Oficina: posso trocar as medidas de rodas e pneus do meu carro?

Alteração mais comum na personalização automotiva precisa ser feita com cuidado, pois há riscos envolvidos – de segurança e até multas

Rodas aro 18 não ajudam tanto no conforto de rodagem (Foto: Divulgação)

alteração das medidas de rodas e pneus é possível. Mas a prática precisa de cuidados, pois há aspectos técnicos envolvidos na modificação. Ao dar um toque pessoal no veículo, é fundamental ler o manual de instruções do carro e procurar por medidas equivalentes.

As próprias fábricas oferecem, em alguns modelos, opções de medidas ao que vem de série. Versões mais caras, por exemplo, costumam utilizar rodas maiores e pneus mais largos do que as configurações de entrada.

Por isso, antes de fazer alterações, é preciso seguir critérios técnicos. Alterar sem conhecimento pode comprometer a segurança porque há mudança no comportamento dinâmico do veículo. O volante pode ficar mais pesado e existe o risco de aumentar a ocorrência de aquaplanagem.

Veja, a seguir, tudo que você precisa saber antes de trocar o conjunto de rodas e pneus original de fábrica do seu carro.

Critérios básicos a serem seguidos

CAPACIDADE DE CARGA

“O novo pneu a ser instalado no veículo deve ter capacidade de carga igual ou superior, pressão de inflação igual ou maior e índice de velocidade compatível”, explica Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental. “Rodar com pneus com capacidade de carga inferior ou com pressão insuficiente podem provocar sobrecarga e superaquecimento. Em altas velocidades, podem até explodir.”

MEDIDA DO DIÂMETRO EXTERNO

É fundamental, também, manter o diâmetro externo do conjunto original, com uma tolerância de, no máximo, 3% – ou seja, ao instalar rodas de aro maior, será necessário reduzir a altura do perfil do pneu.

“Não respeitar esse critério causa distorções na medição de velocímetro e hodômetro e, nos casos mais graves, o mau funcionamento dos sistemas de ABS e controle de estabilidade”, alerta Fabio Migliano, gerente de produto e motorsports da Pirelli.

RELAÇÃO ENTRE LARGURA DE RODAS E DOS PNEUS.

É preciso, também, fazer um casamento correto entre a largura das rodas e dos pneus. Por exemplo: rodas de 6 polegadas de largura comportam pneus entre 175 mm e 205 mm. Exceder este limite provocará desgaste irregular da banda de rodagem e, em casos mais extremos, perda de aderência, aumentando a possibilidade de acidentes.

As enormes rodas aro 21 virão de série no X5 M vendido no Brasil (Foto: Divulgação)

Outras implicações que você precisa saber
Existem outras questões que devem ser levadas em consideração, mesmo que todas as recomendações de segurança acima sejam seguidas à risca, pois o comportamento geral do carro pode mudar completamente.

CONFORTO

“Boa parte dos consumidores não imaginam que isso acontece”, diz Astolfi, da Continental. O conforto é o principal, uma vez que, com pneus de perfil mais baixo, há menos área para absorção de impactos. “Muita gente acaba se arrependendo da troca, pois o carro passa a transmitir mais vibração e fica desconfortável.”

Outro ponto diz respeito ao aumento da largura. Com uma área de maior contato com o solo vai exigir mais energia do motor para tirar o veículo da inércia e, consequentemente, haverá um aumento no consumo de combustível. “O carro também fica mais suscetível à aquaplanagem”, lembra Migliano, da Pirelli.

“Isso ocorre pois o mesmo peso estará apoiado em uma área maior, ou seja, haverá uma pressão menor contra o solo. Um carro que, de fábrica usa pneus de perfil mais baixo, tem a suspensão preparada para isso.”

Fonte: Revista Auto Esporte

Problemas com o ar-condicionado? Saiba como resolver e prevenir

Confira seis dicas para manter o seu ar-condicionado sempre em bom funcionamento

Você pode nem perceber, mas o sistema de refrigeração do seu carro está perdendo força gradualmente. Veja como não ficar na mão quando a coisa literalmente esquentar.

Teste de desempenho

Se o seu carro está na garantia, você pode pedir um teste na concessionária. Se não estiver vá até uma loja especializada. Faça isso sempre no inverno, para que o seu ar-condicionado esteja tinindo durante o verão escaldante.

Calor e mau cheiro

O filtro de ar pode ser um dos vilões do sistema. Se ele estiver muito sujo além de atrapalhar a passagem do ar com crostas de pó e pólen, ainda pode provocar um odor ruim e infestar as partes de tecido interna do carro. É bom trocar a cada 6 meses.

Deu ruim?

O problema geralmente é na pressão do gás refrigerante. Não é incomum que haja vazamentos do recipiente. Peça uma análise antes de executar o serviço e um orçamento. Esse conserto fica entre R$ 300 e R$ 500.

 

Barulho é alarme

Caso algum bagulho apareça repentinamente ao ligar o sistema de ar-condicionadovocê deve procurar um especialista de imediato. Pode ser um sinal de colapso iminente. Se você afetar partes maiores como o compressor, o serviço pode custar mais de R$ 3 mil.

Prevenção

Salvo algum problema de fabricação, o sistema de refrigeração só chega a danificar o compressor de ar se você descuidar da manutenção. É importante dar uma recarga de gás refrigerante a cada dois anos. Caso você use poucas vezes o ar-condicionado esse tempo pode ser menor, devido ao ressecamento das borrachas do conjunto.

Quais produtos usar?

Eis uma forma eficaz para manter o sistema de ar-condicionado limpo. Você pode comprá-los como uma lata de aerosol que é pulverizada diretamente nas saídas de ar ou os que são aplicados no habitáculo para que você deixe o sistema funcionando com recirculação.

Fonte: Car And Driver

Energia solar pode ser usada para criar combustível de hidrogênio

Cientistas israelenses desenvolveram método capaz de baratear custo do combustível limpo

São Paulo – Uma equipe de pesquisadores israelenses afirma ter dado um passo importante para a criação de carros movidos a hidrogênio, visto como alternativa ecológica aos combustíveis fósseis. Segundo eles, é possível utilizar energia solar para fabricar o combustível, tornando o processo mais limpo e permitindo a produção em larga escala.

Hoje, a produção do combustível é cara e difícil de ser feita em escala industrial, gerando gases que contribuem para o efeito estufa. Apesar de o processo teoricamente ser limpo, pois produz apenas vapor de água como resíduo, os métodos empregados atualmente não são. Assim, os cientistas têm procurado há anos uma forma neutra em carbono para produzir gás de hidrogênio produzido em massa, o que, por sua vez, poderia fornecer uma fonte de energia segura e limpa para carros e fábricas.

O estudo, realizado pela Universidade Ben-Gurion e pelo Instituto de Tecnologia de Israel‎ foi publicado em outubro na revista Nature e afirma ter encontrado um elo perdido em um processo químico envolvendo energia solar que poderia permitir a conversão automática e contínua de água em combustível de hidrogênio, com eficiência suficiente para permitir a produção em massa de veículos ecologicamente limpos.

Por depender da energia solar e não de quantidades enorme de energia produzida pelo homem na reação, como fazem os métodos atuais, a nova produção poderia trazer muitos benefícios e economia para a indústria.

Dicas para conservar seu veículo

carros-chile-13-1024x560 Dicas para conservar seu veículo

Manter o carro em bom estado significa te-lo por muitos e muitos anos em condições seguras de condução, além de manter boa parte da eficiência do conjunto e o conforto, bem como seu desempenho. Outro ponto é que os cuidados com a conservação e manutenção do automóvel, representarão também economia de dinheiro, uma vez que, quando feitas corretamente, a vida útil do veículo sobe e os gastos com itens que quebram são bastante reduzidos.

Para ter o automóvel por um bom tempo, ainda mais quem se apegou ao carro de tal forma que não pretende vende-lo tão cedo, a dica é seguir alguns passos para que o carro possa continuar lhe servindo bem por um longo período. São dicas que qualquer pessoa pode executar ou contratar em serviço para sua realização, mas que são fundamentais para a continuidade do veículo. E onde começam as dicas de conservação de um automóvel?

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Manual

Um bom início é pelo manual do proprietário, mas antes disso, nos sites das marcas de automóvel, geralmente são divulgadas dicas de como conservar o veículo, seja para lavagem, seja para conservação de alguns itens do veículo ou mesmo para pequenos reparos. Mas, não há lugar melhorar para explorar o carro que o manual. Aquele livro grosso que muita gente ignora, tem todos os detalhes e dicas que o proprietário precisa saber sobre o veículo e também como conserva-lo.

Para quem não quer ficar folheando ou não quer ir até o automóvel para acessar seu conteúdo, especialmente em apartamentos, pode acessar o material através de site da marca do veículo, baixando imediatamente o arquivo em pdf com o manual do carro. Nesse caso é prático, pois pode ser visto no computador pessoal, no tablet ou no smartphone. Existem diversas instruções, desde as mais simples e óbvias até as que requerem mais atenção, mas nada complicado.

Ali se encontram dicas sobre calibragem dos pneus, capacidade de lotação e carga, ajustes dos equipamentos de segurança, substituição de óleo e filtros, entre outros. Uma boa estudada no manual ajudará a conhecer de fato o modelo do carro e a saber o que fazer, tanto no dia a dia, quando em eventuais imprevistos. Então, começar pelo manual é meio caminho andado.

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Registro

Faça um registro de todos os serviços que realizar no carro, mesmo aqueles feitos em revisões, concessionária ou oficina especializada. Data, quilometragem e o motivo do serviço precisam ser registrados em papel ou em dispositivo eletrônico, como tablet, smartphone ou computador. Isso é bom para que mais adiante se possa fazer novamente o mesmo serviço ou para ter uma ideia de custo antecipado, assim como todo registro é bom na hora da revenda, pois demonstra zelo do proprietário com a manutenção e conservação do veículo.

Manutenção em dia

Se o carro é novo, cumpra as revisões religiosamente. Faça todos os serviços necessários e os que não forem cobertos em tais paradas programadas, faça na própria revenda autorizada ou em oficinas especializadas. Alguns itens comuns estão livres da garantia e isso pode ser feito fora da rede sem prejuízo da cobertura. Se o carro for usado, também seja organizado nessa parte.

Faça revisões e eventuais reparados em locais de boa reputação profissional. Muitas vezes, o barato sai caro. Por isso, tenha em mente que não existe almoço grátis. Mesmo assim, não faça na primeira oficina onde parar. Faça orçamentos, pesquise e, de preferência, compre as peças se achar importante.

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Pressões e trocas

Um carro em dia com a manutenção deve estar sempre com os pneus calibrados e as rodas devidamente alinhadas e balanceadas. A calibração deve ser feita semanalmente e nas especificações indicadas no manual ou nas tarjetas indicadoras nas portas, se houver. Além da manter o carro alinhado e balanceado, é importante fazer o rodízio de pneus, para que haja um desgaste uniforme, a fim de que a troca possa ser feita com todo o conjunto.

Incluir o estepe no processo é uma opção interessante também. No material rodante, quando a vida útil chega ao limite, um indicador na canaleta da superfície do pneu apontará que o desgaste chegou ao fim do nível de segurança. Pastilhas de freio também precisam ser trocadas conforme indicado no manual do veículo ou no plano de revisão do carro, sendo que com determinado tempo, é necessária uma retífica do disco ou mesmo sua substituição.

Nas revisões programadas o fluído de freio também é trocado, mas se for o caso de um carro usado, em média ele precisa de 30.000 km de intervalo entre as trocas. Evoluindo para o motor, outra dica é fazer as substituições dos demais fluídos conforme indicado, mesmo fora da garantia.

Óleo lubrificante e seu filtro precisam ser trocados, em geral, a cada 10.000 km, mas isso vai depender da marca e do modelo. Com o tempo, se desejar, reduza o intervalo entre as trocas devido ao desgaste natural do propulsor. A especificação deve ser a mesma indicada pelo fabricante. Não altere tamanho dos pneus ou rodas em prejuízo ao consumo, conforto e até segurança.

Líquido de arrefecimento, fluído da direção hidráulica (se houver esse sistema), gasolina do reservatório da partida a frio (se houver) e mesmo a água do lavador de para-brisa e/ou vidro traseiro, precisam estar completos e novos. O filtro de combustível é outro trocado em revisão, mas se já não tem mais a garantia, faça de acordo com a quilometragem (indicada também no manual).

As velas duram bem mais hoje em dia, mas quando chegar o momento, procure originais ou da marca que o fabricante utiliza. Em carro automático, observe se há complemento para fazer, pois algumas caixas precisam completar o óleo a partir de 40.000 km e outras nem precisam de qualquer adição ou substituição de fluído.

Preste atenção à tensão das correias e ao tempo de troca. Lembre-se que correntes e correias lubrificadas para o comando de válvulas agora duram uma vida útil de motor. No caso da suspensão, faça a inspeção do estado da mesma em oficinas especializadas caso não haja mais garantia, pois durante a mesma, um dos pontos geralmente verificados é esse conjunto. Buchas, batentes, molas e amortecedores precisam estar em dia para oferecer segurança e conforto na condução. Na parte elétrica, o que queimar, troque imediatamente, se possível.

carros-chile-13-1024x560 Dicas para conservar seu veículo

Detalhes

Além de tudo isso, é preciso ficar de olho em detalhes. Um deles é o limpador do para-brisa e o do vidro traseiro. Troque regularmente, conforme indicado, as palhetas para que a varredura da água seja perfeita. O uso de líquidos para limpeza dos vidros também é recomendável, desde que não vá contra o indicado no manual. Mantenha sempre limpa as buchas, borrachas e batentes das portas e vidros, especialmente se receberem películas para escurecimento. Troque as borrachas que estiverem ressecadas. Passe um lubrificante em spray nas dobradiças e travas.

Manter a lavagem do veículo em dia é outro ponto. Lavar a cada uma ou duas semanas é importante e o enceramento da lataria uma vez por mês, pelo menos. Cristalização ou vitrificação é uma boa para manter a estética do carro e, se possível, deixe o carro geralmente em local coberto.

Por dentro, a higienização é algo fundamental, inclusive com a limpeza e oxi-sanitização do ar-condicionado. Mantenha partes plásticas limpas e tecido dos bancos devidamente aspirado. Em revestidos de couro, use também um produto para sua hidratação, pois uma coisa feia é um banco de couro todo rachado. Os cintos precisam ser limpos também e o carro totalmente aspirado e odorizado. Como já dito, cumpra sempre o cronograma de manutenção e conservação do veículo, usando sempre produtos apropriados para o mesmo e sempre em especialistas com recomendação.

Fontes: Notícias Automotivas

Como frear o carro de forma segura e eficiente

Frenagem de emergência  (Foto: divulgação/BMW)

Parar o carro de forma segura é um dos atos mais importantes do ato de dirigir – afinal, qualquer falha nesse momento tem o potencial de culminar em um acidente. Além da manutenção regular do sistema de freios do veículo (verificação do nível do fluido, checagem e troca de pastilhas e discos dentro das especificações do fabricante), as atitudes do motorista também tem influência direta na eficiência nas frenagens.

Para reunir as dicas a seguir, conversamos com dois especialistas: Rodrigo Hanashiro, piloto de competição e fundador e instrutor da 2Drive, que ministra cursos e treinamentos de direção; e Roberto Manzini, fundador do Roberto Manzini Centro Pilotagem, que desenvolve cursos de pilotagem esportiva e direção defensiva há 20 anos.

Dicas básicas – A primeira dica vem antes de bater na chave: sente-se na posição correta. “Caso contrário, o motorista não conseguirá frear com a máxima eficiência”, explica Hanashiro. O tronco precisa estar ereto e, para medir a distância ideal do banco, o motorista deve, apoiado no encosto, conseguir apoiar os pulsos na parte superior do volante.

Outra atitude fundamental é manter uma distância segura em relação ao carro à frente. “Guarde uma margem para imprevistos. E, em frenagens normais, como um semáforo que fechou à frente, pise no pedal de forma suave e vá reduzindo as marchas”, recomenda Manzini. Também é preciso ficar atento às situações que reduzem a aderência do piso e aumentam a distância de frenagem – como ondulações, chuva ou óleo. “Ao se deparar com uma situação dessas, antecipe-se e reduza a velocidade.”

Eletrônica – O principal recurso eletrônico que ajuda o motorista nas frenagens é o sistema ABS, que impede o travamento das rodas e ajuda a reduzir a distância de frenagem. Ao detectar essa situação, o ABS libera o disco de freio por milissegundos e o pinça novamente em seguida.

Sistema ABS (Foto: divulgação/Bosch)

Mas, para o ABS ser eficaz, o motorista precisa fazer a sua parte. “É preciso que o pedal do freio seja pressionado firmemente, até o veículo parar por completo, alerta Hanashiro. “O ABS também permite fazer o desvio de trajetória durante a frenagem, algo impossível com as rodas travadas.”

Jamais alivie o pedal ao ouvir estalos ou sentir vibração no pedal – são reações normais no funcionamento do sistema. Apesar de obrigatório nos carros brasileiros desde 2014, os dois instrutores comentam que muitos motoristas ainda não o conhecem.

Caso o veículo não tenha ABS, ao sentir que as rodas travaram, o motorista deve aliviar a pressão por breves instantes, simulando o que faz a eletrônica. Por isso, em um primeiro contato, é essencial saber se um carro conta ou não com o ABS, já que o procedimento em caso de uma frenagem de emergência é totalmente diferente.

Na serra – Por fim, é necessário cuidado extra em longas descidas, nas quais se deve utilizar o freio motor. Em carros manuais, use a mesma marcha que usaria para subir o trecho. Nos automáticos, lance mão das opções de marcha reduzida ou do seletor de trocas manuais. “É perigoso descer vários quilômetros segurando o carro só no freio, pois eles podem superaquecer e perder a eficiência”, diz Manzini. “É importante que o dono entenda como usar os recursos da transmissão do seu carro.”

Pontos cegos: como regular os retrovisores corretamente

Muita gente não ajusta os espelhos do modo adequado, o que pode reduzir o campo de visão em até 40%, comprometendo a segurança

Regular os retrovisores do carro é algo bem simples, mas de extrema importância. Afinal, são eles que permitem que o motorista visualize veículos ou pedestres localizados em seus flancos ou na sua retaguarda, nos chamados pontos cegos. Porém, muita gente acaba não ajustando corretamente os espelhos, seja por preguiça ou até por desconhecimento.

Antes de mais nada, é preciso destacar que não dar a devida atenção a esse equipamento pode trazer sérios riscos à segurança: “Regulando os retrovisores laterais de forma inadequada, ou seja, com grande parte do veículo sendo visível no espelho, você pode aumentar a área de ponto cego em até 40%, o que pode ser crucial para evitar um acidente”, explica Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi Brasil/Mapfre.

Pontos cegos: como regular os retrovisores corretamente
Regulagem correta é a diferença entre ver veículos posicionados nas laterais…

“Os espelhos retrovisores auxiliam o motorista a enxergar áreas que não podemos ver diretamente com os olhos, e, com uma regulagem adequada, eles reduzem significativamente os pontos cegos ao redor do veículo. Essa regulagem adequada pode tornar visível, por exemplo, uma motocicleta, que não seria notada pelos retrovisores quando esses estão mal-regulados”, prossegue Rubio.

Como regular os retrovisores

A regra básica para ajustar os espelhos é fazê-los cobrir a maior campo visual possível. “O retrovisor interno deve abranger a maior área possível do vidro traseiro. Já os externos devem pegar o mínimo possível a lateral do carro”, explica o coordenador técnico do Cesvi Brasil/Mapfre. Ou seja, os motoristas que posicionam as lentes do equipamento de modo a mostrar grande parte das laterais do veículo estão aumentando os pontos cegos e, consequentemente, reduzindo a visibilidade e a segurança.
Pontos cegos: como regular os retrovisores corretamente
Ou não enxergá-los, se a lente estiver ajustada de modo a reduzir o campo visual

Vale lembrar que o retrovisor do lado esquerdo, mais perto do motorista, costuma ter a lente plana, enquanto o do lado direito, próximo ao carona, é geralmente convexo ou biconvexo. “Essas diferenças são para melhorar o campo de visão do motorista. Espelhos convexos geralmente são utilizados para que o campo de visão seja ligeiramente ampliado”, explica Rubio. Por isso, os objetos mostrados pelo equipamento do lado direito costumam estar mais próximos que os vistos pelo lado esquerdo.

Mais recursos para minimizar pontos cegos

Alguns modelos de automóveis, geralmente mais luxuosos, costumam dispor de recursos adicionais aos retrovisores. “Espelhos externos antiembaçante são dotados de aquecimento, que retiram as gotículas de água do vidro e melhoram a visibilidade (essa função é parecida com o antiembaçante do vidro traseiro). Já os espelhos internos eletrocrômicos são dotados de tecnologia que identifica a intensidade de luz dos faróis do veículo traseiro e ‘escurecem’ a lente automaticamente, diminuindo o reflexo da luz nos olhos do motorista”, pontua o especialista do Cesvi Brasil/Mapfre.

Há ainda o alerta de ponto cego, que por meio de sensores e câmeras, identifica a presença de objetos nas laterais do veículo, que podem estar fora do alcance da visão do motorista, em um ponto cego. Então, o sistema ativa uma luz, que se acende na lente do próprio retrovisor. Em todos esses casos, o condutor deve manter os recursos ativados para melhorar sua visibilidade.

Fotos: Alexandre Carneiro

Fonte: AutoPapo

 

Válvula termostática: Na temperatura certa

Válvula termostática tem funcionamento simples, mas é de vital importância para o bom funcionamento do motor

Manter a temperatura correta do motor é fundamental para o funcionamento adequado de qualquer veículo. Quando o motor trabalha mais frio ou quente do que deveria, há diversas consequências, como piora no desempenho, aumento do consumo de combustível e maior emissão de poluentes. Para evitá-las, um componente de origem simples é essencial para o controle de todo o processo: a válvula termostática.

Ela é uma peça do sistema de arrefecimento que facilita o alcance de forma mais rápida da temperatura ideal do motor e também sua conservação. Quando ele está frio, a válvula se fecha, impedindo que o líquido de arrefecimento circule pelo radiador e seja resfriado. À medida que o motor vai esquentando, a válvula vai se abrindo, e o líquido passa a ser resfriado no radiador. “A válvula termostática serve para manter constante a temperatura do motor, dentro de um valor determinado pela montadora. Ela começa a abrir a uma determinada temperatura um pouco mais baixa, de forma progressiva. Quando atinge a condição definida pela montadora, deve estar totalmente aberta”, explica o professor de Engenharia Mecânica e consultor técnico da CARRO, Fernando Landulfo.

A principal função da válvula termostática é fazer com que o motor funcione sob temperatura constante, dentro de uma faixa de valores especificados. Portanto, não importando o regime de funcionamento, a temperatura do motor deve permanecer entre um valor máximo e um mínimo.

Nunca remova a válvula

Um conceito que aparece nas discussões sobre manutenção automotiva é de que a válvula termostática é um componente desnecessário e que pode provocar o superaquecimento do motor. As justificativas para esse pensamento são de que, em caso de problema no acionamento da válvula, o líquido pode deixar de circular pelo radiador e fazer o motor esquentar em excesso.

Porém, a válvula jamais deve ser removida. Se o motor rodar sem ela, o sistema de arrefecimento vai apresentar problemas. “Em condições normais de funcionamento, a válvula nunca provocará superaquecimento do conjunto. Motores cujas válvulas termostáticas são retiradas operam com muita variação de temperatura. Com isso, não haverá um comportamento uniforme”, afirma Landulfo.

“Motores com sistemas mais sofisticados, dotados de rotinas de diagnóstico mais complexas, podem entrar em modo de emergência e acusar códigos de falhas. O controle da temperatura é tão importante nesses motores que muitos deles são equipados com duas válvulas termostáticas. Logo, a remoção deste componente não é uma opção”, conta o especialista.

Para não ter problemas, é necessário verificar se o veículo está com a peça correta, dentro da especificação recomendada pelo fabricante. “Há alguns testes para saber se o componente está funcionando corretamente. Um deles, por exemplo, é colocar a válvula em um recipiente com água, aquecê-la e, em determinadas temperaturas, medir a abertura da válvula e comparar com as especificações do fabricante”, revela o professor.

Além disso, é importante revisar periodicamente o sistema de arrefecimento do motor como um todo. Um cuidado básico é a troca do líquido de arrefecimento anualmente. Seu abastecimento deve seguir estritamente a proporção de aditivo determinada no manual de cada veículo. Já a válvula em si tem período de substituição diferente para cada veículo, que também consta no manual do proprietário.

Fonte: Revista Carro

Qual a diferença entre o ar-condicionado manual e o automático?

Enquanto um tem operação simples, o outro incorpora sensores e age de forma inteligente

 O ar-condicionado automático ainda pode ter duas, três ou até quatro zonas com temperaturas variadas

O ar-condicionado automático ainda pode ter duas, três ou até quatro zonas com temperaturas variadas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Convencional, automático, duas zonas, três, quatro… O ar-condicionado de um automóvel evoluiu ao longo do tempo. E você sabe qual a diferença entre eles?

Bom, o ar-condicionado manual não tem mistério. São apenas duas opções: o seletor giratório ruma à esquerda (quente) ou à direita (frio).

Resta aos ocupantes apenas modular a intensidade desse ar, porém sem a precisão de graus. A velocidade da ventilação também é ajustada – geralmente em quatro níveis.

Em épocas de calor intenso, a temperatura dentro do carro varia de acordo com fatores externos: velocidade do carro, exposição ao sol, umidade… O sistema continuará refrigerando o ar para dentro independentemente de qual , a ponto de você conseguir sentir frio.

Já o funcionamento do ar-condicionado automático é um pouco mais complexo – e inteligente. Um sensor – em alguns modelos pode ser mais de um – monitora a temperatura externa e interna do veículo a todo momento.

Ar-condicionado do Ford Mustang GT No ar-condicionado manual só há duas opções: quente ou frio

No ar-condicionado manual só há duas opções: quente ou frio (Arquivo/Quatro Rodas)

“O sistema automático lê a temperatura desejada pelo usuário, administrando o fluxo do ar refrigerado – ou quente – para estabilizar o mais rápido possível essa temperatura”, explica Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi).

Ou seja, mesmo que a atmosfera externa seja de 10ºC ou 38ºC, por exemplo, e a temperatura desejada seja 22ºC, o sistema vai agir para manter a temperatura almejada.

Por isso, selecionar a temperatura de 18ºC ou “Low” (o modo mais frio possível) não acelera em nada o tempo de refrigeração da cabine e acaba elevando o consumo e aumentando o ruído interno por conta da velocidade maior do eletroventilador do sistema.

“Quando tivermos muita diferença de temperatura entre a desejada e a ambiente qualquer sistema terá sua dificuldade de atingir a temperatura selecionada”, diz Ernesto Miyazaki, especialista em ar-condicionado e representante do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP).

Em todos os tipos de ar-condicionado, contudo, uma regra é básica: colocar o carro em movimento pode ajudar a resfriar a cabine mais rapidamente. “Todos os veículos tem um componente chamado condensador.

A velocidade e o desempenho do sistema serão mais rápidos e eficazes em rodovia com movimento e motor em rotação mais elevada que a marcha lenta.

Por isso, no trânsito será sempre o pior momento para sistema atingir a temperatura”, completa Miyazaki.

Botão da nova função Sport fica acima dos controles do ar-condicionado Com duas zonas, o ar-condicionado automático pode ter uma temperatura para o motorista e outra para o passageiro

Com duas zonas, o ar-condicionado automático pode ter uma temperatura para o motorista e outra para o passageiro (Divulgação/Jeep)

Qual faz o carro gastar mais combustível?

Para o especialista do Cesvi, ambos os sistemas “roubam” potência do motor em função do acionamento do compressor e, consequentemente, mais combustível é despejado na câmara para compensar essa perda.

Porém, existe um que faz consumir mais. “O sistema automático logicamente gerencia o funcionamento do compressor – ou do aquecimento – da melhor maneira possível se comparado com o convencional.

Ele equaliza a temperatura de forma muito mais rápida, podendo então ser mais econômico que o sistema manual”, sentencia.

Para o representante do Sindirepa-SP, no entanto, o ar-condicionado automático tem outra faceta. “Os sensores eletrônicos podem ser mais sensíveis no desejo de atingir e manter a temperatura interior. Isso pode influenciar no consumo, gastando mais combustíveis para atender o conforto do motorista”.

Ernesto Miyazaki ainda diz que é complicado mensurar essa diferença pois existem inúmeras variáveis. “Depende se o tipo de compressor é elétrico, variável ou de deslocamento fixo, tipo de veículo e tipo do motor, se é 1.0 ou outros de maior capacidade e força”, finaliza.

Fonte: Quatro Rodas

Quando trocar a correia dentada?

Quando trocar a correia dentada?

O acionamento das válvulas no topo do cabeçote é fundamental para que a combustão ocorra normalmente e como se deve nos quatro tempos considerados do ciclo Otto, o mais usado em motores a gasolina, embora existam outros ciclos, como Atkinson e Miller, por exemplo. Isso geralmente é feito por correia, embora haja acionadores por corrente. Mas, quando trocar a correia dentada?

A popular correia dentada é o acionador pelo qual o virabrequim aciona a abertura e o fechamento das válvulas no cabeçote. Dor de cabeça para muitos no passado, esse item importante do motor geralmente não durava muito em certos motores e sua quebra acarretava um prejuízo enorme para o proprietário, que muitas vezes não tinha recursos para sua reparação.

Isso se devia em parte ao esquecimento do período de troca, indicado pelo fabricante do veículo. Recentemente, alguns motores com comandos de válvulas acionados por correia dentada já não preocupam mais seus donos, pois além de lubrificação por óleo, o item passou a ser projetado para durar o ciclo de vida inteiro do motor, nunca precisando ser trocado.

Mas, ainda existem as correias dentadas de motores mais antigos e ainda em uso que necessitam de troca regular. Para isso, cada fabricante indica um intervalo na quilometragem para que o serviço seja feito.

Quando trocar a correia dentada?

Quando trocar a correia dentada?

E como saber disso? No manual do proprietário e também no plano de manutenção do veículo, a troca da correia (se houver) é indicada em determinada revisão, medida por km rodado.

Dependendo do estado, a correia pode ser trocada mais adiante, mas geralmente isso ocorre a partir de 60.000 km, mas a partir dos 40.000 km, deve-se inspeciona-la para verificar seu estado.

Deve-se substituir também o tensor dessa correia, a fim de evitar travamento do mesmo por desgaste natural. É ele que mantém a correia ajustada na posição.

Marcas como Hyundai, Kia, Toyota, Jeep, Nissan, Mitsubishi, Suzuki, JAC e Honda, por exemplo, não utilizam correia dentada em seus produtos de alto volume, sendo isso feito por corrente, que elimina a necessidade desse serviço e garante uma boa durabilidade ao motor.

Marcas premium também se utilizam mais da corrente, embora algumas ainda usem a correia dentada em algumas aplicações, como a Audi, por exemplo.

Quando trocar a correia dentada?

E quando o carro é usado?

Nos carros mais antigos, especialmente quando o veículo é adquirido usado, deve se verificar o manual de revisões do veículo para ver se foram cumpridas as estipuladas pela garantia.

Caso contrário, o melhor é providenciar a troca do mesmo o quanto antes, após verificação do estado da mesma em mecânica especializada, que dará um parecer técnico sobre o componente.

Na dúvida, o recomendável é sua substituição, mesmo que a quilometragem esteja abaixo do recomendado no manual. O tensor da correia e roletes também devem ser substituídos.

O que recomendam as marcas?

VW

Na Volkswagen, por exemplo, a correia dentada deve ser trocada a cada 120.000 km ou conforme a necessidade. O item é inspecionado sempre a cada revisão, segunda a marca, pois em caso de desgaste excessivo ou outra anomalia, a verificação periódica garantirá a substituição da mesma em tempo antes de um possível rompimento, o que traria ao cliente enorme prejuízo.

Essa troca, na VW, é feita junto com o tensor da correia, já mencionado mais acima, além da chamada correia Poly-V, que anteriormente fora trocada na revisão de 60.000 km. Ela é periférica e aciona sistemas como ar-condicionado e direção hidráulica (se houver), por exemplo. Na marca alemã, para o modelo Gol 1.0, o custo é de R$ 1.187,72.

GM

Na Chevrolet, a GM também determina um período para substituição da correia dentada e esta deve ser trocada aos 60.000 km nos motores SPE/4. Nas revisões, também de acordo com o fabricante, o item é inspecionado para se verificar seu estado.

No Onix, o custo desse serviço no motor 1.0 é de R$ 992. Esse serviço inclui também troca de óleo, fluido de freio, filtros de óleo/combustível/ar, velas e bujão do cárter.

Fiat

Na Fiat, o motor Fire necessita da troca de correia dentada a cada 60.000 km e o serviço agrega também a troca do tensor de correia, importante para manter o item esticado como se deve, evitando patinamento e consequente problema no acionamento de válvulas. O motor Firefly possui corrente. O site de revisões da Fiat está com problemas e custo tem de ser orçado nas revendas.

Ford

Na Ford, os motores 1.0 3C e 1.5 3C, ambos Ti-VCT, não possuem um período de troca de correia dentada, pois a mesma é lubrificada e dura o tempo de vida estimado do motor, que de acordo com a marca, é de 240.000 km. Mas, o motor Sigma ainda precisa dessa substituição.

O propulsor ainda presente no New Fiesta e Focus tem troca indicada aos 140.000 km e seu custo precisa ser consultada nas revendas, pois a Ford disponibiliza preços de revisão em seu site até 100.000 km.

Renault

O novo motor SCe da Renault utiliza corrente lubrificada no lugar da antiga correia dentada da geração de propulsores anteriores. O sistema dispensa a troca, mas no motor antigo, o período para substituição da correia era de 80.000 km. Ou seja, com a corrente, eliminou-se a necessidade desse serviço, que geralmente é caro.

Peugeot/Citroën 

Os motores EB 1.2 Puretech de três cilindros e EC 1.6 que equipam os carros das marcas Peugeot e Citroën possuem correias dentadas que precisam ser trocadas, sendo que os valores para o serviço de substituição são de R$ 1.710 no 1.2 e R$ 1.230 no 1.6, assim como no antigo 1.5, o valor é de R$ 800, incluindo o tensor da correia.

Nos sites das duas marcas não informa em lugar algum o tempo de troca da correia dentada que, por sinal, tem relatos de rompimento antes do tempo indicado pelo manual, que também não é claro nesse aspecto, variando de 70.000 km a 75.000 km. Por um item que é de importância fundamental, o plano de manutenção da PSA fica devendo muito em informação.

Chery

Os motores 1.0 12V Flex e 1.5 16V Flex usados nos modelos da Chery no Brasil também possuem correia dentada e a substituição deve ser feita a cada 60.000 km, conforme manual do proprietário. No Celer, por exemplo, essa revisão com troca do componente custa R$ 976,74.

Lifan

O motor 1.8 do Lifan X60 é o mesmo que equipou o Corolla há alguns anos e possui correia dentada, sendo que a troca deve ser feita a cada 60.000 km, mas o custo da revisão precisa ser consultado nos revendedores. No Lifan 530, o motor 1.5 tem troca recomendada a cada 40.000 km.

 Fonte: Notícias Automotivas

Bilionário japonês compra a primeira passagem comercial para a Lua

Yusaku Maezawa viajará a bordo da nave BFR, da empresa SpaceX. O colecionador de arte teve a ideia de convidar a bordo da nave entre seis e oito destacados artistas

O fundador de SpaceX, Elon Musk, e o multimilionário japonês Yusaku Maezawa nesta segunda-feira.

O fundador de SpaceX, Elon Musk, e o multimilionário japonês Yusaku Maezawa nesta segunda-feira.CHRIS CARLSON AP

Yusaku Maezawa se tornou o primeiro ser humano a comprar um bilhete para a Lua. O empresário japonês de 42 anos, fundador das companhias de comércio eletrônico Start Today e Zozotown, tem passagem marcada para a primeira viagem tripulada privada ao espaço, prevista para o ano 2023, a bordo da nave BFR, da SpaceX, a empresa com a qual bilionário Elon Musk quer contribuir para que o ser humano se torne o quanto antes uma espécie multiplanetária.

Maezaewa, conforme informou ele mesmo na noite desta segunda-feira na sede da SpaceX em Los Angeles, não viajará sozinho. O empresário, colecionador de arte, que nos leilões do ano passado pagou 110,5 milhões de dólares por uma obra de Basquiat, teve a ideia de convidar a bordo da nave entre seis e oito destacados artistas de todo o mundo, ainda a serem escolhidos. Um pintor, um escultor, um músico, um arquiteto, um diretor de cinema, um fotógrafo e um desenhista de moda. “Artistas que representem a Terra em sua viagem à Lua”, explicou. Passarão uma semana no espaço com todos os gastos pagos, e na volta criarão uma obra inspirada pela experiência. “O que sentirão ao ver a Lua e a Terra do espaço? E o que criarão?”, perguntava-se o empresário. O projeto se chama Dear Moon (“Querida Lua”), e já conta com um site, lançado na noite de segunda.

“Desde menino, eu amo a Lua”, disse Maezawa. O empresário, dono de uma fortuna estimada em 2,9 bilhões de dólares (12 bilhões de reais), segundo a Forbes, irrompeu no palco com uma camiseta de Basquiat desenhada pela Comme des Garçons, e disse: “Escolhi ir à Lua!”. Comprou, na verdade, todos os bilhetes disponíveis. Com a quantia paga, supostamente tão astronômica como a viagem, mas que não foi revelada, Maezawa contribui para financiar o sonho espacial de Musk, que prevê outras vias de faturamento, como a colocação de satélites comerciais em órbita.

O BFR (Big Falcon Rocket) é o novo foguete da SpaceX, a empresa de Musk que está completando 10 anos e que já mandou ao espaço uma nave que levava um carro Tesla. A nave BFR, que na noite passada foi apresentada com certo detalhamento técnico e que deverá começar a fazer testes no ano que vem, é o protótipo em que o empresário baseia seu projeto de levar a vida humana de maneira permanente a Marte, e com o qual quer chegar à Lua (sem alunissar) meio século depois da última missão Apolo.

Um foguete ainda não testado

Não é a primeira vez que Musk promete enviar turistas à Lua. No ano passado, disse que dois turistas pagariam para orbitar o satélite em 2018, mas esses planos não se materializaram, segundo a AFP.

A viagem será feita a bordo do Big Falcon Rocket (BFR), que até agora só foi mostrado em desenhos. Enquanto a expectativa sobre o foguete cresce, Musk tuitou três imagens, mostrando que ele terá um primeiro estágio com motores e sistemas de combustível, e um segundo com a nave onde viajarão os passageiros. Musk estimou que sua construção poderia custar cinco bilhões de dólares.

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Assim como nos foguetes desenvolvidos antes pela SpaceX, o Falcon 9 e o Falcon Heavy, a primeira parte pode se separar do resto do foguete e retornar à Terra para uma aterrissagem vertical. A nave continuará rumo à Lua, impulsionada por seus motores.

A forma do BFR é uma reminiscência dos ônibus espaciais, as naves norte-americanas que levaram os astronautas ao espaço 135 vezes entre 1981 e 2011. Musk disse que quer que o BFR tenha capacidade para 100 pessoas. O volume de sua área pressurizada interior seria comparável ao de um Airbus A380, algo que nunca se fez. Também sustentou que o sistema de lançamento poderia algum dia ser utilizado para colonizar a Lua e Marte, a fim de fazer dos humanos uma espécie “multiplanetária”, embora esses destinos tenha complexidade diversa: enquanto uma viagem a Marte pode levar de dois a seis meses, ir à Lua costuma demorar cerca de três dias.

Fonte: El País