Os acessórios que podem fazer você perder a garantia de fábrica

(Denis Freitas/Quatro Rodas)

Tempos atrás, a QUATRO RODAS publicou uma reportagem alertando sobre os perigos de comprar um carro zero básico para equipá-lo depois, correndo o riscode perder a garantia de fábrica.

Desde então, duas variáveis mudaram: 1) as garantias estão mais extensas, ou seja, perdê-la devido a um item mal instalado é muito pior; 2) atualmente, é quase impossível um carro ser vendido “pelado”, sem ar-condicionado, vidros, travas e espelhos elétricos, direção hidráulica e sistema de som.

Por isso, o cenário mudou: agora o perigo ao escolher um equipamento é descobrir que ele não está coberto pela garantia da fábrica ou, pior, descobrir que acabou de perder essa garantia.

Com o fim próximo dos pacotes opcionais, tem crescido o mercado de acessórios – itens colocados no carro zero pela própria concessionária. O que a maioria dos consumidores não sabe é que nem todos os equipamentos oferecidos nas autorizadas são homologados pela fabricante. Portanto, sob a luz fria da lei (leia-se do livreto de garantia), a instalação de acessórios feita na concessionária envolve riscos.

Por que então o vendedor a oferece? Simples: sua função é vender, e o consumidor pode decidir por não comprar o carro que não ofereça o item que ele tanto valoriza. Exemplo: em 2010, o Honda Civic não dispunha do sensor de estacionamento traseiro, algo que a concorrência tinha. Algumas concessionárias vendiam o sensor, mas não esclareciam que ele não era homologado pela montadora.

Uma forma simples de saber se um item é ou não homologado é buscá-lo no site da montadora, na área para acessórios. Mesmo hoje, o novo Civic só tem os sensores (dianteiros e traseiros) na versão top Touring, de R$ 124.900. Mas nas outras, o item hoje pode ser instalado como acessório original – ao menos todas as versões já saem de fábrica com câmera de ré.

“Quando vendemos um acessório, explicamos que ele vai ser colocado na concessionária. Esse serviço é terceirizado, mas funciona aqui dentro mesmo”, explica o consultor de vendas Rodrigo Visintini, da autorizada Volkswagen Amazon. “Temos um vendedor que senta com o cliente, que assina um termo autorizando ou não o serviço. Ele recebe uma nota fiscal da concessionária, uma garantia que ele tem.”

Visintini admite que, em determinadas revendas, há a chance de o consumidor perder a garantia. “Mas os serviços prestados dentro da concessionária têm tudo para não correr esse risco. No caso do sensor deestacionamento, por exemplo, não se mexe com chicote, o sistema é todo independente. Sim, há perfuração do para-choque, mas o vendedor explica bem esse processo para que o consumidor saiba o que está comprando. Mas é claro que esse procedimento varia de acordo com cada concessionária.”

(Denis Freitas/Quatro Rodas)

Por isso, outro cuidado a ser tomado é justamente com os “brindes” que o vendedor oferece na compra do carro. Embora teoricamente não sejam cobrados, eles também devem vir acompanhados da respectiva nota fiscal.

O livreto de manutenção e garantia da marca, por exemplo, é claro: “A Volkswagen não pode pronunciar-se sobre a confiabilidade, segurança e adequação de peças que não sejam originais”.

Porém, há uma notícia boa no ar: se o consumidor não fez grandes pirotecnias – instalar um equipamento de som ultrapotente que comprometa toda a parte elétrica, por exemplo -, dificilmente a fábrica negará o atendimento em garantia, o que pode ser explicado pela alta concorrência entre as montadoras e o reconhecimento de que o cliente precisa ter uma boa experiência com a marca.

“Já vi cliente que teve pane elétrica e o conserto em garantia não foi autorizado porque foi detectado que ele fez a instalação fora da concessionária. Ele teve de arcar com o conserto, mas não chegou a perder a garantia total do veículo”, afirma Ivete Carvalho, consultora de vendas da autorizada Ford Superfor.

O que precisa ficar claro ao optar por um acessório instalado na autorizada é que a garantia fica a cargo apenas da concessionária que fez o serviço – por isso, é só de um ano. Significa, portanto, que se você instalar na revenda um alarme para o Etios, o item não terá os três anos de cobertura oferecidos pela Toyota.

Onde pode dar problema

Câmera de ré, central multimídia e sensor de estacionamento: o maior risco está nas instalações elétricas de má qualidade, com direito a corte inadequado de fiação, manuseio incorreto do chicote e intervenção incorreta na bateria.

Piloto automático: é preciso se certificar de que o kit não vai alterar o plano de garantia do veículo. Verifique se o acessório é oferecido como original de fábrica e exija nota fiscal.

Direção assistida: em geral com assistência hidráulica, ela esbarra em um problema principal, que é o custo e a falta de mão de obra especializada para esse tipo de instalação.

Carros básicos vêm com muitas opções de acessórios

Nunca os automóveis saíram de fábrica tão equipados. É até por isso que minguaram os carros com preço sugerido abaixo de R$ 30.000. De olho no que o consumidor mandava fazer fora, as montadoras passaram a oferecer via concessionários cada vez mais acessórios, principalmente nos carros que apostam no custo-benefício – ou seja, que nasceram para ser mais baratos.

Hoje, lançamentos desse tipo trazem dezenas ou centenas de acessórios.

Lançado em agosto passado, o Chevrolet Onix Joy chegou às lojas com uma lista extensa. A relação incluía controle remoto para travas e vidros elétricos, alarme, sensor de ré, multimídia (com TV, DVD, entrada USB e Bluetooth), CD player (com entrada USB e Bluetooth), antena esportiva, alto-falantes, tapete de PVC com travas para fixação, revestimento para os bancos, porta-óculos no teto, friso de proteção lateral, soleira de portas personalizada, adesivo para coluna B, rodas de liga aro 14 prata ou grafite, faróis de neblina e rack de teto. Ufa!

Fonte: Quatro Rodas

Tira-dúvidas: troca de óleo, aquaplanagem, consumo

Todo mês na revista CARRO o consultor técnico Bob Sharp responde às dúvidas dos leitores sobre tudo que cerca o universo do automóvel. Veja abaixo uma seleção delas:

Trocar óleo sintético antes dos 10.000 km é enganação?

Dúvida: Se um óleo sintético é para rodar 10.000 km, por que concessionárias insistem em trocá-lo com 7.500 km, ou seis meses, às vezes com 2.500 km? Se este óleo não aguenta 10.000 km, é propaganda enganosa. Com motores mais simples trocávamos com 1.500 km, enquanto hoje, mesmo com motores sofisticadíssimos, temos que trocar com 2.000 km. E ao rodar menos de 10.000 km por ano, quantos meses o óleo sintético garante suas qualidades/viscosidade?
André Justus Neto (Curitiba, PR)

RESPOSTA: As fabricantes adotaram intervalos muito curtos para troca de óleo, mesmo com os eficientes lubrificantes de hoje. A Volkswagen voltou a um ano, era de seis meses. Há o chamado fator “uso severo”, rodar pouco por ano ou diariamente, ou muito uso em congestionamentos, que leva os fabricantes a reduzir a periodicidade normal à metade, como 5.000 km/6 meses em vez de 10.000 km/1 ano. Em minha opinião, com a injeção de combustível e os rígidos controles de temperatura dos motores atuais, mais a excelência dos óleos de hoje, que permanecem inalterados por longos períodos, esse conceito de “uso severo” pertence ao passado e deveria ser abolido. Mas o proprietário deve seguir as recomendações da fabricante do veículo, ou pode perder a garantia. As companhias de petróleo não informam quilometragem ou tempo de troca, portanto não é propaganda enganosa.

Pneus mais largos são mais suscetíveis à aquaplanagem?

Dúvida: Sempre li e ouvi dizer que, quanto mais largos os pneus, maior é a tendência à aquaplanagem. No entanto, vê-se pneus cada vez mais largos nos carros. Por quê?
Eduardo Motta (São Paulo, SP) 

RESPOSTA: Realmente, quanto mais larga a banda de rodagem, mais facilidade o carro tem de aquaplanar para uma mesma velocidade. O que se nota é o marketing de fabricantes e importadores atender o gosto do consumidor brasileiro, oferecendo pneus (e rodas) os mais largos possíveis, por questão de estilo. Por exemplo, o VW Golf Variant 1.4 TSI na Europa sai com a medida 205/55R16, mas aqui é 225/45R17. A aquaplanagem é um dos eventos mais perigosos, pois o pneu perde contato com o solo.

Consumo do Golf 1.4 turbo assustou consumidor

Dúvida: Tenho um VW Golf Highline 1.4 turbo e gostaria de melhorar o rendimento do combustível. Entendia que, ao usar o modo econômico auxiliado pelo start/stop, poderia atingir um consumo baixo. Abasteci com gasolina premium da Shell, rodei 220 km e o medidor de combustível indica meio tanque. O carro, adquirido há uma semana, rodou 270 km, mas o consumo me assustou. Há algo que eu possa fazer, como trocar os pneus originais de perfil baixo por outros ou usar o teto solar aberto para não ligar o ar-condicionado?
Amauri Oliveira (São Paulo, SP)

RESPOSTA: Embora o medidor de combustível não sirva para essa finalidade, o consumo foi de 9,8 km/l, melhor que o dado de fábrica dessa versão, 9,5 km/l. Para isso, é melhor usar o computador de bordo. É desaconselhável trocar os pneus originais, eles oferecem o melhor compromisso de estabilidade e consumo. Este não é prejudicado pelas janelas e teto solar abertos até 80 km/h.

Dúvida: O etanol é mais barato que a gasolina, mas em compensação o carro gasta mais com etanol. Há maneira prática de saber o que é mais vantajoso, gasolina ou etanol, para gastar menos reais numa dada distância?
Márcia Assumpção (Osasco, SP)

RESPOSTA: Como o poder calorífico do etanol é 70% do da gasolina, resulta que a diferença de consumo é tal que o carro roda 70% dos quilômetros com um litro quando abastecido com etanol. Como o preço do etanol varia muito e sua participação na mistura é significativa (veja a coluna “Opinião” na página ao lado), faça uma conta simples usando a calculadora. Divida o preço do litro do etanol pelo da gasolina. Se der 0,70, tanto faz um ou outro combustível. Se der mais que 0,70 use gasolina; se der menos, prefira etanol.

Fonte: Carro Online Terra

A polêmica das películas nos vidros: os pontos a favor e contra

(Mauro Sousa/Quatro Rodas)

As películas automotivas, que escurecem os vidros, são acessórios antigos no mercado. Ainda hoje, porém, elas são alvo de polêmica.

O editor Péricles Malheiros é um dos que defendem com veemência o uso das películas. Para ele, o filme dos vidros representa proteção contra a violência urbana. Eu não lhe tiro a razão, mas prefiro os vidros com a transparência original de fábrica. E o meu motivo também é segurança, mas ao volante.

Quando dirijo os carros de teste que possuem películas tenho muita dificuldade de enxergar à noite. Mas esse nem é o meu argumento principal. Sou contra porque as películas dificultam observar as intenções dos outros. Quando um motorista olha para o lado a chance de fazer uma conversão é grande, mesmo que ele não sinalize essa manobra.

De tempos em tempos o assunto vem à tona e nós, eu e o Péricles e os outros motoristas da redação, repetimos os mesmos argumentos sem mudança de posições. É pior que discutir o futebol. Além dos aspectos da segurança, há também o problema da aparência, que também divide opiniões. Existem os que acham que as películas embelezam os carros e os que julgam o contrário. Mas essa é uma questão de gosto e gosto não se discute.

Pensando em aprofundar o tema da segurança resolvi ouvir profissionais que lidam com segurança nos aspectos pessoal, patrimonial e viário. Consultei o piloto Roberto Manzini, diretor do Centro Pilotagem Roberto Manzini, especializado em direção defensiva e pilotagem esportiva e o coronel da reserva da Polícia Militar, José Vicente da Silva, professor e consultor de segurança pública.

Procurei também duas seguradoras que preferiram ficar fora do debate. Queria saber como as seguradoras viam esse acessório. Se as películas são aliadas das empresas, contribuindo para diminuir as ocorrências de furto, roubo, etc. Se, ao contrário, elas promoveriam os sinistros de acidentes, como colisões e atropelamentos. Ou ainda, se o efeito delas seria inócuo.

Mas a Sulamérica disse que “entende que cabe ao cliente decidir sobre o uso das películas automotivas, desde que sejam respeitadas as disposições legais para tal uso”. E a Porto Seguro respondeu: “não vamos conseguir ajudá-lo com a pauta desta vez”.

Como instrutor de direção defensiva, Manzini diz que recomenda o uso de películas do tipo translúcidas, que diminuem a incidência solar e a temperatura interna, combatendo o ofuscamento pelo sol e melhorando o conforto a bordo. As demais ele reprova, mesmo as mais claras que se enquadram nos limites legais.

A Resolução número 254 de 2007, do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), estabelece que a transmissão luminosa não poderá ser inferior a 75%, para vidros incolores, e a 70%, para vidros coloridos (os verdes são os mais comuns), do para-brisas e das laterais nas portas dianteiras. E que a transparência não poderá ser inferior a 28% no vidros laterais traseiros e no traseiro.

“Um dos princípios da segurança no trânsito é ver e ser visto”, afirma o piloto. E, segundo ele, as películas prejudicam a visibilidade principalmente à noite e na chuva, momentos em que aumenta o risco do motorista não perceber ou ter uma percepção enganosa das situações, como nos cruzamentos. “Quanto mais escuro, pior”.

Película nos vidros

Índice de transmissão luminosa permitido pela lei é diferente para os vidros dianteiros e traseiros (Claudio Rossi/Quatro Rodas)

O coronel Silva vê benefícios nas películas porque, segundo ele, os criminosos de modo geral têm uma perspectiva muito racional de seus planos pesando sempre os custos e os benefícios das ações. E, nesse sentido, um carro com filme escuro é menos atraente pela dificuldade que oferece ao marginal de enxergar quem está ao volante e se essa pessoa pode reagir à abordagem.

Silva lembra, porém, que existem ocasiões em que as películas podem favorecer o bandido, ajudando-o a se esconder no banco detrás do carro, enquanto a vítima dirige. Nesses casos, as películas dificultam o trabalho da polícia. Além disso, de acordo com Silva, quando os policiais abordam um carro filmado à noite, eles o fazem com muito mais cuidado, por não enxergar quem e quantas pessoas estão no veículo.

“A vantagem (das películas) existe mas é mínima”, afirma o coronel. “E não adianta colocar a película se a pessoa não tomar outros cuidados básicos como evitar locais de risco e escolher os lugares onde estaciona o veículo”. O comportamento das vitimas potenciais também é um fator avaliado pelos criminosos.

Pelo depoimento dos especialistas, chega-se à conclusão que as películas têm mais aspectos contrários do que a favor. Mas, como afirma a Sulamérica, cada um deve decidir o que fazer sobre seu uso. Melhor mesmo seria se a aplicação das películas fosse necessárias apenas por razões estéticas, ou para bloquear os raios solares e nada mais.

Fonte: Quatro Rodas

Acidente leva Uber a suspender testes com com carros autônomos

A Uber decidiu interromper seus testes com carros que dirigem sozinhos depois que um dos veículos se envolveu num acidente em Tempe, no Arizona.

No momento do ocorrido, na sexta-feira, 24, o carro rodava em modo autônomo, mas o culpado estava no outro veículo — a pessoa “falhou em dar preferência” quando o Uber fazia uma curva, segundo informaram as autoridades locais à Reuters.

“Os veículos colidiram, fazendo com que o veículo autônomo rolasse para seu lado”, afirmou uma porta-voz. “Não houve ferimentos graves.”

O carro da Uber trafegava com dois motoristas de segurança na parte da frente e não havia passageiros. Mesmo assim, a companhia optou por pausar os testes não só no Arizona, mas também em Pittsburg e São Francisco, até que o assunto seja esclarecido.

Fonte: Olhar Digital

Vídeo mostra carro com suspensão móvel capaz de passar por cima de outros veículos no trânsito

A Verizon, uma operadora de celulares dos Estados Unidos, realizou o sonho de todos os motoristas do planeta, sem excessão. A ação de marketing da empresa, em parceria com a agência publicitária Thinkmodo, criou um carro capaz de se levantar e passar por cima dos outros veículos parados no trânsito.

Nomeado de Hum Rider, o Jeep Grand Cherokee opera com um sistema de suspensão hidráulico, movido por um motor da Honda, que permite o carro  passar por cima dos demais veículos que estão parados a sua frente. O sistema é acionado apenas com o toque de um botão, que conta com câmeras mostrando o que se passa embaixo do SUV, enquanto anda por cima de outros; como mostra o vídeo abaixo.

O apelo do vídeo é perguntar se seu carro faz isso que o Hum Rider faz, para divulgar a nova plataforma digital de diagnósticos Hum, da Verizon, que oferece diversos tipos de assistências para o condutor.

O Hum Rider pesa 3.855 kg e a empresa norte-americana não revelou se esse sistema de elevar o carro estará disponível para o mercado, porém, isso não deve acontecer, já que infringe diversas leis de trânsito. Portanto, este transformer, deve ficar apenas na ação de marketing mesmo, para a infelicidade mundial.

Fonte: R7

Honda cria moto para Scarlett Johansson em ‘Vigilante do Amanhã’

Modelo futurista será pilotado por personagem principal em um Japão de anos à frente.

O filme baseado no mangá “Ghost in the Shell”, estrelado por Scarlett Johansson, terá uma moto desenvolvida pela Honda para a personagem principal.

Chamado de “Vigilante do Amanhã” no Brasil, com estreia programada para 30 de março, o longa se passa em um Japão futurístico e a motocicleta também apresenta linhas “high tech”.

Moto Honda para o filme
Moto Honda para o filme “Vigilante do Amanhã” (Foto: Divulgação)

Como base, a montadora utilizou o modelo existente NM4 Vultus, que já tem um visual chocante, para que Johansson possa pilotar no combate contra o crime.

A Vultus possui motor é um bicilíndrico de 745 cc, capaz de gerar 54,8 cavalos de potência, e o câmbio é do tipo automatizado de dupla embreagem.

A marca não revelou detalhes técnicos sobre a moto do filme, mas, logicamente, se espera algo mais tecnologicamente avançado.

Moto Honda para o filme
Moto Honda para o filme “Vigilante do Amanhã” (Foto: Divulgação)

Fonte: G1 Auto Esporte

Donald Trump preferiu não se arriscar em rodar numa Harley-Davidson

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump se encontrou com executivos da Harley-Davidson, na Casa Branca, em Washington (DC), para discutir propostas para o fortalecimento da indústria americana.

 

Polêmico e bem-humorado, Donald Trump não poupou elogios a centenária fabricante de motos, diante de Matthew Levatich, CEO da H-D, mas preferiu não se arriscar em dar uma voltinha nas máquinas.

A justificativa do presidente para os jornalistas que acompanham o evento é de que ele estava com medo de cair e que um tombo do presidente dos EUA repercutisse como piada em todo o mundo.

 

Fonte: fotos – White House/EUA, divulgação por RockRiders.com.br

Vídeo: vendedora surpreende clientes com test-drive apavorante

Uma pegadinha idealizada pela Mitsubishi na Malásia deixou alguns consumidores da marca simplesmente apavorados.

Ao chegar na concessionária, interessados na aquisição de uma L200, os clientes são atendidos por uma bela e “frágil” vendedora. Após receberem as informações de praxe sobre a picape, ela os convida para um test-drive. No meio do teste ela pede para que o cliente pare o carro e permita que ela dirija, numa atitude provocativa, como se ele não tivesse sendo capaz de explorar todo o potencial da máquina. Um deles chega a questionar de forma machista: “Você realmente sabe dirigir esse carro? Sabe que isso é carro de homem?”.

 O que eles não sabem é que a delicada vendedora é, na verdade, a piloto profissional malaia Leona Chin Lyweoi, com experiência de dez anos no cenário do drift. As cenas hilárias mostram os clientes se agarrando como podem enquanto gritam desesperados.
Fonte: Autopolis

Dez carros que deram um “jeitinho” na legislação brasileira

Em benefício próprio, eles manobraram para encontrar brechas na lei.

GMC 3500 HD

(divulgação/Quatro Rodas)

No fim da vida, a Silverado deu um salto. Seu peso bruto aumentou de 3.300 para 3.520 kg. Pouco, mas suficiente para transformá-la, aos olhos da lei, num caminhão. Batizada como GMC 3500 HD, a ex-picape teve seu IPI reduzido à metade, para 5%.

Fusca e Kombi

(divulgação/Volkswagen)

Itamar Franco queria o Fusca de volta para brigar com os populares, mas o motor era 1.6. A solução foi a lei incentivar carros 1.0 ou refrigerados a ar – um incentivo a motores mais poluidores! Por tabela, isso beneficiou a Kombi. Logo a GM emplacou o Chevette L, 1.6 a água na mesma isenção. Talvez por ter tração traseira…

 

New Civic LX

(arquivo/Quatro Rodas)

A isenção de impostos para deficientes físicos era restrita a carros de até 127 cv, mas o Honda Civic 1.8 veio com 140 cv. A Honda deu um jeito. Criou uma versão LX automática com chip de (baixa) potência, programado para limitar giros e o motor não passar de 125 cv.

 

Gol 1.0 16V Turbo

(arquivo/Quatro Rodas)

Bastava ter motor 1.0 para ser considerado popular e ter uma generosa redução de IPI (10%). Tão generosa que deu surgimento a populares como o Gol 1.0 16V Turbo. Sua irmã, a Parati 1.0 16V Turbo, chegava a ser mais cara que um Mercedes Classe A.

 

Os pés-de-boi

(arquivo/Quatro Rodas)

DKW Pracinha, Gordini Teimoso, Simca Profissional (foto) e Fusca Pé-de-Boi aproveitaram o programa do carro popular em 1965, com juros baixos e 48 meses para pagar na Caixa Econômica, desde que o valor dos veículos não ultrapassasse determinado limite. Para conseguir isso, nada de cromados, frisos – no Teimoso, faltava até uma das lanternas.

 

Mercedes CLC

(arquivo/Quatro Rodas)

O CLC era montado aqui, mas a Mercedes pagava o imposto de importação de cada uma das peças e ganhava o direito de registrá-lo como nacional. Antes, a Mercedes recebia peças, montava e exportava para os EUA. O nosso C vinha da Alemanha, tributado como importado.

 

Fiat 147 1050

(arquivo/Quatro Rodas)

No passado, os 1.0 pagavam mais imposto. Para pagar menos, o 147 saiu, em 1976 com motor 1050, de 1.049 cm3 (valor que geralmente é arredondado para baixo). Em 1990, a Fiat virou o jogo: convenceu o governo a incentivar pequenos. Os 1.0 tiveram tributo reduzido e surgiu o Mille, com o antigo motor 1050 encolhido.

 

Fiat Marea SX

(arquivo/Quatro Rodas)

Em 1998, o sedã foi lançado por aqui com o famoso motor de cinco cilindros e vinte válvulas, capaz de render 142 cv. No ano seguinte, surgiu a versão SX, reduzida a 127 cv graças à troca da central eletrônica e um comando de válvulas convencional no lugar do variável. Tudo isso para pagar menos IPI. Nos anos 80, o número era 100 cv. O Gol GT 1.8 declarava 99 cv (apenas 9 cv acima do 1.6) e o Monza 1.8, 96 cv. Andavam muito, mas pagavam pouco.

 

Mercedes ML 320 CDI

(arquivo/Quatro Rodas)

Pela lei, diesel só é permitido para veículos de carga para mais de 1 tonelada ou jipes com redução de marchas. O ML 320 CDI não tinha reduzida, mas a Mercedes convenceu que a primeira atua como reduzida. A do ML e a de qualquer carro de passeio. Virou jurisprudência – hoje, modelos como Jeep Renegade e Fiat Toro são vendidos em versões a diesel sem nenhum problema legal.

 

Asia Towner

(arquivo/Quatro Rodas)

Nos anos 90, a Asia Motors trouxe a minivan Towner com imposto 50% mais baixo, com a promessa de fabricá-la aqui. Isso não ocorreu e a dívida pelos impostos descontados – que chegou a R$ 2 bilhões! – passou para a Kia, dona da Asia Motors. Apenas em 2013 o STF livrou a Kia da multa herdada.

 

Fonte: Quatro Rodas

Brasileiros passam mais de 5 anos dentro do carro

Maquiagem está na lista das atividades que as pessoas fazem dentro do automóvel

A Citroën encomendou à CSA Research um levantamento global para entender como as pessoas interagem com seus carros. O Brasil se destacou por ser o país em que os consumidores passam mais tempo dentro dos veículos: um total de 4 anos e 11 meses ao longo da vida. Na China, este período é de três anos e um mês; na Europa são quatro anos e um mês. “As pessoas têm uma relação muito intensa com o automóvel aqui”, destaca Nuno Coutinho, diretor de marketing da Citroën no País.

Além do Brasil, o levantamento foi feito na Argentina, em países da Europa, na China e no Japão. Localmente foram entrevistadas mais de 500 pessoas a partir de 15 anos, tanto motoristas quanto passageiros, abrangendo diferentes intensidades de uso dos veículos. Segundo a pesquisa, o Brasil também se destaca por clientes que gostam de cantar dentro do veículo.

Nas entrevistas, as pessoas que dirigem todos os dias indicaram que passam 7,9 mil horas de suas vidas cantando no carro. “É quase um substituto para o cantar no chuveiro”, brinca Coutinho. Os entrevistados também admitiram que falam sozinhos em diversos momentos ao dirigir e dedicam tempo procurando objetos que caíram debaixo do assento e até beijando.

A pesquisa também indica que, para as motoristas frequentes, mais de 16 mil horas são dedicadas a se maquiar dentro do automóvel. Outras 18 mil horas as pessoas passam comendo. O estudo revelou ainda que é recorrente o esquecimento sobre onde o carro foi deixado estacionado.

Em tempos de revolução digital, os entrevistados no Brasil admitiram que pensam mais de 70 vezes ao longo da vida que poderiam comprar seus veículos pela internet. Enquanto a tecnologia de condução autônoma avança, os entrevistados indicaram que pensaram mais de quatro vezes na vida que o automóvel poderia andar sozinho. Os brasileiros também demonstraram medo de ser enganados. Em pelo menos três vezes na vida, as pessoas ficam desconfiadas de ser enroladas quando levaram o carro na oficina para um reparo.

CAMPANHA DE MARKETING

A Citroën aponta que os resultados sinalizam caminhos para o desenvolvimento de soluções para os clientes. Segundo Coutinho, o esforço da companhia é para melhorar a experiência do consumidor em todos os pontos de contato com a marca. “Na verdade, o levantamento indica que estamos no caminho certo, que as ações que temos desenvolvido estão corretas”, aponta.

O fruto mais imediato da pesquisa é uma nova campanha global de marketing. Entre março e abril a companhia vai veicular na internet pequenos vídeos que abordam a relação das pessoas com seus veículos. “A ideia é mostrar que estamos mais próximos dos clientes”, diz.

Fonte: Automotive Business