Após 21 anos, 70% das vítimas de trânsito morrem sem cinto

Passadas duas décadas da obrigatoriedade, mais de 53% dos passageiros do banco de trás ainda não usam cinto

Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) sobre o uso do cinto de segurança nas rodovias, mostrou números preocupantes. Descobriu-se que 53% dos passageiros que transitam no banco traseiro, 15% dos passageiros no banco dianteiro e 13% dos motoristas não usam cinto de segurança.

O mesmo levantamento expôs que, de 2012 a 2014, 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias estavam sem cinto de segurança. As vítimas fatais no banco da frente de passageiro sem cinto chegam a 38,4% e a 50,1% no caso dos motoristas.

Porém, nem dados como esses, nem a noção do grave risco que corre quem se desloca sem o dispositivo foram suficientes para, 21 anos depois de ser determinado como obrigatório em todo território nacional, conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância do uso do cinto de segurança. Esse ainda é um desafio a ser superado, o que torna campanhas com essa finalidade uma necessidade constante.

Para Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, educação para o trânsito é essencial para conscientizar e melhorar esse cenário. “Cada cidadão precisa exercer seu protagonismo no trânsito para que as ruas e vias do Brasil e do mundo se tornem mais seguras. É preciso que todos entendam que atitudes simples, como usar cinto de segurança, salvam vidas. Campanhas de educação e conscientização sempre auxiliam nesse objetivo”, enfatiza.

Simulador de impacto

Com o objetivo de conscientizar motoristas e passageiros para a importância do uso do cinto de segurança, a ARTESP elaborou uma série de ações educativas. Entre elas, foi desenvolvido um simulador de impacto. Ao passar pela experiência do simulador a pessoa vivenciava a força do impacto de uma batida (o equipamento simulava o choque de uma colisão a 5 km/h), e mesmo à baixa velocidade ampliava a sensibilidade para a importância do uso do cinto de segurança.

O equipamento foi usado entre 2016 e 2017, passou por 50 municípios do estado de São Paulo e contou com a participação de mais de 30 mil pessoas. Segundo a ARTESP ações como o do simulador de impacto têm por objetivo consolidar um pensamento coletivo para diminuir, cada vez mais, negligências, imperícias e imprudências no trânsito.

Mais de 213 mil multas em 2017

A falta do uso do cinto de segurança gerou 213.356 infrações nas rodovias federais em 2017, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. Destas, 143.913 foram pela falta de uso do dispositivo pelo condutor e 69.443 pelos passageiros.

A responsabilidade legal da utilização do cinto de segurança é do condutor, que deve conscientizar, orientar, observar e cobrar o uso do item por parte de todos os ocupantes do veículo.

A penalidade para o motorista quando um passageiro é flagrado sem o cinto de segurança é a mesma quando o próprio condutor está sem ele, resultando em uma infração grave sujeita à multa no valor de R$ 195,23, retenção do veículo até colocação do cinto pelo infrator e 5 pontos na carteira, conforme artigo 167 do CTB.

Fonte: iCarros

Cabines que parecem salas de estar são destaques na CES

Ainda não sabemos se os autônomos vão virar realidade logo, mas fato é que as cabines serão parecidas com uma sala de TV

Byton mostra carro com tela gigante na CES 2019 (Foto: Andrej Sokolow / DPA / dpa Picture-Alliance)

Empresas de tecnologia que abordam o desafio da direção autônoma estão se concentrando na “experiência do usuário” de veículos que estão se tornando cada vez mais uma extensão da vida digital das pessoas. Montadoras e empresas de tecnologia estão refinando os sistemas de segurança e navegação autônoma. Mas com a autonomia total ainda a anos de distância, há um interesse crescente em fazer dos carros um lugar para morar, trabalhar, se comunicar e aproveitar o passeio.

Na Consumer Electronics Show (CES), esta semana, os expositores exibiram tecnologia voltada para o conforto, a segurança, o entretenimento e a personalização. Byton, a fabricante de carros elétricos com sede na China que deve lançar seus primeiros veículos no final deste ano, mostrou seu sedã com um painel de 48 polegadas, no qual os passageiros podem assistir a filmes, checar mensagens e obter outras informações – embora a gama completa de serviços não seja oferecida enquanto alguém estiver dirigindo.

O carro da Byton usará reconhecimento facial para personalizar a experiência para motoristas e passageiros, com músicas e recomendações personalizadas. O carro saberia quem está dentro e, em um exemplo citado pela empresa, faria recomendações de restaurantes ao longo de uma determinada rota. “O carro poderia se tornar o dispositivo mais importante em sua vida digital”, disse Carsten Breitfeld, cofundador e presidente-executivo da Byton.

Byton mostra carro com tela gigante na CES 2019 (Foto: Andrej Sokolow / DPA / dpa Picture-Alliance)

A fabricante oferecerá o potencial de autonomia parcial, permitindo que os passageiros se concentrem em outras coisas, como assistir filmes, fazer compras com um assistente de voz ou navegar na Internet. O veículo funcionará através de voz, toque, gestos ou reconhecimento facial. “Tudo gira em torno da experiência do cliente”, disse Carsten em um evento de mídia na feira em Las Vegas, ressaltando que mais recursos aprimorados serão usados quando o carro estiver em modo autônomo ou estacionário.

Empatia e emoção

Gawain Morrison, cofundador da startup britânica de inteligência artificial Sensum, disse que o fator humano está se tornando mais importante no setor automotivo. “Até agora, boa parte da tecnologia tem sido sobre se mover do ponto A para o ponto B. A próxima geração é sobre como interagir com os humanos. Eles precisam de um entendimento sobre o estado humano em qualquer ponto da jornada”, disse. A Sensum e seu parceiro fornecedor Valeo mostraram a chamada “tecnologia de mobilidade empática”, que pode medir o estado emocional e o conforto fisiológico dos ocupantes e ajustar suas configurações ambientais de acordo.

A montadora sul-coreana Kia apelidou seu sistema de “Condução adaptável à emoção em tempo real”, com uma cabine baseada em IA emocional que analisa o estado emocional de um motorista monitorando expressões faciais, frequência cardíaca e atividade eletrodérmica. “O sistema permite a comunicação contínua entre motorista e veículo através da linguagem não falada do ‘sentimento’, proporcionando assim um espaço ótimo e orientado para o sentido humano para o motorista em tempo real”, disse Albert Biermann, presidente e chefe de pesquisa da Hyundai, proprietária da Kia.

Sistema da Kia batizado de "Condução adaptável à emoção em tempo real" na CES 2019 (Foto: Divulgação)

Alertas de sonolência

A fabricante alemã de equipamentos automotivos Continental mostrou seu sistema de monitoramento que pode detectar se um motorista está distraído ou sonolento, em linha com as recomendações da União Europeia. “Você pode receber um alerta visual, ou o assento vai vibrar, ou o volante vai vibrar”, disse o executivo da Continental Heinz Abel. “Isso faz parte de um esforço para guiar sua atenção de volta à estrada”.

Vários fabricantes de equipamentos apresentaram o que chamaram de “cabine do futuro”, que poderia estar disponível para veículos convencionais e adaptados para o modo autônomo. A Visteon, uma antiga unidade da Ford que fabrica equipamentos automotivos, exibiu sua unidade de controle eletrônico que integra a direção e gerencia outros sistemas, como informações e entretenimento.

Plataforma para carros autônomos da Visteon na CES 2019 (Foto: Robert LEVER / AFP)

Upton Bowden, chefe de novas tecnologias da Visteon, disse que os fabricantes de equipamentos oferecerão uma “cabine de transição”, que ajuda as pessoas a entenderem o que está acontecendo no modo autônomo. “Você quer que os ocupantes confiem no sistema”, disse Bowden. “Quando você entra em um veículo automatizado você não tem conhecimento desse sistema, então você tem algum nível de desconforto”.

A chave para superar a desconfiança, disse, é oferecer mais transparência: “Podemos dar a você uma imagem digital em tempo real do que está acontecendo, pegando os dados e transformando-os em uma experiência do usuário gráfica”.

Bowden disse que esses sistemas podem ser especialmente úteis para serviços de transporte autônomos, permitindo a personalização da experiência através de tecnologia baseada em nuvem. “Ele reconheceria quem você é e lidaria com o pagamento através do reconhecimento facial”, disse. “Ele pode emparelhar instantaneamente com sua conta na nuvem e importar suas estações de rádio favoritas e outras informações”.

Fonte: Revista Auto Esporte

CES 2019: Carro inteligente tem assistente-avatar e muda até cheiro conforme emoção do passageiro

Indústria automotiva mostra um futuro de veículos tão customizados quanto os smartphones e que interagem cada vez mais, graças à inteligência artificial.

'Carros inteligentes' ajudam motorista a achar vaga e até mudam cheiro do ambiente

‘Carros inteligentes’ ajudam motorista a achar vaga e até mudam cheiro do ambiente

Há tempos a CES, maior feira de tecnologia do mundo, foi invadida por novidades para veículos. Na edição deste ano, com carros autônomos mais próximos de virar realidade, os automóveis estão ainda mais “inteligentes” e, como um smartphone, customizados conforme as preferências de seu motorista ou do passageiro.

Conforme o que está sendo exibido no evento em Las Vegas, o reconhecimento facial irá além de destravar o carro, por exemplo. Os veículos do futuro vão “enxergar” os sentimentos dos usuários por meio de inteligência artificial.

E a “mãozinha” que a tecnologia já oferece aos motoristas ficará ainda mais elaborada: vai dar para rodar até com um instrutor-avatar dentro do carro.

Instrutor virtual

Esse assistente é uma aposta da Nissan para ajudar o motorista com dicas de condução. Por meio de realidade aumentada, o sistema chamado “Metaverse” põe um avatar no banco do passageiro.

Na feira, ele foi mostrado por meio de óculos de realidade aumentada. A ideia da montadora é que, futuramente, o assistente-avatar possa ser uma pessoa real que será transportada virtualmente para a cabine do carro, como se fosse um holograma.

Outro sistema, o “Invisible-to-Visible”, vai permitir ao motorista “enxergar” possíveis perigos que não estão à vista, como se tivesse uma visão de raio-X. Ele permite ver que existe um congestionamento à frente e mudar de caminho e até enxergar uma vaga para estacionar antes de chegar nela.

Para isso, de acordo com a montadora, o dispositivo mescla informações de sensores internos e externos dos carros com dados armazenados na nuvem.

Tecnologia da Nissan promete ajudar motorista a 'enxergar o invisível' — Foto: Nissan/Divulgação

Tecnologia da Nissan promete ajudar motorista a ‘enxergar o invisível’ — Foto: Nissan/Divulgação

Mudando o cheiro do carro

O conceito apresentado pela Kia busca perceber o que o motorista está sentindo para deixar o ambiente mais agradável e animado.

Com foco principalmente em veículos autônomos, a tecnologia batizada pela marca de “Read Motion” usa inteligência artificial para fazer leitura facial, além de considerar os batimentos cardíacos e a temperatura corporal dos passageiros. Com base nesses dados, o carro pode esquentar ou resfriar a cabine e até mesmo mudar o cheiro do ambiente.

Os ocupantes também podem alterar todos esses elementos por meio de gestos.

Kia mostra tecnologia de carro que "sente" como o passageiro está — Foto: Steve Marcus/Reuters

Kia mostra tecnologia de carro que “sente” como o passageiro está — Foto: Steve Marcus/Reuters

Carro ou smartphone?

Com painel totalmente digital e telas para os passageiros do assento traseiro, a Samsung mostrou na CES o “Digital Cockpit”. Como um smartphone, o sistema de entretenimento e informações pode ser totalmente customizado de acordo com o gosto do usuário.

Por meio de câmeras, a inteligência artificial reconhece o passageiro (ou motorista) e ajusta bancos, temperatura e trilha sonora de forma automática conforme as preferências previamente estabelecidas.

Samsung apresentou o conceito virtual cockpit na CES 2019 — Foto: Steve Marcus/Reuters

Samsung apresentou o conceito virtual cockpit na CES 2019 — Foto: Steve Marcus/Reuters

Fonte: G1

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Foi flagrado dirigindo usando o celular? Confira o valor da multa e as punições.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Excesso de velocidade e embriaguez. O uso do celular ao volante só perde para essas outras irresponsabilidades quando se trata de mortes no trânsito brasileiro, segundo mostra uma pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, a Abramet.

Nos Estados Unidos a situação não é diferente. No ano de 2016, mais de 3.400 motoristas morreram devido à distração do celular.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Para ser ter uma ideia do perigo, se você verificar uma mensagem que chega no WhatsApp ou SMS, trafegando a uma velocidade de 80 km/h, isso equivale a dirigir em torno de um campo de futebol com os olhos fechados.

Se abrir o Facebook, conduzindo um veículo à 50 km/h, significa o mesmo que deixar o carro andando sozinho por uma extensão de 12 automóveis enfileirados. O estudo foi apresentado pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária, Cesvi.

A pesquisa também faz uma comparação se o indivíduo carregar o feed do Instagram. Conduzindo um carro a uma velocidade de 50 km/h é o mesmo que andar em uma extensão de duas carretas enfileiradas, detalhe, também de olhos fechados.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Os condutores chegam a ficar, em média, 4,5 segundos sem prestar atenção na via enquanto dirige porque estão olhando algo no celular. Esse é o tempo suficiente para ocorrer um grave acidente.

Os estudos ainda indicam que atender uma ligação ou dar uma simples olhada no feed de notícias enquanto dirige é tão perigoso quanto trafegar sob efeito de bebida alcoólica. A irresponsabilidade pode ampliar em 400 vezes a possibilidade de causar um acidente.ão

Tipos de distração ao dirigir

Especialistas em segurança no trânsito dizem que há quatro tipos de distração ao mexer no celular no volante, são eles: visual, cognitiva, física e auditiva.

distração visual é prejudicada quando o condutor deixa de prestar atenção no trânsito para olhar o aparelho, ou pegar algo que caiu no chão e até mesmo mexer no porta-luvas.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

distração cognitiva é quando ocorre um desligamento momentâneo da atenção. É quando o indivíduo acaba pensando no que acabou de ver no celular e de repente uma criança ou animal pode aparecer na frente do carro, ocasionando um grave acidente.

Todo condutor sabe que as duas mãos devem estar no volante e a física trata exatamente disso. É aquele momento em que o motorista tira uma das mãos para discar no smartphone ou para responder uma mensagem.

Já a distração auditiva é quando a pessoa deixa de se atentar aos sons do carro e do trânsito, como no caso de estar passando uma ambulância, para ouvir uma mensagem de voz, por exemplo.

Qual a multa para quem dirige usando o celular?

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor
O uso do aparelho celular enquanto dirige é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Não chega a ser considerado crime de trânsito, contudo, é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47 e aplicação de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Por outro lado, a legislação também apresenta punição para quem dirige utilizando fones de ouvido mesmo com as mãos no volante. Segundo o CTB essa é uma infração média, com multa de R$ 130,16 e mais 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Confira a seguir o que diz a legislação vigente sobre o tema:

“Art. 252. Dirigir o veículo:

(…)

V – com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo;

VI – utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular;

Infração – média;

Penalidade – multa.

Parágrafo único. A hipótese prevista no inciso V caracterizar-se-á como infração gravíssima no caso de o condutor estar segurando ou manuseando telefone celular.”

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Segundo apuramos via dados do Governo Federal, o número de multas aplicadas nos sete primeiros meses de 2018 foi 33% maior do que em todo o ano de 2017, revela o Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf).

Ainda durante esse período, enquanto em 2017 foram 571,6 mil multas aplicadas pelo uso do celular ao volante, em 2018 esse número saltou para 759,7 mil.

A mudança na punição para quem dirige mexendo no celular

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

A situação chegou a ficar tão preocupante que foi preciso uma alteração na legislação. Antes de 2016, a infração para o motorista que fosse flagrado mexendo no celular era considerada média.

O número crescente de acidente fez com que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) alterasse a punição deixando-a mais rigorosa, como mostramos anteriormente, agora considerada infração gravíssima.

A medida de alteração foi sancionada em maio de 2016 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), onde ainda alterava os valores das multas, ficando mais caras, além do fim da apreensão do veículo quando o motorista é pego sem a Carteira Nacional de Habilitação ou com o documento cassado.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Ainda 2016 o hospital Samaritano de São Paulo revelou uma pesquisa apontando que 80% dos motoristas usam o celular enquanto dirige e 8% não deixaria de jeito nenhum o hábito de mexer no aparelho ao volante.

O que as montadoras e redes sociais estão fazendo para conscientizar?

Empresas como Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram ainda não possuem politicas e métodos para alertar o motorista sobre o perigo de dirigir e mexer em suas plataformas. Mas algumas empresas e montadoras vêm se preocupando com essa questão e tomando algumas providências com o objetivo de conscientizar e mudar essas estatísticas.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

A Ford integrou em seu sistema de entretenimento o emparelhamento com o Waze, evitando, assim, o uso do aparelho celular enquanto dirige.

Outros gigantes da tecnologia também já tomaram algumas medidas de inovação, o Google lançou o Android Auto e a Apple conta com o CarPlay, ambos são sistemas exclusivos para automóveis, permitindo que o motorista continue conectado enquanto dirige, porém, sem desviar totalmente a atenção dele olhando para o celular.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Montadoras como Volvo, Ford, Renault, Jeep, Nissan, Toyota e BMW já adotaram o sistema da americana Apple e oferecem esse recurso aos seus clientes.

Essas plataformas possibilitam a integração do celular com a central multimídia do automóvel.

Nele é possível acessar aplicativos, ouvir música, fazer ligação, dentre outras funcionalidades. O Android Auto permite responder mensagens por comando de voz, através do recurso Google Assistant.

Multa por dirigir usando o celular: veja o valor

Mesmo nessa tecnologia, que utiliza principalmente o bluetooth para integração, a falta de atenção ainda pode ser prejudicada, há pessoas que defendem e outras que criticam esse sistema.

Fonte: Notícias Automotivas

Aprenda a poupar freios na descida de serra para evitar acidentes

Abusar dos freios em descidas íngremes pode resultar em perda de eficiência do sistema e causar acidentes

Calota de carro
O primeiro efeito colateral do superaquecimentos dos freios é a queda da calota, por causa da transferência de calor da roda para ela. É por isso que é comum encontrar várias delas no acostamento de estradas íngremes. Foto: Werther Santana/Estadão

Nas férias, o destino de muita gente são as praias e as montanhas. No entanto, atrás da beleza dos caminhos serranos, há o perigo da perda de eficiência dos freios. Descidas longas sempre representam ameaça à segurança. A razão é que o atrito prolongado entre discos e pastilhas (ou lonas e tambores, dependendo do veículo) eleva a temperatura do conjunto. E, com o aquecimento, a eficiência diminui.

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A primeira consequência de superaquecimento nos freios é a queda da calota. Ela cai porque as rodas esquentam tanto que chegam a derreter o plástico. Isso explica a quantidade de calotas perdidas em trechos de serra.

A perda da cobertura, porém, é o menor dos males. Sem freios, o risco de acidentes aumenta muito. Para não superaquecer o sistema, é importante utilizar o freio-motor. Elevando a rotação do motor, ele ajuda a segurar a velocidade do veículo em declives, sem uso excessivo dos freios.

De acordo com o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal Ricardo de Paula, em carros com câmbio manual, o ideal é descer a serra utilizando a mesma marcha que seria empregada na subida. Assim, trechos muito íngremes, que exigiriam uma segunda marcha na subida, devem também ser descidos em segunda, para poupar os freios.

Segundo De Paula, que é também instrutor de direção, descer com o giro elevado “não força o motor e também não gasta combustível”. Ao contrário do que ocorre nos motores com carburador, o combustível é cortado quando se tira o pé do acelerador em propulsores com injeção eletrônica.

Veículos automáticos mais modernos fazem a redução sozinhos. Mas, caso a rotação do motor esteja baixa (sinal de que não há atuação de freio-motor), De Paula recomenda a redução manual. Isso pode ser feito por meio das borboletas no volante (se houver) ou na própria alavanca.

Como proceder se faltar freio

De acordo com o porta-voz da PRF, o aumento no curso do pedal de freio é o primeiro sinal de que o sistema está perdendo eficiência: “É aquela sensação de freio ‘borrachudo’”, diz.

Nesse caso, ele aconselha que se reduza a marcha até o limite de giro do motor. Com isso, a velocidade diminui aos poucos. Com o veículo devagar, fica fácil parar no acostamento (ou, se possível, em algum posto de serviços). “Depois de esfriar, os freios voltam a funcionar”, afirma.

De Paula alerta para o risco de se tentar parar o carro utilizando o freio de mão. Como ele atua nas rodas traseiras, caso o volante esteja levemente virado o veículo pode rodar na pista, com sérias consequências.

Fonte: Estadão

Mobilidade e zero emissões estão na rota da indústria automotiva

Conheça os incentivos mundiais para os veículos elétricos e quais tecnologias chegarão ao Brasil a partir de 2019

Os carros elétricos e híbridos são o futuro. Veja como prometem otimizar a mobilidade
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Os carros elétricos e híbridos são o futuro. Veja como prometem otimizar a mobilidade

Portugal é um dos principais destinos turísticos do mundo não apenas para brasileiros. Obviamente, por lá, a indústria de aluguel de carros tem uma demanda crescente e o que chama atenção é que a maior busca dos viajantes é por carros elétricos. Uma ótima notícia já que, proporcionalmente, o país tem a maior rede de abastecimento para carros elétricos do continente europeu, além de subsídios especiais para a compra de veículos do tipo.

Não surpreende, então, que a fabricante americana de carros elétricos Tesla tenha escolhido Lisboa para anunciar seus planos futuros e a data de sua chegada oficialmente ao continente europeu. A estratégia da marca para a Europa terá início com o Tesla Model 3.

Entre os carros elétricos, a Tesla escolheu Portugal para iniciar as vendas do Model 3, um belo sedã
Divulgação

Entre os carros elétricos, a Tesla escolheu Portugal para iniciar as vendas do Model 3, um belo sedã

Em fevereiro, começam as vendas do modelo topo de linha, o de maior autonomia, com duas opções chamadas Long Range, ambas com bateria de 75 kWh, tração integral e dois motores. A potência combinada é de 354 cv e faz de 0 a 100 km/h em 4,5s. A autonomia prometida é de até 544 km. A versão Long Range AWD sairá em Portugal pelo equivalente a R$ 265 mil.

A Europa tem registrado alta nas vendas de elétricos e híbridos em muitos países e atingiu recentemente uma frota de mais de um milhão de veículos do tipo. Os resultados são reflexo de amplos programa de incentivo que, conforme o país, passam por bônus ao compradores, isenção fiscal, liberação de estacionamento e pedágios, benefícios especiais para táxis, frotas corporativas e de aplicativos e vendas especiais para carros compartilhados. E, claro, um expressivo aumento de pontos de recarga.

Neste contexto, o novo Nissan Leaf é o automóvel elétrico mais vendido na Europa. Ele oferece boa aceleração e bom desempenho com um motor totalmente elétrico e avançadas tecnologias, como o e-Pedal e as funcionalidades de condução autônoma ProPILOT e ProPILOT Park. A bateria de 40 kWh do novo Leaf oferece uma autonomia de condução de 270 km.

Incentivos para carros elétricos no mundo

Com um design arrojado, o novo Nissan Leaf é o líder de vendas entre os carros elétricos na Europa
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Com um design arrojado, o novo Nissan Leaf é o líder de vendas entre os carros elétricos na Europa

Estados Unidos, Japão e China também estimulam a compra de carros elétricos. Mesmo com a recente ameaça do Governo Trump de cortar o subsídio federal (nos EUA, um terço do valor é devolvido ao comprador em forma de crédito fiscal), hoje há mais de 18.000 estações de recarga públicas no território americano especialmente na Califórnia. Ou seja, há mais pontos de abastecimento do que filiais do McDonald’s por lá.

Entre os três elétricos mais vendidos nos Estados Unidos, o SUV da Tesla, o Model X, merece destaque. Isso porque traz elegantes portas traseiras “falcon wings” (de abertura vertical), que facilitam a entrada para a terceira coluna de bancos, já que o carro leva até sete pessoas. Ainda vem equipado com tela digital touchscreen de 17 polegadas (prometendo atualizações com melhorias de performance e novos recursos), para-brisas que se estendem até o teto e iluminação por LED. O Model X tem autonomia prometida de 470 quilômetros, garantindo viagens bem longas. O preço é US$ 132 mil (cerca de R$ 520 mil).

Carros elétricos e híbridos no Brasil

O SUV Tesla Model X é o destaque nas vendas dos carros elétricos nos EUA e um sonho de desejo de muitos americanos
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O SUV Tesla Model X é o destaque nas vendas dos carros elétricos nos EUA e um sonho de desejo de muitos americanos

Por aqui, os modelos podem começar a chegar com mais força com a aprovação pelo Governo Federal do programa Rota 2030. Dentro dele, a alíquota do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) dos carros elétricos e híbridos (com um motor elétrico e outro a combustão) sairá dos 25% atuais para uma faixa de 7% a 20% – o percentual vai depender do peso do veículo e da eficiência energética (consumo mais baixo de combustível e menor emissão de poluentes).

Os híbridos com etanol (flex) terão um desconto “extra” de 2 pontos percentuais no IPI. Nenhum carro desse tipo é vendido ainda, mas a Toyota deve ter a nova geração do Corolla Hybrid flex com essa característica a partir de 2020. Em tempo: os elétricos são identificados pela sigla BEV e os híbridos como HEV (motor elétrico recarregado pelo motor a combustão) ou PHEV (motor elétrico recarregado por tomada externa associado a um motor de combustão interna).

Entre os carros elétricos e híbridos do Japão, a Toyota antecipou o modelo de 2020  que terá versão com motor flex
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Entre os carros elétricos e híbridos do Japão, a Toyota antecipou o modelo de 2020 que terá versão com motor flex

Os modelos oferecidos atualmente no mercado brasileiro são o Toyota Prius , o Lexus CT 200h, o Volvo XC90 T8, o Porsche Panamera Turbo S-E Hybrid, o Porsche Cayenne S-E Turbo Hybrid, o BMW i8 e o BMW i3. O Fusion Hybrid, primeiro modelo deste tipo no país tem um futuro incerto, pois não se sabe se continuará sendo vendido na configuração atual.
Em 2019, teremos ainda novidades como Nissan Leaf, Chevrolet Bolt e o Renault Zoe . Sucesso de venda na Europa, o Zoe já tem preço por aqui: R$ 149 mil. Com 300 km de autonomia, ele é 100% elétrico, tem sistema de bateria Zero Emisson e não emite poluentes, ruídos de motor ou de mudança de marcha.

Segundo a Renault, conta com sistema de carregamento que se adapta a diferentes níveis de potência, o Chameleon Charger, que capta a quantidade máxima de energia disponível, reduzindo o tempo de carregamento e otimizando a rotina de uso. Com 100% de torque desde o início, vai de 0 a 50 km/h em 4 s.

A Renault já vende no Brasil o Zoe, que ante os carros elétricos da concorrência, deverá fazer certo sucesso em 2019
Caue Lira/iG

A Renault já vende no Brasil o Zoe, que ante os carros elétricos da concorrência, deverá fazer certo sucesso em 2019

Em suma: o Rota 2030 abre um caminho para o futuro da mobilidade no Brasil, embora as vendas de elétricos aqui ainda estejam aquém do necessário para serem consideradas expressivas. O programa governamental tem a duração de 15 anos e foram anunciadas apenas as primeiras medidas para o triênio 2019 a 2022. Espera-se muito mais para que um dia os carros elétricos e híbridos sejam realidade para nós brasileiros. Quem sabe, em breve, a Tesla se anime também em vir para o Brasil.

Fonte: Carros – iG

Volkswagen anuncia a volta da Kombi. E ela será elétrica e com design futurista

A Volkswagen, montadora alemã, anunciou recentemente que lançará uma versão elétrica de seu icônico micro-ônibus hippie em 2022. A Kombi, comercializada durante 63 anos e aposentada em 2013, está sendo chamado de The Buzz, e é um dos 30 modelos elétricos que a empresa espera lançar ao público.

Além da van remodelada, a Volkswagen também lançou o conceito de arte para outros dois modelos – um hatchback e um crossover SUV – que abrirá o caminho para uma linha de carros mais ambientalmente amigável.

“Para mim, o conceito do Buzz é o carro elétrico mais bonito e emocionante do mundo”, disse o Dr. Herbert Diess, presidente do conselho de administração da marca Volkswagen na Califórnia.

“Nosso objetivo é claro: queremos tornar o carro totalmente elétrico, totalmente conectado, um best-seller em todo o mundo. O carro emblemático da era elétrica deve ser um Volkswagen “.

“Esses carros oferecerão tudo – e ainda mais – do que você viu de outros fabricantes de automóveis elétricos”, diz Diess. “E eles serão muito mais acessíveis.”

Além disso, como forma de conciliar a história hedionda dos motores movidos a diesel e a poluição, a Volkswagen concordou em gastar milhões de dólares para financiar a expansão de estações de recarga em toda a América.

Fonte: Hypeness

Veja 5 tecnologias que vão mudar o futuro dos carros

Eles serão elétricos, autônomos e compartilhados. Dependendo do seu perfil, você nem precisará mais de um

Antes de uma viagem de trem para outra cidade, o rapaz colocou seu carro à disposição de outros proprietários de Volvo. Estes, aliás, utilizam apenas seus smartphones para destrancar a porta, dar a partida e sair dirigindo.

O serviço funciona como uma locadora, com a diferença de que você estará alugando o carro particular de outra pessoa. É um conceito bem interessante, levando em consideração a intuitividade do serviço. O Grupo BMW também desenvolveu o DriveNow, que coloca veículos de sua frota – contando também com carros da Mini – à disposição dos clientes. Neste caso, não são veículos particulares. O aplicativo DriveNow já funciona em diversos países da Europa, incluindo Portugal.

3 – Veículo autônomo

Demonstração do sistema de sensores autônomos desenvolvidos pela Bosch para o futuro dos carros
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Demonstração do sistema de sensores autônomos desenvolvidos pela Bosch para o futuro dos carros

O veículo autônomo é um sonho que, recentemente, mostrou-se capaz de virar realidade. Este assunto gerou até mesmo uma lista à parte, quando enumeramos cinco coisas que o carro autônomo poderá fazer por você em um futuro não muito distante. Mas fica aqui um breve resumo do futuro.

Com um carro autônomo, você nunca mais precisará achar uma vaga na rua ou no shopping. Bastará descer onde quiser e programá-lo para procurar por uma vaga sozinho. Outra qualidade que destacamos é a possibilidade de utilizar notebook ou celular “ao volante”. Atualmente, alguns carros já possuem tecnologia semi-autônoma, mas o uso dos aparelhos continua proibido.

A popularização dos veículos autônomos também poderia acarretar em menos acidentes. O Departamento de Segurança Viária dos Estados Unidos publicou um estudo que aponta que 92% dos acidentes de carros no país acontecem por erro humano. Como a aplicação seria gerenciada por um sistema de inteligência artificial, os números poderiam baixar drasticamente. Enfim, para mais detalhes sobre isso, confira nossa lista no link abaixo.

4 – Carros elétricos

O elétrico Chevrolet Bolt EV também está dentro das futuras tendências do futuro dos carros
Divulgação

O elétrico Chevrolet Bolt EV também está dentro das futuras tendências do futuro dos carros

Esta é uma das inovações mais próximas do Brasil. O Rota 2030 finalmente foi aprovado, e um de seus tópicos prevê uma redução generosa do IPI cobrado em veículos autônomos. Se não houver qualquer alteração no que foi proposto pela Anfavea, o imposto cairá de 25% para apenas 7%.

A aprovação do Rota 2030 foi um alívio para diversas montadoras. A Nissan, por exemplo, tem o sonho antigo de vender o Leaf no Brasil. Ele finalmente está confirmado, e deverá chegar ao País no primeiro semestre de 2019. A Chevrolet também se interessou pela eletrificação, e já confirmou que trará o Bolt ao Brasil. Nós, inclusive, já andamos no modelo por alguns dias em São Paulo.

Outra marca que não quer ficar atrás quando falamos de eletrificação é a Volkswagen. A marca alemã já confirmou que trará o e-Golf, bem como a variante híbrida Golf GTE, para o Brasil,  que vaiacontecer em 2019, segundo apurou a reportagem de iG Carros.  As movimentações que mencionamos mostram que você deveria ir se acostumando com a ideia de ter um veículo elétrico no futuro.

5 – Aplicativos de mobilidade

Uber, Cabify e 99 Táxi são aplicativos que ajudam bastante quem precisa se locomover e faz parte do futuro dos carros
Divulgação

Uber, Cabify e 99 Táxi são aplicativos que ajudam bastante quem precisa se locomover e faz parte do futuro dos carros

Seguro, estacionamento, manutenção, impostos e combustível. São vários os custos que devemos considerar quando pensamos em ter um carro. Para algumas pessoas, isso nem chega a fazer mais sentido. Especialistas apontam que apps de transporte como Uber, 99 Táxi e Cabify são mais eficazes para andar curtas distâncias na cidade do que simplesmente ter um carro para uso pessoal.

Dependendo da maneira que você utiliza o seu carro, pode ser melhor que nem precise ter um. Claro, isso muda de pessoa para pessoa. Seria difícil imaginar uma mãe de família que sai do trabalho para buscar os filhos na escola, e ainda precisa passar no mercado para fazer as compras semanais utilizando apenas aplicativos de mobilidade, mesmo que por distâncias curtas. Mas para uma pessoa que tem estilo de vida um pouco mais “individualista”, vale a pena colocar as contas na ponta do lápis para ver se ainda vale a pena ter um carro. Portanto, o que você aprendeu sobre o futuro dos carros após a nossa lista?

Fonte: Carros – iG

Como prolongar a vida útil dos pneus

Como prolongar a vida útil dos pneus

Como prolongar a vida útil dos pneus

Texto: Carol Vilanova

Fotos: Divulgação

O para e anda do trânsito, ruas esburacadas, condições de chuva, falta de manutenção e eventuais acidentes. Todos esses fatores influenciam na vida útil dos pneus do seu veículo. No final, onde vai parar esse prejuízo? No seu bolso. Afinal, pneus bem cuidados influem diretamente no custo de operação do veículo, isso sem falar na segurança. Ou seja, para aumentar a durabilidade dos pneus só existe uma maneira: realizando as manutenções preventivas.

O interessante é que para garantir a confiabilidade dos pneus, a indústria de pneumáticos está frequentemente investindo em novas tecnologias e desenvolvendo novos produtos, e na pratica, quem não investe em manutenção, coloca todo esse trabalho a perder.

Segundo a ANIP, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, os fabricantes destacam como ponto importante a qualidade e a distinção dos materiais responsáveis pela produção dos pneus automotivos, que possuem certificação compulsória pelo INMETRO. O usuário do pneu conta também com garantia de cinco anos contra defeitos de fabricação.

Para preservar a vida útil dos pneus, é recomendado atenção com a pressão, o rodízio, o limite de desgaste e tomar atitudes para evitar avarias, incluindo manutenção de itens do sistema de suspensão. A ANIP indica ainda evitar a sobrecarga, o que proporciona ainda mais rendimento e economia de combustível.

Calibragem

O primeiro passo para calibrar o pneu corretamente é saber quanto de pressão é adequado ao tipo de pneu do seu veículo. Fique esperto pois quando roda na cidade é indicada uma pressão e na estrada outra. As especificações estão registradas no manual do proprietário. Faça a calibragem quando os pneus estiverem frios.

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Rodízio

Esse é um assunto delicado, pois todo mundo sabe, mas ninguém faz o rodízio de pneus periodicamente, a não ser na hora da revisão do veículo. Mas é importante frisar que esse processo tema função de compensar a diferença de desgaste dos pneus, ou seja, é essencial para garantir mais durabilidade, eficiência e estabilidade em curvas e fradas.

Como prolongar a vida útil dos pneus

Como prolongar a vida útil dos pneus

Limite de Segurança

A profundidade de sulcos limite de desgaste do pneu é identificada pelo limite de segurança, TWI, especificado em 1.6 mm. Se o sulco estiver abaixo dessa medida, significa que o pneu está desgastado demais, ou careca, e impossibilitado de rodar. A resolução do Contran 558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal, e o veículo pode ser apreendido.

TWI: indica o desgaste do pneu

TWI: indica o desgaste do pneu

Manutenção do undercar

Aqui também mora o perigo, pois não adianta comprar pneus novos se os componentes do sistema de suspensão estiverem em mau estado. O que acontece? Os pneus novinhos vão se deteriorar mais rapidamente e irregularmente em muitos casos. Portanto, para garantir a segurança e a vida útil dos pneus, faça o check up de itens como amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas, já que agem diretamente sobre os pneus.

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Balanceamento de Roda e alinhamento de direção

Fez o rodízio, colocou um pneu novo ou atingiu os 10 mil km rodados, o próximo passo é fazer o balanceamento das rodas e o alinhamento da direção. Veículo desbalanceado e sem alinhamento sofrem com perda de tração, estabilidade e desgaste acentuado de pneus. Ou seja, o veículo se torna instável e inseguro, condições ideais para um acidente.

As vezes parece chover no molhado, mas ainda tem gente que acha que economizando na manutenção vai lhe render algum dinheiro. Porém, é exatamente o contrário, investir na revisão periódica do seu veículo, e em especial, dos itens de segurança como pneus, vai te trazer benefícios em longo prazo, além de deixar você, os ocupantes do seu carro e os de outros também muito mais protegidos durante o trabalho. Fique esperto!

Fonte: Oficina News

É possível aproveitar o óleo que sobra na hora da troca?

Ela pode ter menos densidade e, por consequência, aumentar o consumo; os demais boatos não passam de especulação.

Os combustíveis são fontes quase inesgotáveis de boataria. Muito se fala sobre fórmulas mágicas para aumentar potência e diminuir o consumo. A especulação da vez é sobre a gasolina formulada. Alguns postos de combustíveis estão tão preocupados com a má fama desse tipo de gasolina que até colocaram faixas afirmando que só vendem a gasolina refinada.

Mas, afinal, o que é a gasolina formulada?

Bem, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), toda a gasolina produzida no Brasil é formulada. Isso porque a gasolina é uma mistura de correntes de hidrocarbonetos que pode ser obtida por diferentes processos. Podendo ser feita por refinaria ou por outros agentes econômicos autorizados pela ANP, como formuladores e centrais petroquímicas.

O Diretor de Combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Rogério Gonçalves, explica que a afirmação está correta, mas que existe uma diferença entre os processos citados: a gasolina refinada é feita pelas refinarias e a gasolina apelidada de formulada é “montada” pelos formuladores.

“A ANP criou há algum tempo a função de formulador, que é a empresa que compra a matéria-prima das refinarias e monta um composto chamado de gasolina formulada” explica Gonçalves. Como a ANP não exige, desde 2015, um padrão de densidade para a gasolina, as empresas formuladoras podem fazer um composto mais leve, com menos massa e, consequentemente, menos energia.

O diretor de combustíveis completa “a ‘gasolina formulada’ produzida adequadamente, com matérias-primas de qualidade, não traz nenhum malefício para o carro. Isso porque as especificações da ANP valem também para esse tipo de gasolina. A única diferença possível é o pior consumo”. Para tentar sanar esse problema, a AEA propôs à ANP estabelecer limites de densidade na especificação do combustível. De acordo com o especialista, a Europa também adota massa específica para a gasolina. Gonçalves afirma, ainda, que fazer essa análise é fácil, os medidores poderiam, inclusive, ficar instalados nas bombas dos postos.

Um Projeto de Lei tramita na Câmara dos deputados com o intuito de obrigar os postos a informarem se a gasolina vendida é refinada ou formulada. Alguns Estados, como o Paraná, já exigem que os postos de combustíveis a indicar qual o tipo de gasolina estão oferecendo aos consumidores.

Já ouviu falar em gasolina formulada? Desvendamos os boatos mais comuns sobre esse tipo de combustível que nada mais é que uma gasolina feita com matéria-prima comprada nas refinarias por empresas autorizadas pela ANP.

Visto que é um direito do consumidor saber a origem dos produtos que compra, a AEA enxerga com bons olhos a iniciativa do PL. De acordo com a ANP, desde que a gasolina atenda às especificações estabelecidas, a origem da sua produção não interfere na qualidade do produto.

Formuladores

Para trabalhar como agente formulador de combustíveis, a empresa precisa atender aos requisitos técnicos, econômicos e jurídicos dispostos na Resolução ANP nº 5, de 26/01/2012. Atualmente apenas três instituições estão autorizadas pela ANP para produzir a gasolina formulada. São elas: Copape Produtos de Petróleo LTDA,  Decal Brasil LTDA e EGCEL, sendo que a última ainda está em construção.

A reportagem tentou entrar em contato com as duas empresas em operação para saber para quem as formuladoras vendem a sua gasolina, mas não obteve sucesso.

Veja, abaixo, as falácias mais comuns quando o assunto é gasolina formulada:

  • Rende de 10 a 15% menos que a gasolina comum
 Não há pesquisas registradas que analisem uma quantidade suficiente de ‘gasolinas formuladas’ para confirmar o número. Mas é uma possibilidade.
  • É mais fácil de ser adulterada

A gasolina de fomuladores pode ser adulterada, assim como a refinada. Inclusive as duas possuem o mesmo comportamento no teste da proveta.

  • Uso a longo prazo pode entupir bicos injetores

Essa afirmação não faz sentido. Até porque, se a gasolina é mais leve, tende a depositar menos resíduos.

  • É feita a partir das sobras do processo de refinamento de outros combustíveis

A ‘gasolina formulada’ é feita a partir de matérias-primas compradas das refinarias

  • Deve ser vendida por preços inferiores

Não há nenhuma determinação na lei que obrigue os postos a discriminar os dois tipos de gasolina

Na dúvida, abasteça em postos de confiança.

Irrelevante

Em fevereiro, os dois agentes econômicos denominados formuladores – Copape e Decal – produziram cerca de 12 mil m³ de gasolina, enquanto a produção total do país foi de cerca de 4,2 milhões de m³. A quantidade de ‘gasolina formulada’ corresponde a 0,2% do total do combustível produzido no mês.

Fonte: Autopapo