completa 20 anos. Mudou?
Tinha tudo para ter sido. O CTB trazia muitos avanços e era necessidade imediata uma mudança de cultura para se lidar com o trânsito brasileiro. Só que, passado o furor inicial, as campanhas foram diminuindo. A tão apregoada educação foi perdendo prioridade para a arrecadação fácil e a credibilidade da nova lei foi posta em cheque.

Enquanto os municípios menores encontravam dificuldade para assumir a municipalização do trânsito, criar órgãos capazes de gerenciar e controlar o tráfego e até mesmo integrar seus sistemas com o do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); os maiores (ou pelo menos parte deles) passavam a impressão de terem encontrado uma mina de ouroRadares escondidos e sem aferição viraram forma fácil de ganhar dinheiro ao mesmo tempo em que formas tradicionais de fiscalização, com a presença de agentes  – tão necessária para se garantir a confiança num momento de mudanças  – pareciam ser deixadas de lado. Para complicar, a cobrança das multas era certeira, mas a pontuação nem tanto…

Como acreditar no sucesso da nova lei? Com o passar dos primeiros anos, no lugar da educação e mudança de cultura, vieram o afrouxamento nas condutas e o desrespeito às regras. A chamada indústria da multa passou a dominar as manchetes. A discussão saiu da esfera do trânsito e foi bater às portas da Justiça. Enquanto profissionais sérios e competentes se debruçavam em torno de destrinchar o novo Código e suas lacunas para defender o cidadão e moralizar as cobranças; surgiam os “tira-multas”, com promessas fáceis de ganhar recursos e nova forma de ganhar dinheiro. Perdidos no descrédito, motoristas bem e mal-intencionados se viam mais como parte de uma guerra do que como componente do trânsito com direitos e deveres. E as mortes continuavam. A impunidade também.

Dos conflitos, no entanto, foi surgindo o amadurecimento. Amadureceram a lei, as autoridades, os motoristas. E aos poucos batalhas foram sendo vencidas pela cidadania. A regulamentação do direito de defesa do motorista, em 2003, foi um grande marco, que fez recuperar um pouco da confiança no sistema. O julgamento dos recursos passou a ser mais organizado e, aos poucos, foi reduzindo a impressão de que sequer eram lidos (se não em todos, pelo menos em grande parte dos órgãos de trânsito a análise dos recursos passou a ser mais séria).

CTB completa 20 anos. Mudou?

Mas é em 2008, após uma década de CTB, que vem aquela que se propõe a ser a principal das mudanças: a Lei Seca. A restrição do uso de álcool ao volante não era novidade, pois já estava prevista na implantação do Código. Só não era cumprida. Fez-se necessária regulamentação mais rígida: menor tolerância com a bebida alcoólica, maior rigor na fiscalização e, sobretudo, na punição. Esta última, a parte mais difícil, está sempre em discussão e novos critérios serão implantados a partir de abril. Tem tudo para dar certo e, de fato, fazer reduzir acidentes, desde que haja finalmente uma conscientização, acompanhada das prometidas punições severas.

Outras conquistas importantes marcaram a segunda década do CTB e têm relação direta com a segurança dos veículos e passageiros. Entre elas estão a seriedade no uso das cadeirinhas e demais dispositivos de retenção infantil, a partir de 2010; a exigência de airbag duplo e freios ABS nos veículos novos, gradativa também a partir de 2010. Só para citar algumas.

CTB completa 20 anos. Mudou?
E o que esperar da próxima década que virá? Ainda há muito a ser feito. A educação, ponto principal,  ainda engatinha. Se colocada em prática nas escolas como planejado no início do Código, já haveria por aí uma nova geração de motoristas, com formação séria e mais consciente do trânsito.

Medidas como a inspeção veicular e o controle da travessia do pedestre sinalizam que sairão do papel. Dois temas bem distintos, mas que vêm sendo discutidos ao longo desses 20 anos. De implantação da inspeção veicular, já foram várias as tentativas. Mas dificuldades que vão desde um dilema social grave (quando se fala em restrição no uso de veículos velhos) ao problema do que será feito com essa frota, passando pelos lobbies dos mais diversos interessados, protelam uma solução. Se de fato entrará em vigor em 2019, só o tempo dirá.

Pedestres e ciclistas estão, literalmente, com os dias contados até abril, para a entrada em vigor da Resolução 706, que autoriza a aplicação de multas a suas infrações de trânsito. Se vai funcionar? Difícil imaginar. Se em 20 anos de CTB ainda falta fiscalização e cumprimento de pontos tão mais fáceis e básicos, complicado imaginar um pedestre sendo multado. Principalmente se não houver campanhas, conscientização, educação.

CTB completa 20 anos. Mudou?

Por outro lado, os esforços para redução de acidentes continuam. Em 2020, termina o período que ficou conhecido como Década de Ação pela Segurança no Trânsito, determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com este foco, o Projeto de Lei 8272/2014, aprovado mês passado pela Câmara dos Deputados e sancionado pela Presidência da República no último dia 11, deu origem à Lei 13.614/2108, que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), impondo metas para redução de acidentes e mortes no trânsito. Entra em vigor em 60 dias da publicação, ou seja, na primeira quinzena de março.

Enfim, lei bem intencionada não falta. Falta fazer cumprir. Torçamos para que, com uma segunda dose de amadurecimento, ainda seja tempo de se fazer história no trânsito desse País.

Fonte: Autopapo

Hóspedes de um hotel divertem-se com chinelos de estacionamento automático da Nissan

Combinando a derradeira expressão da hospitalidade tradicional japonesa com a tecnologia de condução autónoma da Nissan, uma pousada japonesa está a presentear os seus convidados com algumas comodidades pouco habituais: chinelos, mesas e almofadas para chão de estacionamento automático.

À primeira vista, o ProPILOT Park Ryokan parece uma qualquer outra ryokan (pousada japonesa tradicional): os chinelos estão cuidadosamente alinhados na entrada, onde os convidados retiram os seus sapatos. Os quartos de tatami estão mobilados com mesas baixas e almofadas para chão para os hóspedes se sentarem.

Mas uma enorme particularidade distingue esta ryokan das restantes: é que os chinelos, mesas e almofadas foram equipados com uma versão especial da tecnologia de estacionamento autónomo ProPILOT Park da Nissan. Quando não estão em utilização, o simples pressionar de um botão faz com que “estacionem” automaticamente nos lugares que lhes estão atribuídos.

Introduzido pela primeira vez no novíssimo Nissan LEAF, o sistema ProPILOT Park deteta os objetos em torno do icónico modelo da Nissan e permite aos condutores, com o simples pressionar de um botão, parquear automaticamente o seu automóvel num espaço de estacionamento selecionado. A mesma tecnologia está a ser utilizada nas comodidades da ProPILOT Park Ryokan como uma demonstração para entreter os convidados e reduzir o volume de trabalho do pessoal.

Como desfrutar da ProPILOT Park Ryokan

A Nissan irá oferecer uma noite gratuita na ProPILOT Park Ryokan, situada em Hakone, Japão, a um feliz par de viajantes. Para ter a oportunidade de ganhar, os concorrentes devem publicar no Twitter utilizando as hashtags #PPPRyokan e #wanttostay entre 25 de janeiro e 10 de fevereiro.

Os visitantes da galeria da sede global da Nissan em Yokohama também podem desfrutar da atmosfera da ProPILOT Ryokan e experimentar os próprios chinelos de estacionamento automático num espaço de exposição específico, aberto das 10 às 20 horas, entre os dias 1 e 4 de fevereiro. A galeria da Nissan está situada em 1-1-1, Takashima, Nishi-ku, Yokohama.

Fonte: Revista Carros

Qual consome menos: janelas abertas ou ar?

A estação mais quente do ano chegou com tudo e com isso um antigo debate: O que gasta menos combustível? Deixar as janelas abertas ou ar-condicionado ligado?

combustível

Segundo estudo realizado pela Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE), nos EUA, dirigir com o ar-condicionado ligado é a melhor maneira de economizar combustível. Mas em alguns casos pode não ser a opção mais indicada.

“Há dois fatores que devem ser considerados ao abordar esse assunto, primeiro: à forma de funcionamento do compressor de ar no veículo e a quantidade a mais de combustível que o motor precisa para operar e o segundo seria conhecido como arrasto”, explica o sócio-fundador da Cobli, startup especializada em rastreamento, telemetria e gestão de frotas, Rodrigo Mourad.

O arrasto é a resistência que o carro e todos os objetos em movimento encontram quando se deslocam pelo ar a qualquer velocidade. Hoje praticamente todos os carros são projetados para serem aerodinâmicos, porém isso é afetado quando os veículos andam com os vidros abertos, pois o ar entra pelas janelas e causa uma maior resistência.

A pesquisa realizada pela SAE aconteceu no túnel de vento da General Motors e demonstra esse “fenômeno”. Nela foram usados deslocamentos de ar frontal e lateral e indicou que ao dirigir a velocidades superiores a 80 km/h com as janelas abertas, há uma diminuição da eficiência de combustível de até 20%. Número superior se comparado ao gasto relacionado ao uso do ar-condicionado, que elevaria o consumo de combustível em cerca de 10%, devido à força que o motor precisa desempenhar para ligar o compressor do ar.

Mas, e no dia-dia, como funciona? “Quanto menor a velocidade, menor a influência da resistência do ar. Então se o veículo trafega pela cidade, por exemplo, é mais eficiente dirigir com as janelas abertas, pois o atrito com o ar quase não afetará o consumo” diz Mourad.

Outro ponto que deve ser analisado é que quando o automóvel está mais devagar o motor entrega menos potência, isso significa que ele teria que trabalhar muito mais para alimentar acessórios como o compressor de ar.

Usando os estudos como base, Rodrigo recomenda: “Nas estradas, em velocidades mais altas, ligue o ar. Se estiver na cidade, em menor velocidade, abaixe as janelas. Mas sempre com segurança!”.

Fonte: Revista Carro

Infrações deverão ser comprovadas por equipamentos eletrônicos

Agentes de fiscalização teriam de comprovar multas por meio de dispositivo tecnológico; atualmente, apenas a palavra do profissional basta

Tramita na Câmara dos Deputados Projeto de Lei que quer obrigar agentes de fiscalização a comprovarem infrações de trânsito por meio de dispositivo eletrônico, equipamento audiovisual ou outro meio tecnologicamente disponível. O PL 8377/17 é de autoria da parlamentar Mariana Carvalho (PSDB-RO).

Hoje, o artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que a declaração do agente de trânsito, ou de outra autoridade, é suficiente para comprovar a infração. A mudança no texto fará com que o “uso de aparelho eletrônico, equipamento audiovisual ou quaisquer outros meios tecnologicamente disponíveis” seja mandatório para a comprovação.

“Por mais que os agentes de trânsito não precisem provar o que afirmam, por possuírem presunção de veracidade, os cidadãos devem ter o direito de recorrer das penalidades valendo-se de provas concretas, como imagens ou qualquer outra informação passível de contraditório e ampla defesa”, comenta a deputada.

O projeto de Mariana Carvalho será analisado pelas comissões de Viação e Transportes, de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em caráter conclusivo.

Com Agência Câmara

infrações deverão ser comprovadas

Fonte: Autopapo

Sabe qual é o automóvel com mais quilómetros do mundo? Um Volvo

Sabe qual é o automóvel com mais quilómetros do mundo? Um VolvoIrv Gordon comprou o seu Volvo 1800 S em 1966 e imediatamente se apaixonou pelo seu novo automóvel. Simplesmente não era capaz de deixar de guiar.  A sua viatura foi comprada numa sexta-feira e, logo na segunda-feira seguinte, Gordon estava à porta do seu concessionário para fazer a primeira revisão. O automóvel tinha já 2.500 km percorridos.

Com um trajeto diário de 200 km, uma dedicação à manutenção e uma paixão por conduzir, este professor de ciências norte-americano atingiu, em 10 anos, 800.000 kms. Em 1987, celebrou o seu primeiro milhão de milhas percorridas no Central Park, em Nova Iorque e, em 2002 celebrou em Times Square o segundo milhão, num evento que captou a atenção dos media internacionais.

Irv Gordon detém o recorde mundial da maior distância já percorrida por um único proprietário numa viatura não comercial. Este recorde figura no Guinness Book of World Records.

O seu Volvo ainda mantém o motor e a caixa de velocidades originais. A distância já percorrida (mais de 5 milhões de kms) é superior a 127 voltas ao Mundo ou 6 idas à Lua.

Alguns números:

  • Mais de 427.330 litros de combustível utilizado
  • 3.290 Litros de óleo
  • 170.000 km/ano desde que se reformou em 1996
Fonte: Revista Carros